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Alto Minho

Vereadora de Ponte da Barca diz que “ser do Norte é do car***o!”

Polémica TVI

em

Foto: Facebook / Sílvia Torres

Não é carago, nem caraças, é mesmo o palavrão com as letras todas, à moda do Norte. Sílvia Torres, vereadora socialista na Câmara de Ponte da Barca, considera que “ser do Norte é do car***o!”.


Dizendo-se “inspirada”, a vereadora escreveu hoje um poema na sua página de Facebook, numa clara alusão à polémica reportagem da TVI em cujo oráculo foi escrito que a justificação para o Norte ter mais casos de covid-19 devia-se ao facto de a sua população ser “menos educada, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares”.

O poema, assinado pela própria, é assim:
“Ser do Norte…
Ser do norte é do c***lho!
É falar alto e bom som e não ser nenhum paspalho!
É ter um país inteiro aos seus pés e respeitá-lo de lés a lés!
Ser do Norte é ter educação, gostar e preservar uma boa tradição!
É ter o coração na boca, a saudade na alma e pouca ou nenhuma calma!
É ter vaidade ou chieira, é gostar de romarias e de ir a uma boa feira!
Ser do Norte é ser f***do! É falar pelos cotovelos e ser bem compreendido!
É ter um bom coração, ser fiel ao seu país, e dizer um palavrão!
É ser alegre e bondoso e respeitar todo o idoso!
É gostar de folclore, saber bem bater o pé e gostar de ver balé!
Ah… ser do norte que orgulho, que imensa satisfação! Porque somos tão honestos, muito pouco “chico espertos” e temos bom coração!
Ah ser do Norte que riqueza, que privilégio sem fim…
É ter imensa beleza e saber dançar assim!!
Quem te dera ser do Minho, quem te dera ser do Norte, mas na vida não se tem tudo e tu tiveste pouca SORTE!!!”

De acordo com a Rádio Vale do Minho, que chamou a atenção para a publicação, Sílvia Torres é professora na Escola Profissional de Ponte de Lima (EPRALIMA) e fez também parte dos efetivos na lista de candidatos pelo PS pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo às últimas legislativas.

“Vírus não distingue a educação, a cultura, os pontos cardeais, e nem sequer a pronúncia”

Do concelho vizinho, Vila Verde, também chegou uma mensagem do vereador socialista José Morais. Noutro tom, o candidato do PS à Câmara Municipal, nas últimas eleições autárquicas, manifestou repúdio e indignação com as afirmações contidas no texto da reportagem da TVI.

Hoje, depois de instalada a polémica, a estação televisiva da capital pediu desculpas pelo “erro grosseiro”.

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Alto Minho

Cerveira apresenta segunda revisão do PDM pelas freguesias

PDM

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Foto: DR

A Câmara de Vila Nova de Cerveira informou hoje que a equipa técnica responsável pela segunda revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) vai percorrer, nos próximos dias, todas as freguesias do concelho para apresentar o documento.

As sessões, adianta o comunicado da autarquia do distrito de Viana do Castelo, servirão ainda para “auscultar expetativas e esclarecer dúvidas quer da parte dos autarcas locais, quer da própria população”.

As 11 reuniões descentralizadas vão procurar abordar os objetivos e o enquadramento da revisão em causa, e decorrerão nos salões das juntas de freguesia. A primeira sessão está marcada para dia 13 de julho, em Sapardos, e as duas últimas ocorrerão dia 20, em Cornes e Covas.

A segunda revisão do PDM de Vila Nova de Cerveira “assenta numa estratégia de desenvolvimento local, que identifica como principais objetivos a promoção das atividades económicas, de acolhimento empresarial, o reforço das políticas de habitação municipal, privilegiando a reabilitação do edificado devoluto”.

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Alto Minho

Caminha já esterilizou cerca de 250 animais de companhia

Animais

em

Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Caminha informou hoje que as duas campanhas lançadas pelo município permitiram esterilizar cerca de duas centenas e meia de animais de companhia, entre cães e gatos.

Segundo aquele município uma das campanhas “é desenvolvida em colaboração com a Associação Selva dos Animais Domésticos e a outra, que apoia agregados financeiramente carenciados, é operacionalizada diretamente pelo município”.

Relativamente à campanha CED (captura, esterilização e devolução), realizada em conjunto com a Associação Selva dos Animais Domésticos, visa essencialmente os gatos silvestres e as colónias. No âmbito da CED contabilizam-se 159 fêmeas esterilizadas e mais 64 machos, também esterilizados.

Em relação ao Regime Especial de Esterilização de Animais de Companhia, foi já possível esterilizar 25 animais, sendo cinco canídeos e 20 felídeos.

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Alto Minho

Empresa de Viana impugna concurso de transporte público na Área Metropolitana do Porto

Transcolvia

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Foto: Cristiano Nascimento / Flickr

O concurso para o transporte público rodoviário na Área Metropolitana do Porto (AMP) foi impugnado por um operador privado de Viana do Castelo que aponta alegadas ilegalidades no procedimento.

A ação de contencioso pré-contratual movida pela Transcolvia – Transportes Coletivos de Viana do Castelo deu entrada a 26 de junho no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Porto, onde corre termos.

Questionada pela Lusa, a AMP confirmou que foi já notificada da ação que “impugna os documentos conformadores do procedimento”, tendo já sido entregue a respetiva contestação ao apoio jurídico daquela entidade.

De acordo com o decreto-lei nº 214-G/2015 do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, que rege os processos de declaração de ilegalidade de disposições contidas no programa do concurso, caderno de encargos ou em qualquer outro documento conformador, designadamente com fundamento em ilegalidades técnicas, económicas ou financeiras, o pedido “pode ser deduzido por quem participe ou tenha interesse em participar no procedimento em causa, podendo ser cumulado com o pedido de impugnação de ato administrativo”.

A Lusa tentou obter mais esclarecimentos sobre esta contestação em tribunal junto da empresa, contudo, depois de um primeiro contacto onde foi confirmado que o objecto da ação é o concurso internacional de transporte rodoviário na AMP, ainda não obteve mais explicações.

Com sede em Viana do Castelo, a Transcolvia atua na área dos transportes coletivos na cidade de Viana do Castelo e arredores, integrando o Grupo Cura que serve os concelhos de Viana, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Caminha.

Segundo a sua página oficial, integram ainda o Grupo Cura as empresas Turilis, Sordo e a Auto Viação Cura que também se dedica ao transporte coletivo de passageiros.

O concurso público internacional para o transporte público rodoviário na AMP, cuja conclusão chegou a estar prevista para abril de 2019, foi lançado em 24 de janeiro, tendo o prazo para apresentação de propostas, que inicialmente terminava no dia 24 de março, sido prorrogado por várias vezes, estando agora fixado para o final do mês.

Segundo a AMP, por deliberação da Comissão Executiva Metropolitana, o prazo para apresentação de propostas foi prorrogado por 30 dias, passando a terminar “às 23:59 do dia 30 de julho de 2020”, conforme deverá ser publicado “muito em breve” em Diário da República, corrigindo uma outra publicação que, por lapso, referia um prazo de 162 dias.

Aquela entidade, realça, porém, que na Plataforma VORTAL está registado o prazo correto.

Esclarece ainda, em resposta à Lusa, que os motivos considerados pela Comissão Executiva Metropolitana para prorrogar o prazo para apresentação de propostas por 30 dias não se referem à ação de contencioso submetida pela Transcolvia.

O contrato, com um preço base de cerca de 394 milhões de euros, tem como objeto a prestação de transporte rodoviário de passageiros nos 17 municípios que compõe a AMP que exerce funções de autoridade de transportes.

O lançamento do concurso que vai substituir a concessões em vigor no território foi aprovado pela Comissão Executiva da AMP no dia 16 de janeiro, depois de sucessivos adiamentos.

À data, em comunicado, aquele organismo explicava tratar-se “de um concurso público internacional, sem prévia qualificação, por aquisição de prestação de serviços, organizado por lotes que correspondem a áreas geográficas do território da AMP, uma rede de linhas com mais de 33 milhões de quilómetros e um contrato com duração de 7 anos”.

De acordo com a mesma nota, o concurso terá um modelo de bilhética que conjuga a solução Sistema Intermodal Andante e o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), podendo a AMP, com este concurso, “assegurar uma monitorização e avaliação de toda a operação”.

“Traduz-se numa verdadeira mudança de paradigma da mobilidade e na melhoria das condições para a AMP e para os seus cidadãos”, acrescentava então a AMP.

Os sucessivos adiamentos do lançamento do concurso, obrigaram à prorrogação dos contratos de concessões em vigor nos vários concelhos da área metropolitana, que terminaram no dia 02 de dezembro de 2019, e que deverão manter-se até nova decisão de adjudicação.

O novo concurso prevê a uniformização da frota numa marca única para os 17 concelhos, bem como a uniformização da bilhética e das tarifas.

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