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Alto Minho

UE estuda eliminação de barreiras escolares entre Galiza e Alto Minho

Municípios vizinhos

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Foto: DR/Arquivo

Os municípios de Vila Nova de Cerveira e Tomiño (Galiza) informaram hoje que a Comissão Europeia está a estudar soluções para eliminar barreiras à mobilidade transfronteiriça dos 2.500 estudantes dos dois municípios.

Em comunicado, os dois municípios vizinhos explicam que “a recomendação elaborada pelas provedoras transfronteiriças da eurocidade Cerveira-Tomiño acaba de ser um dos projetos selecionados pelo Programa B-Solutions, promovido pela Associação de Regiões Fronteiriças Europeias (ARFE) e a Direção-Geral para Política Regional e Urbana DG REGIO”.

Em outubro de 2018, os dois municípios vizinhos constituíram formalmente uma eurocidade, a terceira entre municípios do distrito de Viana do Castelo e da Galiza, depois de Valença e Tui, em 2012, e Monção e Salvaterra do Minho, em 2017.

Na nota hoje enviada, as duas autarquias adiantam que o projeto foi apresentado ao Programa B-Solutions pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza – Norte de Portugal, em colaboração com a eurocidade Cerveira-Tomiño e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte(CCDR-N).

Em fevereiro, as provedoras transfronteiriças, Maria de Lurdes Cunha(Vila Nova de Cerveira) e Zara Pousa (Tomiño),defenderam a necessidade de medidas que simplifiquem o processo de intercâmbio culturais, educativos ou desportivos, envolvendo menores de idade nas zonas de fronteira.

“O programa europeu B-Solutions vai proporcionar a assessoria de especialistas jurídicos para a definição do obstáculo e a identificação de uma solução. Com esse objetivo, o grupo de trabalho vai elaborar uma informação que incluirá uma descrição clara do obstáculo legal, uma indicação das disposições legais que causam o obstáculo, uma possível solução e a indicação das entidades a envolver”, sustentam.

Atualmente, “este intercâmbio transfronteiriço de grupos infantojuvenis, sem a presença dos pais, requer a apresentação de autorizações específicas perante as autoridades. No caso do estado espanhol é exigido um formulário assinado por ambos os progenitores perante a Guarda Civil, mas no caso português o processo é burocraticamente mais complexo, sendo necessária uma autorização dos pais, com assinatura reconhecida por um notário, com custos económicos associados, além de um seguro específico também com valores desadequados”, explica a nota.

Se “uma turma de Vila Nova de Cerveira quiser visitar um espaço cultural ou educativo a Tomiño, os custos de autorizações podem ultrapassar os 600 euros”.

Na nota, as autarquias de Vila Nova de Cerveira e Tomiño especificam que a “realização de atividades conjuntas, os concelhos de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño constataram que os requerimentos para realizar intercâmbios escolares de menores de idade entre os dois países representam um enorme obstáculo para uma fluida relação transfronteiriça”.

“A eliminação ou simplificação deste problema burocrático permitirá incrementar a cooperação transfronteiriça nos programas escolares, culturais e desportivos, consolidando uma maior coesão territorial, social e económica”, referem.

Na recomendação apresentada em fevereiro, as provedoras Transfronteiriças apontavam a “necessidade de serem estudadas medidas excecionais que adaptem os requisitos de autorização sobre mobilidade transfronteiriça de menores às novas realidades sociais e administrativas de nível local, integradas na União Europeia, promovendo, em qualquer caso, experiências-piloto que permitam avaliar o avanço do exercício efetivo de direitos sociais e a construção de identidades partilhadas europeias”.

O programa B- Solutions “já abriu duas convocatórias, a primeira em 2018 para projetos piloto, e recentemente, em 2019, para proporcionar a assessoria de especialistas jurídicos, com vista a impulsionar a resolução de obstáculos transfronteiriços de caráter jurídico ou administrativo ao longo das fronteiras internas da União Europeia”.

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Viana do Castelo

Iniciada em Viana do Castelo instalação de primeiro parque eólico flutuante da Europa

Projeto Windfloat Atlantic

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Foto: DR / Arquivo

A primeira plataforma flutuante do projeto Windfloat Atlantic, primeiro parque eólico da Europa continental, já está a ser transportada para alto mar, onde ficará instalada, a 20 quilómetros de Viana do Castelo, informou hoje o consórcio Windplus.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Em comunicado, hoje enviado à imprensa, a EDP adiantou que “a estrutura, que saiu do porto de Ferrol, na Galiza, Espanha, em direção a Viana do Castelo, tem a maior turbina eólica ‘offshore’ do mundo assente numa plataforma flutuante”, sendo a primeira de “três torres eólicas” a instalar a 20 quilómetros da costa da capital do Alto Minho, numa zona em que a profundidade da água alcança os 100 metros.

“Quando estiverem prontas para entrar em fase operacional, as três estruturas flutuantes vão medir 30 metros de altura e terão uma distância de 50 metros entre si”, especifica a empresa.

Segundo a EDP, “duas das plataformas foram fabricadas no porto de Setúbal, em Portugal, e a terceira nos portos de Avilés e Ferrol, em Espanha”.

“O Windfloat Atlantic inclui tecnologia de ponta que minimiza o impacto ambiental e permite produzir energia eólica em alto mar em águas profundas, como é o caso da costa portuguesa”, explica a empresa que integra a Windplus, consórcio titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional para a instalação daquele projeto.

Segundo a nota, “nos próximos meses, as duas outras plataformas serão também transportadas para a localização final, para completar o parque eólico que terá uma capacidade instalada de 25 megawatt (MW), capaz de produzir eletricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil habitações por ano”.

O WindFloat Atlantic utiliza tecnologia “de ponta”, fornecida pela Principle Power, que vai permitir a instalação das plataformas flutuantes em águas profundas, antes inacessíveis, com o aproveitamento de abundantes recursos eólicos.

O projeto é apoiado por entidades públicas e privadas e é financiado pela Comissão Europeia, pelo Governo português e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).

Segundo a EDP, este projeto “vai acelerar a implementação comercial de tecnologia inovadora WindFloat, que aproveita a abundância dos recursos eólicos em águas profundas, até agora inacessíveis, constituindo-se um marco importante para o setor, por ser o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo”.

As três turbinas eólicas alicerçadas em estruturas flutuantes, ficarão “presas apenas por correntes ao leito do mar”.

“Esta tecnologia tem amplos benefícios que aumentam a sua acessibilidade e melhoram o custo-benefício, incluindo a possibilidade de a montagem ser feita em terra, numa doca seca, sem ser necessário recorrer a reboques especializados”, acrescenta.

Segundo o consórcio responsável pelo parque eólico flutuante, o projeto tem também o benefício de não depender das complexas operações que são necessárias para instalar estruturas tradicionais fixas ao fundo do mar, como nos parques eólicos ‘offshore’ tradicionais.

“O transporte da primeira das três estruturas é um marco importante neste projeto, já que conseguiu evitar a necessidade de ter um rebocador especificamente construído para este projeto. Este benefício, a somar ao processo simples de ancoragem, torna possível replicar esta iniciativa noutras áreas geográficas e facilita a fase de comissionamento de um projeto semelhante, independentemente dos limites geográficos”, revela o consórcio.

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Ponte de Lima

Camião tomba no acesso à A27 em Ponte de Lima

Refóios do Lima

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Uma viatura pesada de transporte de mercadorias tombou, ao início a manhã desta segunda-feira, junto ao nó de acesso às autoestradas A3 e A27, em Refóios, Ponte de Lima, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

Pelo que foi possível apurar, o camionista, que transportava uma carga de madeira, fazia o nó de acesso às autoestradas quando o camião que conduzia entrou em despiste acabando por tombar para uma berma da estrada.

Ao local acorreram os Bombeiros de Ponte de Lima que estabilizaram o condutor, que sofreu alguns hematomas mas “nada de grave”.

A vítima acabou mesmo por recusar transporte hospitalar, ficando no local para coordenar o transbordo da carga para outra viatura.

A GNR registou a ocorrência que condicionou o trânsito naquele local durante mais de uma hora devido a derrame de combustível.

O alerta foi dado cerca das 08:50 horas.

Pelas 11:00, ainda se encontram bombeiros para a limpeza de via, obrigando ao corte de acesso à A27.

Notícia atualizada às 11h04 com mais informação

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Arcos de Valdevez

Condutor sai praticamente ileso após queda de 150 metros em Arcos de Valdevez

Jovem de 19 anos

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Foto: Filipe Guimarães

Um homem saiu com ferimentos apenas ligeiros após uma queda numa ravina de 150 metros, este sábado, em Sistelo, concelho de Arcos de Valdevez.

O acidente ocorreu na estrada de acesso aos lugares de Porto Cova e Padrão.

Foto: Filipe Guimarães

Foto: Filipe Guimarães

Foto: Filipe Guimarães

A vítima, um jovem de 19 anos natural de Aboím das Choças, Arcos de Valdevez, foi resgatado e trabsportado para o Centro Hospitalar do Alto Minho em Viana do Castelo, segundo o Jornal de Notícias.

Estiveram no local nove operacionais com três viaturas dos Bombeiros locais, a equipa SIV do INEM sediada em Arcos de Valdevez. A GNR tomou conta da ocorrência.

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