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I Liga

“Gil Vicente é o projeto mais difícil da minha carreira”

Vítor Oliveira diz que vai começar do zero

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Foto: Divulgação / Gil Vicente FC

O treinador de futebol Vítor Oliveira disse hoje, em Matosinhos, que o Gil Vicente talvez seja “o projeto mais difícil” da sua carreira, pois vai começar “do zero e precisar, sensivelmente, de 20 jogadores”.

Vítor Oliveira falava à comunicação social no final da cerimónia pública em que foi agraciado pela autarquia local com a Medalha de Mérito Desportivo, uma distinção que o executivo municipal aprovou há uma semana, por unanimidade.

A presidente da Câmara matosinhense, Luísa Salgueiro, afirmou que o técnico sempre se manteve ligado ao concelho que o viu nascer há 65 anos, apesar de um percurso profissional de praticamente 35 anos como que o levou a trabalhar em diferentes pontos do país.

“É muito especial ser homenageado pela Câmara da minha terra e um motivo de orgulho. É um dia inesquecível”, disse Vítor Oliveira quando atendeu os jornalistas, ainda com a medalha presa à lapela direita do casaco que trazia vestido.

Questionado sobre se a homenagem vale mais do que uma subida de divisão, uma especialidade em que se notabilizou e que esta época conseguiu pela 11.ª primeira vez, agora ao serviço do Paços de Ferreira, o treinador retorquiu que “são coisas completamente diferentes”.

O treinador analisou depois o seu próximo projeto, o Gil Vicente, equipa que subiu diretamente do Campeonato de Portugal à I Liga, considerando-o “talvez o mais difícil” que lhe passou pelas mãos.

“O projeto do Gil Vicente vai começar do zero. Penso que é até inédito no futebol português, mas estamos a trabalhar, muito já, por forma a fazermos uma equipa que possa conseguir os nossos objetivos, que é, fundamentalmente, mantermo-nos na I Liga”, sublinhou.

O Gil Vicente, assinalou, “precisa sensivelmente de 20 jogadores”, algo que o técnico considera “praticamente inédito” em Portugal, mas que a credibilidade e o currículo do técnico poderão facilitar.

“Acredito que o meu nome poderá ajudar a que alguns jogadores possam aceitar esse desafio pesadíssimo que será manter o Gil Vicente na I Liga”, referiu Vítor Oliveira.

A tarefa não será fácil, porque “o mercado está caro neste momento, mas, daqui a três ou quatro semanas, irá estar substancialmente alterado”, pois, em sua opinião, “alguns jogadores começam a perder as primeiras possibilidades de ir para fora e de fazer grandes contratos e a cair na realidade”.

Nessa altura, o técnico acredita que “irão aparecer jogadores” para o desafiante projeto do clube de Barcelos, onde trabalhou nas épocas 2001/02 e 2002/03.

Vítor Oliveira explicou ainda que aquilo que o atraiu no Gil Vicente foi o “aliciante” de ser um projeto com um “grau de dificuldade elevado”, até porque, argumentou, “precisava de um desafio mais difícil” para se motivar.

O Gil Vicente, do Campeonato de Portugal, vai ser reintegrado na próxima época no principal escalão, em consequência do caso Mateus.

O clube de Barcelos foi despromovido à II Liga na época 2006/07, por alegada irregularidade na utilização de Mateus, avançado atualmente no Boavista, tendo a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciado a reintegração na I Liga em 12 de dezembro de 2017, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, em 2016.

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Futebol

FC Porto encaixa até 50 milhões com novo adiantamento de receitas televisivas

Podem entrar mais 20 em janeiro

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Foto: Twitter / Arquivo

A SAD do FC Porto encaixou hoje 30 milhões de euros (ME) com uma nova emissão de obrigações pela Sagasta, envolvendo a cedência de receitas futuras de direitos televisivos, e podem entrar mais 20 ME em janeiro.

Em causa está a alteração aos termos e condições da operação de titularização de créditos denominada ‘Dragon Finance n.º 1’, que tem a Sagasta Finance – sociedade de titularização de créditos – como emitente, realizada em 24 de maio de 2018, e que teve como objeto a titularização dos créditos decorrentes do contrato de cessão de direitos de transmissão televisiva dos jogos no Estádio do Dragão, a contar para a primeira Liga, entre a SAD portista e a Altice, segundo o comunicado disponível na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A operação de maio do ano passado permitiu um encaixe de 100 milhões de euros aos cofres dos ‘azuis e brancos’ e a alteração hoje anunciada “teve por objetivo a prorrogação da maturidade média prevista aplicável às obrigações titularizadas emitidas em 24 de maio de 2018”, lê-se no documento.

Esta alteração implica a “correspondente emissão de obrigações de titularização adicionais pela Sagasta no montante de 30 milhões de euros adicionais na presente data e no montante máximo de 20 milhões de euros adicionais em janeiro de 2020, a título de acréscimo do preço de compra e venda dos créditos”, especificou a SAD do FC Porto.

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Futebol

Vitória SC é a equipa que mais ataca na Liga, SC Braga é a segunda

Benfica, Porto e Sporting ocupam os restantes lugares do top5

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À passagem da 11.ª jornada da Liga portuguesa de futebol (Liga NOS), o Vitória SC detém o estatuto de “rei” dos ataques da competição.

Os “conquistadores” são a formação que mais atacou neste primeiro terço do campeonato, onde registou um total de 422 incursões ofensivas ao último reduto dos seus adversários. Números, de destaque, que conferem uma interessante média de 38,36 ações ofensivas por jogo.

Curiosamente, o jogo que mais contribuiu para estes números, dos comandados por Ivo Vieira, teve lugar no Estádio José Alvalade, para a oitava jornada, onde o Vitória SC acabou por sair derrotado (3-1), apesar do impressionante registo de 52 ataques.

Outra curiosidade, desta estatística, é o facto de os dois primeiros lugares serem ocupados por “rivais” e vizinhos minhotos.

Isto porque o SC Braga é a segunda equipa que maior número de ataques contabiliza, na competição, com um acumulado de 418 ações ofensivas.

Os gverreiros do Minho registam uma média exata de 38 ataques por jogo, com a receção ao Marítimo M (2-2), na sexta jornada, a emergir como o jogo onde os bracarenses mais contribuíram para estes números, depois de um total de 55 incursões à linha defensiva dos madeirenses.

De referir que o top cinco dos conjuntos mais ofensivos da Liga fica completo com SL Benfica, FC Porto e Sporting CP.

As “águias” são o terceiro emblema mais atacante da prova (409 ataques), ao cabo de 11 jornadas, com uma média de 37,18 por encontro.

Bem de perto seguem os “dragões”, que alcançaram um total de 405 ataques, equivalentes a uma média de 36,82 por jogo.

Já os “leões” são o quinto conjunto mais ofensivo da competição, tendo realizado 351 ofensivas às defesas contrárias (média de 31,91 por jogo).

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Futebol

“Fizemos dois golos, mas poderíamos ter feito mais”

Dérbi do Minho

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Foto: Youtube

Declarações do treinador do Sporting Clube de Braga, após o jogo da 11.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol disputado em Guimarães e que terminou com a vitória dos bracarenses, por 2-0:

– Ricardo Sá Pinto (Treinador do SC Braga): “O Braga tem estado sempre bem. Se falarmos dos resultados da I Liga, não têm sido coincidentes que com a nossa supremacia e com a nossa qualidade de jogo. A nível de domínio, das chegadas, temos sido sempre muito fortes. Há muito tempo que merecíamos uma vitória como esta.

Considero o resultado justo. É demasiado evidente. Na posse da bola, não fomos superiores, mas [essa posse] foi controlada e provocada. Fomos superiores nas oportunidades, na chegada. Controlámos o jogo do princípio ao gim. O adversário não teve sequer uma oportunidade de golo. Não é fácil jogar na casa do [Vitória de] Guimarães. Era um jogo especial por ser um dérbi minhoto, com grande emotividade dos jogadores e dos adeptos. Fizemos um jogo muito completo. Os jogadores estão de parabéns. Agradeço o apoio dos nossos adeptos, que acreditam na nossa equipa.

Estrategicamente, explorámos aquilo que tínhamos de explorar. Tivemos bloco médio. Soubemos tapar os espaços, aquilo que provoca nos corredores. [O Vitória] é uma equipa que tem de jogadores de qualidade. Soubemos sair da pressão e impor a nossa variabilidade na fase de construção. Às vezes, isso acontece. Noutras vezes, não é possível. Nestes jogos, é fundamental a concentração. Ao mínimo deslize, acontecem golos. Fizemos dois golos, mas poderíamos ter feito mais. Não queríamos o empate. Queríamos os três pontos e conseguimo-los.

O jogo é feito de estratégia e de momentos. Fomos fortes em transição. Soubemos chegar com gente a zonas de finalização. O plano estratégico foi aplicado de uma forma exemplar, sem tirar o prazer aos jogadores. Não admito que os jogadores não se divirtam e não tenham criatividade ofensiva. Agora, o adversário tem valor e não nos podemos desequilibrar”.

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