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Guimarães

Tribunal de Guimarães condena sargento do Exército por tráfico de armas

Sargento-chefe Alcino Costa

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Tribunal de Guimarães / DR

O Tribunal Judicial de Guimarães condenou a cinco anos de prisão, com pena suspensa, um sargento-chefe do Exército por um crime de tráfico de armas agravado, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP).

Em nota publicada na sua página, a PGDP refere que aquela pena consta de um acórdão datado de 26 de setembro e é igual à que tinha sido aplicada em dezembro de 2017.

Na altura, o arguido recorreu e a Relação mandou repetir o julgamento.

Segundo a nota, o tribunal deu como provado que o arguido, militar do quadro permanente das Forças Armadas, “adquiriu fora das condições legais três armas de fogo, uma das quais veio a ser utilizada por outrem num assalto a uma carrinha de valores”.

“Mais considerou provado que em duas outras ocasiões distintas, e com vista à ulterior revenda, o arguido adquiriu um total de 5.000 munições sem que fossem efetuados os registos dessas aquisições”, acrescenta.

Em duas habitações do arguido foram apreendidas armas registadas a favor de terceiros, bem como diversas peças de armas de fogo.

Segundo a acusação, o sargento-chefe do Exército Alcino Costa, a cumprir serviço no Regimento de Paraquedistas de Tancos, desviava armas de quartéis e comercializava-as no mercado negro.

Acabou por ser condenado por um crime de tráfico e mediação de armas por alegadamente ter entregado uma pistola a um homem que a usou num assalto a uma carrinha de valores.

No entanto, o tribunal deu como provado que essa pistola fora adquirida pelo arguido a uma família amiga.

Durante o julgamento, Alcino Costa refutou os factos da acusação e negou que as funções que desempenha no Exército lhe tenham dado acesso privilegiado a armas.

“Querem fazer crer que roubava armas nos quartéis e as punha no exterior. São afirmações muito infelizes. Nunca trabalhei na parte logística ligada ao armamento e o armamento é controlado à peça, à grama, é impossível qualquer arma sair do quartel”, apontou.

O processo tem mais 12 arguidos, um dos quais foi condenado a oito anos de prisão, por um crime de tráfico e mediação de armas agravado, tendo os restantes sido condenados ou a penas de prisão suspensas na sua execução ou a multas.

Os 13 arguidos foram detidos em abril de 2016, numa operação que incluiu 20 buscas domiciliárias por vários concelhos da zona Norte do país, tendo a Polícia Judiciária apreendido 5.058 munições de diversos calibres, 22 armas curtas, nove armas longas, seis armas elétricas, nove aerossóis, 12 armas brancas, oito granadas, três sabres baioneta, cerca de mil artigos considerados material de guerra e fardamento militar e ainda centenas de peças de armas de fogo.

Entre as armas, encontram-se duas metralhadoras de uso exclusivo militar.

O inspetor chefe da PJ de Vila Real, António Torgano, explicou à data das detenções que a investigação que levou às detenções dos arguidos já decorria “há vários meses” e na sua origem esteve a apreensão de armas no âmbito de outros crimes.

Entre esses crimes está a morte de um inspetor da PJ, Júlio Melo, assassinado na sequência de um assalto à mão armada a uma carrinha de valores.

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Guimarães

Câmara de Guimarães entregou equipamento a cinco corporaçoes de bombeiros

Incêndios

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães entregou esta quarta-feira, equipamentos de proteção aos corpos de bombeiros que atuam no concelho – Bombeiros de Guimarães, Caldas das Taipas, Vizela, Riba d’Ave e Vila das Aves – foi hoje anunciado.

Foram entregues máscaras de proteção para incêndios rurais, “um equipamento de proteção individual conferindo ao utilizador um elevado nível de proteção contra possíveis queimaduras da face e pescoço, com o benefício acrescentado de bloquear e reduzir a inalação de fumo e partículas de cinzas”, escreve a autarquia, em comunicado.

Este apoio visa “ajudar os nossos bombeiros com equipamentos essenciais para o combate aos incêndios rurais, devidamente adequados ao momento que vivemos por causa da pandemia covid-19”, salientou a vereadora da Proteção Civil.

Sofia Ferreira realçou a “estreita colaboração entre o Município e os Bombeiros, no sentido de criar e disponibilizar as necessárias condições para o desempenho na nobre função em protegerem os nossos cidadãos, salvaguardando também a segurança dos bombeiros com equipamentos adequados para o efeito. Naturalmente, este pedido foi apresentado pelos nossos bombeiros uma vez que se trata de um material de custo elevado e a Câmara de Guimarães decidiu adquirir”.

O comandante dos Bombeiros de Guimarães, Bento Marques, destacou que a Câmara de Guimarães “tem a prática de ajudar e proteger os bombeiros” e sublinhou que as novas máscaras “são uma mais valia” pelo facto de “uma proteção mais completa do bombeiro no combate aos incêndios”.

O comandante dos Bombeiros de Caldas das Taipas, Rafael Silva, vincou que “este novo equipamento é muito importante, sendo mais difícil o combate aos incêndios com esta pandemia. Propusemos ao Município a colaboração na aquisição deste equipamento e desde a primeira hora que a Câmara colaborou”, salientou.

Esta máscara possui um filtro FFP1/2/3 que fica colocada dentro da bolsa existente na frente da boca e nariz da respetiva máscara, ajudando a reduzir a inalação de fumo e de partículas de cinza, bem como protegendo no âmbito da covid-19.

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Guimarães

Guimarães: Manuel Heitor pede esforço coletivo para um novo ensino da era pós-Covid

UMinho

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior esteve esta manhã no auditório da UMinho, na iniciativa Skills 4 pós-Covid, que contou com a presença de Domingos Bragança.

Ao final da manhã, no Auditório Nobre da Universidade do Minho, teve lugar uma sessão de lançamento e promoção da iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro”, promovida pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES), em estreita articulação com a OCDE, e em colaboração com as instituições de ensino superior e empregadores públicos e privados. No evento, esteve presente o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, o Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e várias personalidades convidadas, entre as quais o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança. O objetivo da iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro” é estimular uma rápida adaptação em práticas e abordagens de ensino, aprendizagem, trabalho e investigação que, agora mais do que nunca, se mostram decisivas para a forma como deverá ser encarado o ensino no futuro imediato, bem como no futuro de médio e longo prazo.

Rui Vieira de Castro, na sua intervenção, relevou os novos desafios que se colocam à Universidade na era pós-Covid, e que passam por alterações do foro do emprego e da economia, o que faz com que seja necessário estreitar a ligação entre o Ensino Superior e o mercado de trabalho. O Reitor da UMinho disse ainda que a aceleração da transição digital, ambiental e energética que se espera trará também um novo quadro de desafios para as instituições de Ensino Superior, mostrando-se convicto de que são necessárias soluções inovadoras que dotem os alunos de novas competências e instrumentos, não colocando de parte a realização de cursos de curta duração, em estreita colaboração com os empregadores. Segundo o Reitor, são estes projetos inovadores e socialmente relevantes, para a Universidade do Minho, prioritários e estratégicos.

Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, referiu ser importante um esforço coletivo, pois só dessa forma se encontrarão os caminhos mais adequados para a construção de uma sociedade mais bem preparada para reagir a crises como a que estamos a viver. Manuel Heitor considera que a questão crítica para o Ensino Superior é a capacidade de se adaptar as novas exigências de viver numa sociedade com risco. Ainda que não abdicando da sua matriz intrínseca, as Universidades devem estabelecer um diálogo permanente com as empresas, que dê origem a uma inovação pedagógica. Para Manuel Heitor, não se trata de olhar apenas para o Ensino a distância, pois “o processo de aprendizagem exige presença física”. Outro dos aspetos essenciais de uma nova abordagem para o Ensino, segundo o Ministro, é a criação de redes europeias, capazes de instituir uma nova cidadania de fronteiras mais alargadas. “O contexto de incerteza combate-se com o conhecimento”, disse.

A iniciativa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro” contou ainda com intervenções de vários convidados que partilharam a sua visão sobre a relação do Ensino com a empregabilidade, bem como com a presença de um conjunto de empresários dos mais variados setores de atividade.

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Guimarães

Construtora de Guimarães faturou mais de 84 milhões em 2019

Empresas

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Foto: Divulgação / Garcia e Garcia

A Garcia Garcia, construtora nacional especializada no ‘design and build’ de edifícios industriais, logísticos, residenciais e comerciais, fechou 2019 a faturar acima dos 84 milhões de euros, um crescimento de 16,1% face ao ano anterior, aunciou hoje a empresa.

Em comunicado, a empresa sediada em Guimarães indica que regista um crescimento acumulado de 58,8% nos últimos dois anos, com um investimento “na capacitação dos quadros da empresa, na agilidade organizacional e no desenvolvimento de uma estrutura flexível e polivalente”.

Cerca de metade dos clientes da Garcia e Garcia são empresas multinacionais, representando 70% do volume de negócios de 2019, que conta atualmente com 175 trabalhadores no grupo.

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