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Três doces do Minho podem ser eleitos hoje Maravilhas de Portugal

Ainda é possível votar

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Foto: Divulgação/7 Maravilhas

Decorre este sábado a gala final do concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal, em Montemor-o-Velho. São 14 candidatos, três do Minho. O evento está marcado para as 21:55 e terá transmissão em direto pela RTP.

Dois doces entre os candidatos são do Alto Minho. É possível votar nas Roscas de Monção através do 760107005, e nos Charutos dos Arcos através do 760107003.

O Bolinhol de Vizela é o representante do distrito de Braga. O telefone para votar no doce é o 760107129.

Os outros candidatos são a Amêndoa coberta de Moncorvo; as Barrigas de Freira; os Bons Maridos; a Brisa do Liz; a Crista de Galo; a Filhós de Cabrela; o Folar de Olhão; o Mel Biológico do Parque Natural de Montesinho; os Ovos Moles de Aveiro; o Pastel de Tentúgal; e o Porquinho Doce.

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Região

Braga com clínica de tratamento para piolhos. Adolescentes contagiadas em ‘selfies’ aumentam

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As clínicas de tratamento de piolhos são a nova tendência de negócio em Portugal, com dezenas de espaços a abrirem nos últimos meses e em que as principais pacientes são adolescentes contagiadas durante as ‘selfies’, crianças, mães e avós.

Em Braga, no final de 2019, abriu um gabinete da clínica “Sem Mais Piolhitos”. Para 2020, a mesma firma espera abrir uma loja em Famalicão (depois de abertas outras duas em Vila do Conde e Maia).

A loja de Braga fica localizada na Rua de São José, registando cada vez mais uma maior procura por parte de clientes. Mas é no Porto onde mais se nota esta nova tendência, sobretudo devido aos cabelos longos das adolescentes contagiadas.

Na loja-sede do Porto, estão duas adolescentes de telemóvel em punho, sentadas numa espécie de poltronas dentárias, com as mechas de cabelos louros agarrados com molas, onde técnicas equipadas de bata, luvas e touca catam piolhos e lêndeas com lupas, de cinco dioptrias, e aspiradores especiais que sugam os parasitas.

O ‘boom’ de clínicas em Portugal explica-se com o “desespero do pais que não conseguem combater os piolhos a nível doméstico”, explicou à Lusa Sílvia Freitas, administradora-gestora da “Sem Mais Piolhitos” em Portugal, marca que desde setembro passado abriu centros de tratamento no Porto e em Braga, mas também em Vila do Conde e Maia. Para 2020 quer abrir em Famalicão, Viseu, Leiria e Lisboa.

Às salas de espera das clínicas chegam bebés de colo, alunos do ensino básico, adolescentes, universitárias, mas também mães e avós contagiadas pelos mais novos. Um tratamento custa 50 euros, em média, e tem a duração de uma hora, que pode variar conforme tamanho do cabelo e número de parasitas.

“Temos muito mais meninas do que meninos em tratamento, e surpreendeu-nos a quantidade de adolescentes que nos procuram”, revela Sílvia Freitas, justificando o fenómeno das adolescentes com ‘smartphones’ que passam muitas horas por dia juntas na escola e cuja diversão mais popular é tirar ‘selfies’ e a fazer vídeos para as redes sociais.

Sílvia Freitas assegura que “quem tem telemóvel tem mais piolhos do que quem não tem telemóvel”, porque os piolhos “precisam de passar de cabelo em cabelo para alcançarem outro hospedeiro” e as novas tecnologias vieram propiciar mais pontos de contágio.

Marlene Silva é uma mãe à beira de um ataque de nervos que já foi parar ao hospital com dores de costas por ter estado oito horas consecutivas a espiolhar os filhos. A solução encontrada foi ir ela e mais sete crianças – filhos, amigos dos filhos e sobrinhos – para o centro de tratamento. Nesse dia gastou cerca de 350 euros.

Rita Ferro Rodrigues, sócia da clínica “Head Cleaners”, marca que abriu no último semestre centros de tratamento em Lisboa, Porto, Mafra e Braga e em 2020, quer criar “pelo menos mais 10”, relacionou piolhos nas adolescentes com ‘selfies’. À lista de hipóteses mais consistentes acrescentou as atividades dos mais novos, como natação e ginásios e o facto da pediculose deixar de ser assunto ‘tabu’.

Segundo o jornal Telegraph, um estudo apresentado em 2017 na conferência da Associação Britânica de Dermatologistas do Reino Unido já relacionava piolhos na adolescência com as ‘selfies’.

Nas clínicas da “Head Cleaners”, os principais pacientes são crianças a partir dos três anos e avós com 70 e 80 anos. A “época alta” do piolho são os “pós festivais de verão”, final do ano letivo e ‘rentrées’ escolares.

Na clínica “Kids and Nids” da Boavista”, no Porto, o cliente mais novo tinha 18 meses, mas a maioria da clientela são adolescentes, recorda Joana Viana, sócia gerente daquele espaço.

“O facto de haver mais raparigas relaciona-se com as ‘selfies’ de telemóvel que as leva juntarem as cabeças, mas também porque dormem em casa umas das outras, são mais carinhosas, abraçam-se mais e têm os cabelos enormes”, contou.

Joana Rocha, da clínica “Piolho Miraflores”, em Lisboa, onde são atendidas em média oito pessoas por dia, principalmente crianças entre os 03 e 15 anos, considera que o fenómeno do aumento das clínicas começou em 2019, porque há vez mais procura.

“Os champôs têm cada vez menos efeito. Os bichos estão mais fortes e os comportamentos das crianças com as novas tecnologias levam a que estejam com as cabeças mais juntas”, explicou.

O jornal Business Insider referia em 2016 que os norte-americanos vivem uma tormenta por causa dos “piolhos mutantes”, ou também chamados “super piolhos”, que estavam mais resistentes à permetina, composto sintético utilizado em inseticidas e aplicado na pele no tratamento de piolhos.

A médica dermatologista Susana Vilaça defende, todavia, que o ideal para a pediculose são “produtos de farmácia, de preferência com inseticidas” e deve ser repetido sete dias depois, porque a lêndea (piolho bebé) só nasce após sete dias.

Hoje em dia existem produtos “seguros” que usam “permitina 1% seguro para a criança” e devem ser esses os utilizados, recomenda, porque se o problema dos piolhos não for controlado pode revelar-se “um problema de saúde pública”.

A especialista avisou que é um “mito” pensar que se podem matar os piolhos com a utilização de perfume no cabelo ou pintando-o, porque o “piolho não cheira o perfume, nem tintas”, explicando que tratar é essencial para combater possíveis infeções do couro cabeludo, porque ao sugar o sangue o piolho pode infetar com bactérias, criando feridas, crostas e, em casos extremos pode mesmo provocar anemia (baixa de glóbulos vermelhos no sangue).

O piolho não salta, mas rasteja. Sobrevive até oito horas sem respirar e consegue estar 48 horas sem se alimenta de sangue (ou seja, fora do couro cabeludo), o que facilita o contágio em sofás, bancos de automóvel e aviões, almofadas, gorros ou cachecóis, escovas, pentes, elásticos ou ganchos.

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Braga

Feira dos Vinte, na vila de Prado: Trocar e vender gado desde o século 14

Vila Verde

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Foto: Divulgação

É já este sábado que arranca a Feira dos Vinte, em Prado, Vila Verde, com duração até dia 20, segunda-feira, dia de São Sebastião.

O destaque desta feira, cujas raízes remontam ao reinado de D. Dinis, no século XIV, assenta na troca e venda de gado cavalar e bovino.

Apresenta-se nos dias de hoje com um programa diversificado que inclui música, gastronomia, espetáculo equestre, concurso pecuário.

Uma diversidade que se estende também ao comércio, com máquinas agrícolas, artigos para o lar, vestuário, calçado, coudelaria, hortícolas, doçaria e diversões para todos os gostos, entre muitos outros.

Este ano, para dar início às festividades, a 18 de janeiro é assinalado o dia das Associações da Freguesia, com animação musical, ‘comes e bebes’ e convívio, na tenda gigante colocada no Largo de S. Sebastião.

Paralelamente, a Confraria Gastronómica das Provas da Feira dos Vinte promove o seu ‘II Capítulo Solene e de Entronização’ de novos confrades.

No domingo, 19 de janeiro, a animação começa pelas 15:00, com o Festival de Folclore, seguido do espetáculo equestre às 17:00.

Às 20:30, tem lugar o Encontro de Reis e a festa continua pela noite dentro com after party a cargo do animador Tosttas.

Nesta noite, decorrem ainda as habituais provas nas tasquinhas e restaurantes locais.

As Papas à Moda dos Vinte estarão disponíveis durante todo o mês de janeiro na Vila de Prado, nos restaurantes aderentes.

O programa para o dia principal, 20 de janeiro, é a feira de gado e o concurso pecuário, com o largo da vila a receber produtores que fazem trocas ou vendas de gado. Durante a manhã, terá ainda lugar a missa e bênção do gado. Há batismo de cavalo e passeios em charrete.

Em Dia de S. Sebastião, várias pessoas aproveitam também para rumar à capela localizada nas imediações do recinto.

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Região

Linha do Minho reforçada com novas carruagens até ao verão

Transportes públicos

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Foto: DR / Arquivo

A Linha do Minho, que une Porto a Valença, vai ver o fluxo de circulação ferroviária reforçado, com o início, na passada quarta-feira, da recuperação de 23 carruagens e cinco locomotivas, que devem estar prontas até ao final do verão de 2020.

Segundo a CP, estas novas composições pretendem complementar a oferta das automotoras diesel que circulam nas linhas de Minho e Douro, algumas delas alugadas a uma empresa espanhola.

Em recuperação numa fábrica em Guifões, Matosinhos, as previsões apontam que, até junho, sejam 13 as carruagens Schindler, da década de 1940, recuperada, assim como outras dez carruagens fabricadas nas antigas oficinas da Sorefame e ainda cinco locomotivas 2600.

Estas unidades visam reforçar a oferta de transportes públicos em Portugal.

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