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Trabalhadores do Grupo EGF fazem greve de dois dias para exigir contratação coletiva

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Foto: Ludo Sousa / Arquivo 2019

Os trabalhadores de quatro empresas do setor dos resíduos do Grupo EGF cumprem uma greve de 48 horas, na segunda e terça-feira, pela negociação de um acordo coletivo de trabalho e aumentos salariais, anunciou hoje o STAL.

De acordo com um comunicado enviado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), afeto à CGTP-IN, “os trabalhadores de quatro empresas do setor de resíduos do Grupo EGF – ERSUC, Resiestrela, Resinorte e Valorlis – decidiram, na concentração da última sexta-feira (dia 18), realizar uma greve de 48 horas, exigindo salários justos, carreiras dignas, suplemento de risco e um ACT [acordo coletivo de trabalho] que valorize profissional e socialmente os trabalhadores”.

“Defendendo que o futuro não pode continuar a ser marcado por salários de miséria, pela precariedade, pela ausência de evolução profissional e por ritmos de trabalho infernais, os trabalhadores estarão em greve nos próximos dias 28 e 29”, lê-se na mesma nota.

De acordo com o STAL, a administração do Grupo EGF recusa-se a iniciar qualquer processo de negociação coletiva, pretendido pelos trabalhadores.

Assim, a greve, convocada pelo STAL e pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN), tem como objetivo reivindicar “a negociação de um ACT que uniformize as regras laborais para todos os trabalhadores do Grupo, que promova e garanta a valorização remuneratória, a dignificação profissional e a qualidade do serviço público prestado”.

Aqueles trabalhadores do setor dos resíduos pretendem ainda aumentos salariais, bem como o aumento dos subsídios de refeição, de transporte e de outras prestações, “que reponham o poder de compra perdido nos últimos anos”.

Outras das exigências são a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro da pandemia que se vive, a progressão e a promoção das carreiras profissionais e o respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho.

“Os trabalhadores não aceitam que a EGF continue a desvalorizar o seu trabalho, a desrespeitar a contratação e a fugir à obrigação de negociar, reafirmando que a pandemia não pode impedir a melhoria dos direitos”, sublinhou o sindicato.

Segundo dados do STAL, os cerca de 1.000 trabalhadores ao serviço da ERSUC, Resiestrela, Resinorte, e Valorlis prestam serviço a 91 de municípios dos distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Vila Real e Viseu e servem uma população de mais de 2,3 milhões de habitantes.

A EGF – Environment Global Facilities, é uma empresa do Grupo Mota-Engil/Urbaser, que atua no setor dos resíduos em Portugal e assegura o tratamento de 3,2 milhões de toneladas de resíduos por ano, produzidos por 6,3 milhões de habitantes.

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