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Braga

Testemunhas do julgamento de corrupção nos TUB com processos por alegadas mentiras

Sessão marcada por, alegadamente, testemunhas terem prestado declarações falsas

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Foto: DR / Arquivo

Três testemunhas ouvidas, esta quarta-feira, em mais uma sessão do alegado caso de corrupção nos TUB- Transportes Urbanos de Braga saíram do julgamento com processos, por parte da Procuradora Geral da República, por terem mentido.

Em causa, estão declarações proferidas aquando da inquirição pela PJ e que agora em sede de julgamento não foram confirmadas.

Um dono de estabelecimento comercial, que alegadamente terá visto envelopes com dinheiro nas mãos de Abílio Menezes da Costa, proprietário da MAN Braga, o filho de um contabilista já falecido e ainda uma administrativa ligada ao contencioso terão agora que responder, noutro processo, às alegadas contradições.

Todos eles referiram “não se lembrarem, hoje, de muita coisa que se passou na altura. Já são muitos anos”. Declarações que a Procuradora não quis deixar passar em branco e daí ter pedido as certidões para “responsabilidade criminal por declarações falsas”.

Numa sessão onde as questões económicas e financeiras foram a tónica dominante, o destaque vai para as declarações do ex-diretor financeiro do grupo Oficina Senhor dos Aflitos, Amílcar Alves que confirmou a existência de uma conta para cheques pré-datados, que entravam e saíam “em função das necessidades da empresa, sobretudo a partir de 2006”.

É neste contexto que aparecem os cheques de Luís Vale e Cândida Serapicos. “Para fazer face à tesouraria, os cheques eram passados, o banco antecipava o dinheiro mas depois não eram descontados”.

Este procedimento foi usual durante um período de tempo, “envolvendo outras pessoas também”, nomeadamente familiares de Abílio Costa.

Amílcar Alves confirmou que “havia levantamentos em dinheiros, através de cheques ao portador. Dinheiro esse que depois era entregue ao Sr. Abílio”. O ex-diretor financeiro disse ainda, que “ouviu o Sr. Abília dizer que alguns desses levantamentos eram para entregar a Vitor Sousa por causa de um negócio com autocarros”.

No entanto, este será um assunto a ser esclarecido na próxima sessão, uma vez que a inquirição ao ex-diretor financeiro foi “suspensa” e será retomada em finais do mês.

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