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Região

Tempo quente e seco regressa esta semana com máximas acima dos 30 graus

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Esposende. Foto: DR/Arquivo

O tempo quente vai regressar ao continente, prevendo-se a partir de terça-feira uma subida gradual dos valores da temperatura, sendo que a máxima no sábado pode chegar aos 34 graus em Braga, segundo o IPMA.

A meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Ângela Lourenço, explicou à Lusa que a temperatura desce hoje ligeiramente em comparação com domingo, mas a tendência a partir de terça-feira é para uma subida gradual das temperaturas.

“Vamos continuar com céu em geral pouco nublado, vento a soprar do quadrante norte, mais intenso no litoral e nas terras altas, e temperaturas acima do normal para a época. (…) Todos os dias as temperaturas vão subir um bocadinho. Espera-se que no final da semana as máximas sejam superiores a 30 graus e acima dos 35 em alguns locais do interior sul e centro”, indicou.

A especialista do IPMA adiantou que, de acordo com as informações disponíveis hoje, o dia mais quente será sábado.

Entre esta segunda-feira e domingo, as mínimas em Braga serão de 9 graus na quarta-feira, e as máximas de 34 graus na sexta-feira e no sábado.

Em Viana do Castelo, as mínimas apontam para 11 graus na quarta-feira e máximas de 31 graus na sexta-feira e no sábado.

O tempo quente e seco esperado para os próximos dias vai trazer um elevado risco de incêndio, segundo Ângela Lourenço.

“Estas condições meteorológicas são típicas de verão e não são favoráveis à prevenção e ao combate aos incêndios. Vamos ter tempo quente e seco e humidade muito baixa. A tendência é para os valores de humidade baixarem mesmo durante o período noturno e haverá vento com alguma intensidade”, frisou.

De acordo com Ângela Lourenço, o vento vai continuar a soprar do quadrante norte e a meio da semana há uma rotação para o quadrante leste, esperando-se agitação marítima um pouco mais elevada na costa sul do Algarve.

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Alto Minho

Passos Coelho em Ponte da Barca cumpre promessa de 2017

Tomada de posse da concelhia PSD

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Foto: Facebook de Eduardo Teixeira

O ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho dirigiu, este domingo, um “voto público” ao PSD e ao CDS de “afirmação” e “união” para que os dois partidos possam fazer as “ações reformistas importantes” que o país precisa, dando o exemplo de Ponte da Barca, onde o PSD se soube unir para recuperar, em 2017, uma câmara socialista.

O ex-governante, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia de Ponte da Barca, terminou um discurso de quase 40 minutos, formulando um voto público aos dois partidos, em particular, ao seu.

“Isso está perfeitamente ao nosso alcance e o país precisa disso, e nós precisamos disso. É o voto que aqui quero deixar. Que o exemplo da Barca possa ser inspirador para os nossos partidos, e em particular para o meu, que é o PSD”, afirmou Passos Coelho.

De acordo com o jornal Expresso, a vinda a Ponte da Barca foi uma promessa do ex-primeiro-ministro a Augusto Marinho e a outros elementos da comissão política barquense, por conseguirem recuperar a autarquia em 2017, “colocando as divergências de lado em nome de um projeto comum”.

Foto: Eduardo Teixeira

Esta rara presença de Passos Coelho na vida do partido que o elegeu como primeiro-ministro acaba por ser uma exceção, não devendo regressar à atividade política. No final da sessão, não respondeu a jornalistas e referiu mesmo: “Isto hoje é uma exceção”.

Foto: Norberto Grilo

No raro discurso político, Passos Coelho lembrou que PSD e CDS fecharam “ciclos políticos” e que novos se abriram.

“No PSD houve eleições há pouco tempo e haverá um congresso daqui a 15 dias para coroar essa eleição. O CDS fez hoje o seu congresso. Podemos dizer que aqueles que estiveram, no Governo, juntos no passado com essas responsabilidades fecharam um ciclo, em definitivo, e abriram outro. Ainda para mais com pessoas e dirigentes que não tiveram nada a ver nem com esse Governo, nem com outros passados, destes partido”, especificou.

Passos Coelho apelou para que “as pessoas se unam, a pensar no serviço que podem prestar aos outros”.

Foto: Carlos Abreu Amorim

“Se puserem um bocadinho de lado as questões que foram acumulando, às tantas se elas não forem muitos importantes e, muitas vezes não são muitos importantes, as pessoas tendem a esquecê-las e tendem a unir-se em torno de coisas mais positivas”, alertou.

Na intervenção, que contou com a presença dos deputados Eduardo Teixeira e Emília Cerqueira, do ex-deputado Carlos Abreu Amorim, dos presidentes da Câmara de Ponte da Barca, da concelhia e distrital do partido, Passos apelou ao “respeito e elevação”.

“Temos de saber acomodar as nossas divergências e saber comportar-nos à altura daqueles que estão a ouvir, que não estão nada interessados em saber das nossas zangas. Isso não interessa para nada. As nossas zangas são connosco. Não temos de maçar as pessoas com elas, a não ser que sejam coisas importantes. Se são importantes vamos lá a debater. Uma vez que estão arrumadas, estão arrumadas. Andamos para a frente. Não podemos andar sempre a bater na mesma tecla, senão não saímos do sítio”.

Convidado pelo PSD de Ponte da Barca para a tomada de posse da comissão política concelhia, Passos Coelho afirmou que a “união” daqueles dois partidos é “indispensável” perante a ausência, no presente, de “qualquer ação reformista importante” que possa “prevenir problemas maiores no futuro”.

Foto: Norberto Grilo

“Não se vislumbra nenhum programa económico em que alguma reforma se esteja a fazer na dimensão da produtividade e competitividade da economia”, referiu, apontando o envelhecimento, a sustentabilidade dos apoios sociais e a saúde, “que está a rebentar pelas costuras”, como os principais problemas do país, a par do “descrédito da ação governativa”.

“Era indispensável que se começasse a intensificar esta forma de abordar os problemas. Quem está hoje no Governo prima pela ausência de um quadro reformista para um futuro melhor”, reforçou.

No final da intervenção e questionado pelos jornalistas, Passos Coelho escusou-se a prestar mais declarações.

“Isto hoje foi uma exceção”, disse.

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Alto Minho

Ponte da Barca prepara ação contra o Estado por “prejuízos” nas transferências

Afetados em cerca de um milhão de euros

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Ponte da Braça disse este domingo que vai “intentar uma ação contra o Estado” pelos prejuízos contabilizados desde 1996 com as transferências de verbas para o município ao abrigo do Orçamento do Estado para 2020.

“Estamos a ultimar uma ação contra o Estado que vai dar entrada muito em breve. Em 2017, quando tomei posse, fiz o que tinha de fazer. Fui falar com a administração pública, com o Governo, partidos políticos e com o Presidente da República. Disseram-me que tinha razão, mas a situação mantém-se. É hora de dizer chega”, afirmou Augusto Marinho.

O autarca, que falava durante a tomada de posse dos novos órgãos da concelhia do PSD de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, na presença do ex-primeiro-ministro e antigo líder do PSD Pedro Passos Coelho, disse que, “por muito que custe, a ação visa repor a verdade, fazer justiça para com o município”.

“Não baixarei os braços nem um minuto. Farei tudo o que estiver dentro do quadro legal nas minhas competências. Para trazer esses recursos que são fundamentais para este concelho. Já temos sido muito prejudicados. Não aceitarei que as coisas continuem desta forma”.

Em causa, segundo Augusto Marinho, está, em 2020, “cerca de um milhão de euros”.

“É muito dinheiro para nós. Calculamos em cerca de um milhão de euros o valor que estamos a deixar de receber. Se olharmos para o nosso orçamento isso tem um peso extremamente elevado”, referiu.

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Braga

Lídia Dias, vereadora em Braga, na nova direção do CDS. Bessa e Mota na comissão política

Rui Barreira, de Guimarães, também integra lista nacional

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Foto: Divulgação

Lídia Brás Dias, vereadora com os pelouros da Educação e Cultura na Câmara de Braga, foi eleita para a comissão executiva do CDS, encabeçada pelo novo presidente, Francisco Santos.

A bracarense é um dos 17 elementos integrantes da nova direção executiva do partido, anunciada este domingo, durante o 38.º congresso nacional.

Recorde-se que, publicamente, a vereadora nunca apoiou nenhum dos candidatos, ao contrário de Altino Bessa e Francisco Mota, também eles com cargos eleitos na nova vida do CDS.

Altino Bessa, vereador com os pelouros da Proteção Civil, do Turismo ou do Ambiente, em Braga, ocupará funções como vogal na Comissão Política Nacional (CPN) do CDS. Apoiante de Filipe Lobo d’Ávila, o celoricense radicado em Braga aproxima-se do partido, depois de uma zanga de quatro anos, por não concordar com as escolhas dos nomes de deputados a serem eleitos pelo distrito.

Outro dos eleitos para vogal na CPN é Francisco Mota, líder da Juventude Popular de Braga e fervoroso apoiante do novo líder do CDS, seu homólogo a nível nacional.

Recorde-se que Mota era assessor de Altino Bessa na Câmara de Braga, mas escolhas diferentes sobre quem apoiar levaram ao afastamento do jovem político.

Também Rui Barreira, de Guimarães, foi eleito para as mesmas funções de vogal na CPN.

CPN eleita com 65,7%

A CPN do CDS, de Francisco Rodrigues dos Santos, foi hoje eleita com 65,7% dos votos dos delegados ao 28.º congresso nacional do partido em Aveiro.

Os resultados foram anunciados pelo presidente cessante da mesa do congresso, Luís Queiró, na abertura da sessão de encerramento.

A lista do novo líder recebeu 865 votos, o que corresponde a 65,7%, e 451 votos em branco.

A lista ao conselho nacional, órgão mais importante entre congressos, liderada por Francisco Rodrigues dos Santos, obteve 51,9% (678 votos) e a de João Almeida, o candidato derrotado, obteve 581 (44,5%) e 45 brancos.

O conselho de jurisdição, a que concorreram duas listas, a lista A, a do líder, recolheu 699 votos (53,9%) e a B, de João Almeida, 508 (39,2) e 89 brancos.

Para o conselho de fiscalização também concorreram dias listas, tendo a A recebido 714 votos (54,3%) e a B 490 votos (37,2%) e 111 brancos.

A mesa do congresso, presidida por Martim Borges de Freitas, foi eleita com 879 votos (66,8%) e 435 brancos.

A mesa do conselho nacional, que será presidida por Filipe Anacoreta Correia, obteve 880 votos (67%) e 432 brancos.

Francisco Rodrigues dos Santos entrou na sala do Congresso cerca das 15:16, sendo aplaudido por apoiantes, que gritaram “Portugal/Portugal”.

Acompanhado pelos que serão dois dos seus vice-presidentes, António Carlos Monteiro e Filipe Lobo d`Ávila, Francisco Rodrigues dos Santos cumprimentou pelo caminho os delegados e, no final, os convidados, representantes dos partidos, de confederações sindicais e do governo, entre outros.

Depois, aguardou a proclamação dos resultados das eleições para os órgãos dirigentes antes de subir, com a nova direção, ao palco do congresso para o discurso de encerramento.

Quando foi chamado ao palco, o vice-presidente António Carlos Monteiro, envolvido hoje numa polémica em torno do seu convite para a direção nacional, foi recebido com algumas assobios e poucas palmas, em comparação com outros membros da comissão política.

Lista completa dos órgãos nacionais eleitos no 28.º Congresso do CDS-PP, que decorreu no Parque de Exposições de Aveiro:

COMISSÃO EXECUTIVA

Presidente: Francisco Rodrigues dos Santos

Vice-presidentes: Filipe Lobo d’Ávila, Miguel Barbosa, Artur Lima, António Carlos Monteiro, Francisco Laplaine Guimarães, Paulo Jorge Duarte e Sílvio Cervan.

Secretário-geral: Francisco Carvalhão Tavares

Coordenador autárquico: Fernando Barbosa

Vogais: Abel Matos Santos, Maria Campos, Lídia Brás Dias, Raul Almeida, José Miguel Garcez, Artur Lima (inerente por ser presidente do CDS-PP Açores) e Rui Barreto (inerente por ser presidente do CDS-PP Madeira)

COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL (além dos membros da Comissão Executiva)

Vogais: Ana Silva, Alonso Teixeira Miguel, Diogo Vasconcelos, Gonçalo Moita, Miguel Matos Chaves, Rosa Guerra, Nuno Baeta Correia, Hugo Nunes, Maria Tavares, João Forsado Gonçalves, Luís Marinho, Vítor Pimentel, Pedro Marques Pereira, Tiago Telo de Abreu, Tiago Carvalho de Sousa, Fernando Camelo Almeida, Francisco Pires Mota, Pedro Rebelo Tavares, João Leal de Moura, Hélder Rodrigues, Sara Gomes, José Caçorino, José Montenegro, Pedro Melo, João Medeiros, José Anacoreta Correia, José Dinis Carmo, Paulo Cunha de Almeida, Tiago Loureiro, João Castanheira, Maurício Rodrigues, João Freire de Andrade, Gabriel Fernandes, Francisco Kreye, Luís Miguel Graça, Altino Bessa, Rui Barreira, José Sampaio, Pedro Parada Monteiro, Nuno Correia da Silva, Ricardo Rossi e Pedro Pestana Bastos

MESA DO CONGRESSO

Presidente: Martim Borges de Freitas

Vice-presidentes: Sérgio Casado, Paulo Silva e Silva e André Levi.

Secretários: Conceição Pinto, Manuel Marques, Ana Paula Artur e Maria Céu Moleiro

MESA DO CONSELHO NACIONAL

Presidente: Filipe Anacoreta Correia

Vice-presidentes: João Diogo Moura e Silvino Malho Rodrigues

Secretários: Nelson Plácido, Joana Bento Rodrigues, Amélia Mestre, Vítor Pereira

CONSELHO NACIONAL DE FISCALIZAÇÃO

Presidente: Marco Rodrigues Dias

Vice-presidente: Artur Jorge Basto

Vogais: José Pires dos Reis, Linda Oliveira, Francisco Aguiar, Nuno Moreira e Frutuoso Tomé

CONSELHO NACIONAL DE JURISDIÇÃO

Presidente: Alberto Rodrigues Coelho

Vice-presidente: Miguel Alvim

Vogais: Marta Carvalho Esteves, Filipe Matias Santos, Diogo Feio, Otília Gomes e João Monge Gouveia

CONSELHO NACIONAL

Vogais: Ana Correia Pinto, Artur Viana, Margarida Penedo, Gonçalo Alves, Rui Martins, Isilda Guerreiro, Tiago Vasconcelos, Maria Freitas, Fernando Peres, João Pedro Dias, José Mendes Pinto, Ana Sanches, António Barbosa, Agostinho Guedes, Manuel Carvalho, Hugo Filipe, Maria Anacoreta Correia, João Oliveira, António da Silva Santos, Fábio Joaquim, Inês Palma Teixeira, Jorge Pereira, Eduarda Ferreira, Francisco Peixoto da Silva, Rui Mateus, Duarte Sardinha, Liliana Silva, Nuno Pereira de Magalhães, Lucinda Carpinteiro, António Pinto Moreira, Aires Patrício, Nuno Lobo, Raquel Carreira, Sara Sepúlveda da Fonseca, Rui Espírito Santo, José Marcelo Pinto, António Moreira, Luís Pedro Mateus, João Almeida, Rui Barreto, Catarina Araújo, Nuno Magalhães, José Pinheiro, Adolfo Mesquita Nunes, Maria Luísa Aldim, Hélder Amaral, Álvaro Castelo-Branco, Duarte Novo, Durval Ferreira, Nuno Gusmão, Ricardo Tavares da Silva, Paulo Sousa, Maria Roque, Pedro Moutinho, João Pedro Gomes, António José Batista, João Condeixa, Alexandre Teixeira, Ângelo Santos, Ricardo Mendes, Gonçalo Camacho, Beatriz Proença João, John Baker, Patrícia Fonseca, Manuel Gonçalves, Patrícia Ribeiro, Maria Inês Mineiro, Isabel Coelho, José Souto Pereira e Ana Maria Machado

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