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Teixeira Duarte passa de prejuízos a lucros de 11,1 milhões em 2018

Construção civil

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Foto: Divulgação

A Teixeira Duarte (TD) passou de prejuízos de 4,6 milhões de euros em 2017 para 11,1 milhões de euros de lucros atribuíveis a detentores e capital em 2018, revelou, esta segunda-feira, a empresa.

A construtora, que divulgou o relatório e contas completo de 2018 no âmbito da convocatória para a Assembleia Geral (AG) de acionistas de 27 de maio, adiantou ainda que atingiu proveitos operacionais de 1.014 milhões de euros no ano passado, uma queda de 7,8% face ao período homólogo.

O volume de negócios do grupo fixou-se em 873,7 milhões de euros de euros, “o que representa uma diminuição de 15,6% face ao ano anterior. Na sua globalidade, todos os setores de atividade registaram diminuições, havendo a destacar o ligeiro crescimento do setor das concessões e serviços”, lê-se no relatório.

“O mercado nacional registou um aumento de 22,8% do volume de negócios, o que se considera positivo”, avançou a TD, enquanto os externos, na generalidade “diminuíram, com exceção do mercado argelino que cresceu 33,8%. Neste contexto, os mercados externos que representavam 81,7% do volume de negócios do grupo em 2017, passaram a representar 73,3% do volume de negócios”, detalhou a empresa.

O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) da TD, foi, no ano passado, de 142,6 milhões de euros, “uma redução de 21,3% face ao ano anterior”, com o impacto de alienações, imparidades (incluindo na Venezuela), diferenças de “câmbio operacionais” e outros custos, de acordo com o documento.

Por sua vez, os resultados financeiros foram negativos em 54,7 milhões de euros, tendo, ainda assim, registado uma melhoria de 47,7 milhões de euros face ao exercício de 2017, segundo a empresa.

A dívida financeira líquida do grupo diminuiu em 173,7 milhões de euros, fixando-se em 688,8 milhões de euros, “o que representa uma redução de 20,1% face ao final de 2017, dando seguimento à concretização da estratégia do grupo Teixeira Duarte de redução da divida”, garantiu a companhia.

A empresa fechou 2018 com uma carteira de encomendas para o setor da construção de 1.794 milhões de euros.

Na AG do dia 27, além de deliberarem sobre este relatório, os acionistas irão eleger os membros da mesa da AG, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal, a Comissão de Remunerações e o Revisor Oficial de Contas, entre outros pontos.

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País

Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 24 de janeiro: 3, 4, 6, 9 e 24 (números) e 5 e 8 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 28 milhões de euros.

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País

Bloco de Esquerda avisa que medidas acordadas para abstenção na generalidade não chegam

Orçamento do Estado 2020

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Foto: Twitter / Arquivo

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, avisou esta sexta-feira que as medidas negociadas para viabilizar, na generalidade, o Orçamento do Estado para 2020 não chegam e a especialidade “tem o seu caminho próprio” com as negociações que estão em curso.

À margem de uma audição com pessoas com deficiência organizada pelo partido, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre se o voto contra na votação final global do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) está a ser equacionado depois de um grupo de crítico da direção, o movimento Convergência, ter desafiado a esquerda a “chumbar” a proposta do Governo caso o PS “mantenha a arrogância”.

“Negociámos muito a sério, garantimos neste Orçamento do Estado que começámos a cumprir a Lei de Bases da Saúde neste legado que nos deixou António Arnaut e João Semedo para salvar o SNS. Teremos o maior orçamento de sempre para o Serviço Nacional de Saúde, sem cativações, com o fim das taxas moderadoras, com o início da exclusividade, com investimento em equipamentos, e isso é muito importante”, lembrou, a propósito das medidas negociadas com o Governo para garantir a abstenção dos bloquistas na generalidade.

No entanto, a líder do BE deixou o aviso que “isso não chega” e que “a especialidade tem também o seu caminho próprio”, no qual os bloquistas estão empenhados.

“Estamos a fazê-las [as negociações]. Até quando é que vamos estar a trabalhar, enfim, o Bloco de Esquerda, como sabem, nunca desiste”, respondeu, quando questionada sobre as negociações em curso.

Perante a insistência dos jornalistas para perceber se é possível o BE vir a votar contra um OE2020 que terá plasmadas as medidas acordadas com o Governo na generalidade, Catarina Martins referiu que “o orçamento será aquele que sair depois das votações na especialidade”.

“E é sobre isso que o Bloco de Esquerda se vai debruçar. Até lá, estaremos a lutar por cada uma das medidas que consideramos importantes“, salientou.

Entre essas medidas estão três fundamentais na área da deficiência, elencadas pela líder bloquista, para que Portugal cumpra a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

A primeira tem a ver com a dotação necessária para cumprir a lei das acessibilidades que há mais de 20 anos que está em vigor e “os edifícios ainda não estão adaptados e portanto as pessoas com deficiência continuam com problemas de mobilidade a ficar fechadas em casa porque não têm acessibilidades”.

“Queremos, para além disso, que o apoio na assistência pessoal, as horas de assistência pessoal aumentem porque as pessoas com deficiência, que estão dependentes de alguém que as ajude, têm que poder contratar as horas necessárias. Só assim se consegue a autonomia”, detalhou, sendo por isso preciso um reforço de dotação orçamental.

Uma outra medida exigida pelo BE é o direito à reforma antecipada para pessoas com deficiência sem penalização porque, na perspetiva de Catarina Martins, “uma pessoa com deficiência não pode ser obrigada a reformar só depois dos 66 anos”.

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CGTP diz que Ano vai ser “inevitavelmente” de contestação social

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses

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Foto: Arménio Carlos / abrilabril.pt / DR

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse esta sexta-feira, em Lisboa, que este ano vai ser “inevitavelmente” de contestação social se o Governo e as empresas continuarem a insistir num modelo de baixos salários.

O líder da intersindical falava aos jornalistas, em Lisboa, no final do plenário de sindicatos da CGTP, órgão máximo entre congressos, o último com Arménio Carlos como secretário-geral, que termina o seu segundo e último mandato em fevereiro.

“Inevitavelmente [este vai ser um ano de contestação] se continuarmos a ser confrontados com o modelo dos baixos salários e com a manutenção de uma legislação do trabalho que desequilibra as relações de trabalho, que generaliza a precariedade, que reduz os rendimentos”, afirmou Arménio Carlos.

“É por mais evidente que os trabalhadores vão lutar”, reforçou o secretário-geral da CGTP, defendendo que “hoje, mais do que nunca, é preciso valorizar os trabalhadores e o país” e que isso passa por aumentar salários, pela estabilidade e segurança no emprego e a regulação dos horários de trabalho.

Segundo Arménio Carlos, estas ideias foram aprovadas por unanimidade no plenário de sindicatos da CGTP, assim como foi aprovado um “apoio solidário às lutas” agendadas, como a manifestação nacional da função pública e a greve no setor da distribuição, ambas para o dia 31.

O dirigente da CGTP disse que ficou também confirmada a realização de “uma semana pela igualdade entre homens e mulheres”, de 02 a 06 de março, bem como a concretização, no dia 26 de março, de uma manifestação dos jovens trabalhadores contra a precariedade.

Já o 1.º de Maio será “especial” em 2020 porque comemora-se num ano em que a CGTP faz 50 anos e em que se celebram 130 anos das comemorações do Dia do Trabalhador, acrescentou.

“Vamos ter um período de intervenção muito ativa, onde o 14.º Congresso da CGTP vai ser o ponto alto desta central sindical”, realçou Arménio Carlos.

Questionado sobre quem será o seu sucessor, o líder da CGTP disse que a questão ainda não foi discutida e que os novos órgãos serão conhecidos até dia 15 de fevereiro, último dia do congresso da central sindical.

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