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Desporto

Talent Spy traz a Braga ‘scouters’ de FC Porto, Benfica, Sporting, Arsenal e Mónaco

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Um dos maiores eventos nacionais relacionados com o scouting e com a observação de talentos no futebol acontece já este sábado, dia 07 de janeiro, em Braga, no Hotel do Templo.

A iniciativa promovida pelo Talent Spy, “plataforma para a gestão de talento no futebol”, vai contar com a participação de scouts nacionais, nomeadamente dos três maiores clubes portugueses – Benfica, Porto e Sporting –, do Vitória e de clubes internacionais como o Arsenal, atual 5.º classificado da Liga inglesa e o AS Monaco, cuja equipa é dirigida por Leonardo Jardim, ex-treinador do Braga, e que segue em segundo lugar no campeonato francês, informou a organização em comunicado.

Aos scouts e técnicos de departamentos de observação de vários clubes nacionais, vão juntar-se ainda outros profissionais do futebol, tais como treinadores e especialistas em comunicação desportiva. No rol de oradores do evento estão, entre outros, Luís Boa Morte, José Laranjeira, André Monteiro, José Alberto Costa, Miguel Moita, Nelson Oliveira, José Boto, Carlos Gonçalves e Carlos Daniel.

Criada e desenvolvida pela bracarense F3M, a plataforma Talent Spy tem atualmente mais 10 mil utilizadores em cerca de 100 países e disponibiliza uma base de dados com informação sobre mais de 100 mil jogadores de 6 mil equipas, ligados a 250 competições em 50 países.

“Os clubes que formaram os dois melhores jogadores da atualidade o Sporting Clube de Portugal, onde surgiu Cristiano Ronaldo e o Newell’s Old Boys, da Argentina, onde Messi começou a jogar utilizam o Talent Spy para procurar novos talentos“, revela a organização.

A F3M é uma empresa de desenvolvimento de software para mercados setoriais e de integração de soluções de infraestrutura tecnológica, com sede em Braga.

 

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Desporto

Fernando Gomes reúne-se com presidentes dos 34 clubes profissionais

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e os presidentes da Liga e dos clubes das competições profissionais vão reunir-se hoje, após o encontro da UEFA com as suas filiadas devido à pandemia de covid-19.

Fonte ligada ao processo confirmou à Lusa a realização durante a tarde de hoje deste encontro de Fernando Gomes com os 34 presidentes de clubes da I Liga e da II Liga, para a qual foi convidado o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença.

Esta reunião ocorre no mesmo dia em que a UEFA, que rege o futebol europeu, se reuniu com as 55 federações nacionais, na qual o diretor-executivo Tiago Craveiro foi o representante da FPF, e um dia depois de Gomes ter-se reunido com os representantes das 22 associações distritais e regionais.

Na sexta-feira, a FPF decidiu cancelar as provas dos escalões de formação, que estavam suspensas desde 10 de março, dois dias antes de o organismo regulador do futebol português ter decidido suspender também as competições de seniores.

A FPF optou por concluir “as competições nacionais de todos os escalões de formação de futebol e futsal, masculinas e femininas, não resultando das mesmas qualquer efeito desportivo imediato”, acrescentando que “não serão atribuídos títulos nas referidas competições, nem aplicado o regime de subidas e descidas”.

Os jogos da I Liga e II Liga de futebol estão suspensos, por tempo indeterminado, desde 12 de março.

Após 24 das 34 jornadas, o FC Porto lidera o principal escalão, com 60 pontos, mais um do que o campeão Benfica, enquanto o Nacional segue no primeiro lugar da II Liga, com 50 pontos, no mesmo número de jogos, mais dois do que o Farense.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 865 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Desporto

Sindicato alerta para “dramas humanos” devido a salários em atraso a jogadores

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A pandemia de covid-19 tem sido usada como justificação da gestão desportiva irresponsável dos clubes e estão a surgir “dramas humanos” devido a incumprimentos salariais, disse hoje à Lusa o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).

Joaquim Evangelista revela que estão a surgir “dramas humanos”, com “a privação de recursos financeiros para que jogadores, em especial os estrangeiros, satisfaçam as necessidades mais básicas, como a alimentação”.

“Neste momento a situação é preocupante, temos muitos pedidos de apoio, em especial no Campeonato de Portugal (CP) e não vemos da parte dos clubes a capacidade, ou mesmo o interesse, em responder eficaz e solidariamente”, alerta Joaquim Evangelista.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está ao corrente e em articulação diária, para se poder responder com o Fundo de Garantia Salarial, no imediato, mas o SJPF quer mais: “É momento de os dirigentes do CP serem chamados a assumir os compromissos a que se vincularam”, acrescenta.

Para o dirigente, a pandemia de covid-19 foi usada como pretexto “para justificar uma gestão desportiva irresponsável, que já resultava de momento anterior” e a situação verifica-se nas competições profissionais e no CP.

“A situação salarial nas competições profissionais não é tão complexa, ainda, porque, felizmente, os mecanismos de licenciamento introduzidos ajudam a mitigar este tipo de situação”, realça.

Sobre o pagamento dos salários de março, Joaquim Evangelista explica que “alguns clubes já realizaram ou garantiram o pagamento”, mas há casos de clubes que “mesmo sem fundamento legal estão a adiar ou a pressionar os jogadores para aceitarem os cortes”.

“Estamos a monitorizar, com preocupação, existem muitos casos de incumprimento já registados, isso podemos confirmar”, aponta.

Com a pandemia de covid-19 houve ainda pedidos de ajuda ao SJPF por parte de jogadores estrangeiros para abandonarem o país.

Segundo Joaquim Evangelista, os “pedidos de informação” não foram em grande número e o sindicato ajudou os jogadores a contactar as embaixadas dos respetivos países em Portugal.

“Procurámos perceber as condições de um voo de retorno ao país de origem ou repatriamento, em caso de abandono, e articular algumas informações úteis com o SEF, se necessário”, explica.

Considerando que Portugal tem respondido com segurança a esta crise e que dá aos cidadãos que vivem no país, apesar do medo natural, alguma tranquilidade, o responsável do sindicato garantiu que continuará atento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 160 mortes e 7.443 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde.

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Treinadores de futebol dispostos a reduzir salários mas sem “abusos”

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Os treinadores estarão disponíveis para reduzir salários por causa da pandemia de covid-19 desde que não ponha em causa a sua “dignidade”, disse hoje o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) à agência Lusa.

“Ninguém pode estar otimista com este momento que vivemos, vai exigir de todos nós numa certa compreensão, e os treinadores também são portugueses e vão compreender, não podem distanciar-se da realidade do país e do resto do mundo. Haverá sempre disponibilidade para negociar [reduções de salários], desde que não haja abusos [dos clubes] que ponham em causa a dignidade dos treinadores”, referiu José Pereira.

O presidente da ANTF disse que não houve qualquer abordagem da Liga de clubes ou da Federação Portuguesa de Futebol sobre o tema, considerando que isso se deve ao facto de o momento ser de incerteza sobre o futuro das competições.

“Hoje haverá uma comunicação ao país [pelo Presidente da República sobre o eventual prolongamento do estado de emergência], teremos de aguardar o que vai ser decidido”, disse.

José Pereira lembrou que “há um contrato coletivo de trabalho, mas depois as eventuais negociações serão caso a caso, clube a clube, porque há situações muito diferentes, e aí a associação não terá qualquer papel”, a não ser que seja solicitado.

O presidente da ANTF revelou que salários em atraso são uma realidade “que existe sempre no futebol”.

“Os treinadores são mais cautelosos em relação a isso por serem líderes de um grupo de trabalho, mas já há quem esteja à espera do salário para fazer face aos seus compromissos, porque nem toda a gente ganha milhões de euros”, frisou.

E José Pereira faz mesmo a distinção nos escalões profissionais.

“Uma coisa é a I Liga, a II Liga já é diferente e outra ainda é o Campeonato de Portugal [equivalente ao terceiro escalão] e as camadas jovens em que, na maior parte das vezes, os treinadores ganham o salário mínimo [do futebol], ou seja, o equivalente a oito salários mínimos”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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