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Região

Suspeitos de matar empresário de Braga em silêncio no Tribunal do Porto

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Vítima e alguns dos acusados

Os sete suspeitos acusados de matar empresário de Braga mantiveram o silêncio, esta manhã de segunda-feira, no Tribunal de São João Novo no Porto. Apenas Pedro Bourbon, arguido e advogado de profissão, disse que falava, mas após a prova do Ministério Público (MP) e do depoimento de duas testemunhas “essenciais”, classificando a acusação de “especulativa”.


Recorde-se que os suspeitos estão acusados de raptar e matar um empresário de Braga, José Pedro Fernandes, e de dissolver o corpo em 500 litros de ácido sulfúrico em 2016.

Durante o julgamento, o advogado de Pedro Bourbon, Filipe Guimarães, requereu que fosse feita uma perícia psicológica ao arguido para avaliar a sua perigosidade, a junção de mais testemunhas e a entrega de algumas sessões de escutas telefónicas.

O julgamento, que esteve agendado para 01 de junho, foi adiado por ter sido considerado nulo o primeiro interrogatório, pelo que o processo voltou ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

Em prisão preventiva, os arguidos estão acusados dos crimes de associação criminosa, furto qualificado, falsificação ou contrafação de documentos, sequestro, homicídio qualificado, profanação de cadáver e incêndio.

Três daqueles arguidos vão ainda responder pelo crime de detenção de arma proibida.

De acordo com a acusação do MP, os sete arguidos “organizaram-se entre si, criando uma estrutura humana e logística, com o propósito de sequestrar um empresário de Braga, de o matar e de fazer desaparecer o seu cadáver“.

Com isso, pretendiam “impedir de reverter um estratagema” mediante o qual o património dos pais da vítima fora passado para uma sociedade controlada por dois dos arguidos, refere a acusação.

Na execução daquele propósito, e depois de terem monitorizado as rotinas da vítima, quatro dos arguidos dirigiram-se, em 11 de março de 2016, a Braga, em dois carros roubados no Porto, numa empresa de comércio de automóveis, sustenta o MP.

“Abordaram o empresário por volta das 20:30, meteram-no no interior de um dos veículos automóveis e levaram-no para um armazém em Valongo, onde o mataram por estrangulamento, acabando por dissolver o cadáver em 500 litros de ácido sulfúrico, já noutro armazém, sito em Baguim do Monte”, realça a acusação.

Segundo o MP, “os crimes imputados aos arguidos são, além de extremamente graves, complexos e de difícil investigação, sendo sabido que os seus agentes procuraram dificultar e perturbar a ação policial, escondendo, destruindo e complicando as provas necessárias à descoberta da verdade, o que aconteceu de forma flagrante, em que os arguidos fizeram desaparecer o corpo da vítima”.

No âmbito desta investigação, o Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária (PJ) arrestou e apreendeu ativos no valor de aproximadamente um milhão de euros.

A investigação, segundo esta força policial, “visou identificar, localizar e apreender património financeiro e imóvel no montante de cerca um milhão de euros que se encontrava em 24 aplicações financeiras, distribuídas por dez instituições bancárias e património imobiliário na titularidade ou domínio e benefício dos visados”.

 

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Região

Braga e Viana: Temperaturas baixam para menos de 30º e pode chover na quarta-feira

Estado do tempo

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Foto: DR

As temperaturas vão descer gradualmente ao longo da próxima semana no distrito de Braga e Viana do Castelo, podendo, inclusive, chover na próxima quarta-feira.

Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, para este domingo é esperada uma descida da temperatura máxima para menos de 30 graus em quase todos os concelhos do Minho, com exceção para Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Monção, onde ainda poderá atingir os 31 graus no pico da tarde.

Ao longo da próxima semana, os termómetros não devem passar dos 28/29 graus na maioria dos concelhos minhotos, com as temperaturas mínimas a baixarem até aos 11 graus a partir de quinta-feira.

Para esta terça e quarta-feira, são esperados alguns aguaceiros no Minho, segundo o IPMA.

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Alto Minho

Fogo de Lindoso sem meios aéreos por causa da nebulosidade

Incêndio

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Incêndio em Lindoso. Foto: José Alfredo Oliveira

Mais de 150 operacionais combatem esta manhã o incêndio que deflagrou na madrugada de sábado em Lindoso, Ponte da Barca, que não conta com a ajuda dos meios aéreos por causa da nebulosidade, segundo fonte da Proteção Civil.

“O incêndio desenvolve-se numa zona só acessível a equipas apeadas, onde há grande dificuldade devido à inclinação do terreno e a 800 metros de altitude. É muito difícil. Não estão meios aéreos pois não existem condições meteorológicas”, explicou em declarações à Lusa o comandante operacional de serviço na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Paulo Santos.

No entanto, assim que as condições meteorológicas o permitam, os meios aéreos serão acionados para se juntarem ao combate às chamas.

O responsável acrescentou que, do lado espanhol, o combate ao fogo está também a ser feito apenas com equipas apeadas.

O combate ao incêndio que atinge Portugal e Espanha estava pelas 10:05 a ser feito por 156 operacionais, apoiados por 48 veículos terrestres.

A maior preocupação neste incêndio, em zona remota, é o impacto ambiental porque está a atingir o Parque Nacional da Peneda Gerês.

“Queremos minimizar os riscos ambientais ao máximo”, afirmou a mesma fonte.

Quanto à área devastada pelas chamas em Lindoso, no distrito de Viana do Castelo, o comandante da proteção civil diz que, comparado com outros incêndios no país, “não tem muita extensão”.

Foi no combate às chamas em Lindoso que, no sábado, um piloto português morreu e um piloto espanhol ficou gravemente ferido quando o avião Canadair português em que seguiam se despenhou em território espanhol, a cerca de dois quilómetros da fronteira.

O Ministério da Administração Interna determinou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a abertura de um inquérito ao incêndio, que deflagrou no Parque Nacional da Peneda-Gerês, disse à agência Lusa fonte oficial.

Devido ao facto de o acidente com o avião ter acontecido em território de Espanha, fonte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) explicou à Lusa que são as autoridades espanholas que têm a responsabilidade e a competência para desenvolver a investigação.

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Alto Minho

Associação lamenta demora do INEM na assistência às vítimas do Canadair em Lindoso

Associação Fénix

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Foto: DR

O socorro às vítimas do acidente com um avião Canadair que resultou na morte de um piloto no combate às chamas em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, poderia ter sido mais célere se Portugal dispusesse de helicópteros para resgate em montanha.

“Não existem meios de busca e salvamento em Portugal”, lamenta a O MINHO, Carlos Silva, presidente da Fénix- Associação Nacional de Bombeiros e Agentes da Proteção Civil.

O resgate aéreo do INEM terá demorado três horas a chegar ao local – aterrou às 14:28 quando a queda do avião seu deu às 11:19, segundo o Jornal de Notícias.

“Se tivéssemos um meio aéreo SAR (search and rescue – busca e salvamento) com recuperadores de salvamento, o helicóptero deslocava-se ao local, os recuperadores desciam, resgatavam as vítimas e transportavam-nas ao hospital”, aponta Carlos Silva.

Questionado por O MINHO sobre se com esses meios a morte do piloto português, de 65 anos, poderia ter sido evitada, o presidente da Fénix ANBAPC responde: “Não lhe posso dizer, porque não sei que lesões o piloto tinha. Agora, a confirmar-se que as vítimas ficam a aguardar pelo socorro no espaço de duas a três horas, obviamente que a ‘hora de ouro’ [para o salvamento] foi ao ar”.

Carlos Silva defende “meios diferenciados para atuar neste tipo de situações”, o que era possível com os Kamov, que não operam desde 2015.

“Até à data de hoje a Proteção Civil nunca mais teve meios com guinchos”, nota o responsável da associação, dando conta de que a Fénix enviou “um ofício aos órgãos de soberania” sobre a necessidade de meios aéreos de busca e salvamento.

“Defendemos que os meios de busca e salvamento devem estar espalhados pela área geográfica com mais capacidade de intervenção, que era o que existia há muitos anos. E que atuem de dia e de noite, 24 horas, o que não acontece”, refere.

O jornal Expresso, citando fonte ligada ao socorro, noticia que “o helicóptero do INEM aterrou longe do local do acidente, o que invalidou a evacuação do ferido”.

Depois de chegados ao local do acidente, os médicos do INEM “efetuaram manobras avançadas de suporte básico de vida ao piloto comandante, mas já não conseguiram reverter a paragem cardiorrespiratória”.

O piloto que sobreviveu ao acidente foi resgatado por um helicóptero espanhol.

Jorge Jardim, de nacionalidade portuguesa, de 65 anos, morreu no local, enquanto o segundo piloto, de nacionalidade espanhola e de 39 anos, foi assistido no local e transportado em “estado grave” para o Hospital de Braga.

O avião despenhou-se numa área do território espanhol, “a cerca de um, dois quilómetros da fronteira com Portugal”.

Numa nota de imprensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou que se trata de um avião anfíbio pesado (Canadair CL215), do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, do Centro de Meios Aéreos de Castelo Branco, que participava nas operações de combate a um incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda Gerês.

O avião despenhou-se num acidente junto à Barragem do Alto do Lindoso, na sequência de uma operação de ‘scooping’ (reabastecimento de depósito de água), acrescentou.

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