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Viana do Castelo

Seminário de Viana do Castelo vai ser hospital de retaguarda

Covid-19

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Foto: Mapio

A Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia (LAHV), em Viana do Castelo, informou hoje que em colaboração com a diocese vai criar, no seminário local, um hospital de retaguarda para responder à pandemia de covid-19.


“Em resposta a uma proposta da Liga dos Amigos, a Diocese de Viana do Castelo disponibilizou as instalações do seminário diocesano para acolher doentes na eventual sobrecarga do hospital de Santa Luzia, durante a atual fase de mitigação da epidemia de coronavírus”, explicou, hoje à agência Lusa, o presidente da LAHV, Defensor Moura.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, acrescentou que a iniciativa tem o aval do presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

A coordenar a operação, a partir de casa onde se encontra a cumprir confinamento domiciliário, por já ter 75 anos de idade, Defensor Moura, adiantou estar “a constituir a equipa pluridisciplinar que assumirá a preparação do pavilhão do seminário, criando as condições necessárias para acolher, adequadamente, os doentes que venham a precisar deste apoio de retaguarda”.

O médico explicou que “depois do substancial contributo financeiro doado à LAHV, para aquisição de materiais e equipamentos a oferecer ao hospital, fruto das contribuições dos sacerdotes na campanha de angariação de fundos, a Diocese decidiu alargar a sua participação ao esforço coletivo para tratar as vítimas da epidemia”.

Na terça-feira, o departamento diocesano da pastoral da saúde de Viana do Castelo informou do início, em articulação com LAHV, de uma campanha de angariação de fundos junto dos sacerdotes do distrito de Viana do Castelo.

De acordo com a informação que constava, hoje, cerca das 16:30, na página oficial da diocese na Internet, hoje consultada pela Lusa, foram recolhidos 12.460 euros em donativos.

O dinheiro reverterá para a campanha, iniciada na semana passada, pela LAHV com vista a ajudar a ULSAM na aquisição de dez ventiladores.

A Liga, formalmente constituída em 1981, tem na promoção da dádiva de sangue e no apoio direto aos doentes as suas principais áreas de atividade.

No início da semana a Lusa questionou a ULSAM sobre eventuais faltas de material e sobre a previsão de chegada dos 10 ventiladores encomendados pela administração, mas ainda não obteve resposta.

Na semana passada, o presidente da ULSAM disse que encomendou 10 ventiladores, admitindo ser um processo “complicado” face à “escassez brutal” do mercado por causa da pandemia de Coivd-19.

“O hospital já encomendou os 10 ventiladores e continua no mercado a comprar outros equipamentos necessários para suprir as necessidades. É um processo complicado, porque o mercado tem uma escassez brutal”, afirmou, hoje, à agência Lusa, Franklim Ramos.

Franklim Ramos adiantou que a ULSAM dispõe, atualmente de 16 ventiladores, sendo que “alguns já com vários anos”.

“Precisamos de aumentar esta resposta até um limite de mais 10 ventiladores porque não dispomos de profissionais especializados para operar mais equipamentos. Nesta altura, se chegassem mais seis ventiladores seria muito bom”, referiu, na ocasião.

Além dos ventiladores, o presidente do conselho de administração da ULSAM disse ter dado “instruções” para “serem iniciados os procedimentos de aquisição de tudo o que for necessário comprar”.

Quanto à necessidade de reforço dos recursos humanos, também garantiu, na altura, que a ULSAM “já iniciou os respetivos procedimentos para a contratação de funcionários para várias áreas e de profissionais de saúde”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

Dos infetados, 191 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Viana do Castelo

Greve de funcionários do SEF atingiu 75% em Braga e Viana

“Claro indício de descontentamento”

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Foto: DR / Arquivo

A greve dos funcionários das carreiras não policiais do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras levou ao encerramento de 75% dos postos de atendimento em Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Porto, Viseu e Castelo Branco, informou hoje o sindicato.

De acordo com informações fornecidas à agência Lusa pelo Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SINSEF), a greve motivou ainda o encerramento de postos de atendimento em Leiria, Santarém, Lisboa, Odivelas, Cascais e Setúbal (50%), tendo número idênticos sido verificados em Portalegre, Funchal, Horta, Angra do Heroísmo.

“Nos trabalhadores que não exercem funções de atendimento ao publico, a adesão foi em tudo idêntica”, adianta o SINSEF, realçando que “mais do que os números, que serão sempre diferentes por quem os divulga, importa referir que o descontentamento dos trabalhadores das carreiras não policiais do SEF é enorme, e demonstraram-no hoje”, em dia de greve.

Em nota enviada à Lusa, o SINSEF “lamenta os transtornos causados à população imigrante que esperou meses por um agendamento e que hoje se viu privada do mesmo”, mas observa que “esta luta também é por uma melhoria global das condições do serviço que estes trabalhadores exigem para poderem prestar um melhor serviço”.

Importa agora – diz o SINSEF – que a tutela, o Ministério da Administração Interna, perante “este claro indício de descontentamento numa área vital da sociedade, avance com o que vem sendo prometido há muitos anos a estes trabalhadores”, ou seja enquadramento destes no estatuto de pessoal e na modernização da Lei Orgânica do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a convocação do SINSEF para a discussão das matérias.

A direção do SINSEF, presidida por Artur Jorge Girão, declara que “continua disponível para colaborar na solução e na melhoria global do serviço prestado pelo SEF à comunidade imigrante que procura Portugal para viver e trabalhar”.

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Viana do Castelo

Câmara atribui distinção honorífica a bispos de Viana a título póstumo

Anacleto Oliveira e José Pereira faleceram recentemente

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo decidiu hoje, por unanimidade, em reunião camarária, atribuir o título de Cidadão Honorário ao bispo Anacleto Oliveira e ao bispo emérito José Pereira, recentemente falecidos.

Segundo a proposta apresentada pelo presidente da Câmara, José Maria Costa, as distinções são atribuídas a “título excecional”, já que aquela homenagem ocorre, anualmente, a 20 de janeiro, no de elevação de Viana do Castelo a cidade.

O bispo emérito José Pereiro morreu no dia 14, aos 85 anos, vítima de doença prolongada.

Já Anacleto Oliveira morreu em setembro, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Além dos dois prelados, são distinguidos “pelos notáveis serviços de cidadania e relevantes serviços prestados ao concelho e diocese”.

A proposta inclui também a atribuição de igual galardão ao coronel Agostinho José Lopes da Cruz, comandante territorial da GNR de Viana do Castelo, que hoje passou à reforma.

Foi ainda aprovada a atribuição do título de Instituição de Mérito ao Grupo Desportivo de Vila de Punhe, “pelos relevantes serviços prestados ao desporto” do concelho e “à formação de crianças e jovens ao longo de 25 anos de existência da coletividade”.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo vai requalificar zona industrial por quatro milhões

Câmara aprovou abertura de concurso público

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Foto: Google Maps

A Câmara de Viana do Castelo aprovou, hoje, por unanimidade, a abertura de um concurso público para uma empreitada de quatro milhões de euros de requalificação do espaço público da zona industrial de Neiva.

A decisão foi tomada em reunião ordinária do executivo municipal e prevê “a ampliação e requalificação da segunda fase da zona industrial de Neiva, implicando novas acessibilidades e novas infraestruturas de água, saneamento, gás e fibra ótica”.

A empreitada “implica ainda a criação de áreas de apoio ao estacionamento e nova sinalética”, bem como “melhorar as condições das empresas instaladas na Zona Industrial de Neiva e favorecer a instalação de novas empresas no local”.

O executivo municipal adjudicou também, por unanimidade, por mais de 1,4 milhões de euros, a construção de uma passagem inferior à linha ferroviária do Minho, na freguesia de Carreço, a iniciar até final do ano.

À Lusa, o vereador das Obras Públicas, Vítor Lemos adiantou que o contrato hoje aprovado “está em apreciação no Tribunal de Contas, sendo expectável que o arranque das obras possa ocorrer no próximo mês de dezembro , na pior das hipóteses em janeiro de 2021”.

A obra “pretende dar resposta às necessidades de mobilidade da freguesia de Carreço, nomeadamente aos utilizadores da Rua das Cachadas”.

A empreitada “implica a criação de arruamentos, pavimentos e sinalização da Passagem Inferior (PI) Rodoviária para supressão da atual passagem de nível ao quilómetro 87+602 da Linha do Minho”.

De acordo com o responsável, a intervenção “inclui trabalhos como demolições e movimento de terras para criação das plataformas, pavimentações, águas pluviais e sinalização adequada”.

“O perfil transversal da passagem inferior terá uma faixa de rodagem com duas vias de trânsito, sendo uma para cada sentido. A faixa terá 5,50 metros, acrescida de valetas com 0,60 metros de cada lado, sendo que, cada via terá 2,75 metros. Do lado sul da faixa de rodagem está prevista a execução de um passeio com 1,50 metros. O ‘gabarit’ rodoviário garante uma altura livre mínima em toda a faixa de rodagem de 4,00 metros, medida entre a rasante da rodovia e a face inferior do tabuleiro”, especifica o projeto.

A obra foi lançada a concurso público em maio e adjudicada hoje por 1,473,393 euros, com prazo de execução de 180 dias.

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