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Futebol

SC Braga só depende de si próprio para ‘carimbar’ apuramento na 5.ª ronda

Liga Europa

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Benfica e SC Braga só dependem de si próprios para selar na quinta-feira um lugar nos 16 avos de final da Liga Europa em futebol, precisando para isso de vencer os seus encontros na quinta ronda.

No Grupo D, os ‘encarnados’ recebem o Lech Poznan, equipa que venceram na Polónia por 4-2, com um ‘hat-trick’ do uruguaio Darwin Núñez, enquanto, no Grupo G, os ‘arsenalistas’ jogam na Grécia, com o AEK Atenas, que bateram em casa por 3-0.

Os dois representantes lusos na fase de grupos também se podem qualificar empatando, neste caso se os terceiros classificados não ganharem aos líderes, o Standard Liège ao Rangers, na Escócia, e o Zorya Luhansk ao já apurado Leicester, na Ucrânia.

O primeiro a entrar em ação, a partir das 17:55, é o Sporting de Braga, que, depois de dois jogos complicados com os ingleses (0-4 fora e 3-3 em casa), vai tentar voltar aos triunfos na Grécia, onde já triunfaram ingleses (2-1) e ucranianos (3-0).

Na reedição do primeiro duelo europeu entre clubes de Portugal e Grécia e também do primeiro jogo dos ‘arsenalistas’ nas provas da UEFA, o conjunto de Carlos Carvalhal só precisa de replicar o que fizeram, há 54 anos, os comandados de Fernando Caiado.

Em 28 de setembro de 1966, em encontro da primeira mão da primeira eliminatória da Taça das Taças, perante 23.207 espetadores, os bracarenses venceram o AEK, em Atenas, por 1-0, graças a um golo de Luciano Marques da Silva, aos 26 minutos.

Paulinho (12 golos) e Ricardo Horta (11), os melhores marcadores de sempre do SC Braga na Europa, juntamente com o brasileiro Alan (11), serão ser as principais armas de Carlos Carvalhal, na tentativa de repetir os apuramentos de 2011/12, 2015/16, 2017/18 e 2019/20.

Se os ‘arsenalistas’ viajam à Grécia, moralizados pela sexta vitória consecutiva na I Liga (1-0 ao Farense, no domingo, com novo golo de Al Musrati), o Benfica tenta fechar o apuramento na Luz, onde nunca perdeu para a Liga Europa.

Depois de na terceira ronda ter batido o recorde da prova, com o 24.º jogo consecutivo sem perder em casa (19 vitórias e cinco empates), com um sofrido 3-3 face ao Rangers, o ‘onze’ de Jorge Jesus precisa do 20.º triunfo para seguir em frente.

Os ‘encarnados’, que ganharam nas duas anteriores receções a clubes polacos (1-0 ao Katowice, em 1993/94, e 5-1 ao Ruch Chorzow, em 1996/97), são amplamente favoritos, num jogo que pode marcar o regresso de Darwin, ‘pós’ covid-19.

O jovem avançado uruguaio, que falhou o 2-2 na Escócia, tem sido a grande figura do Benfica na prova, com os três golos na Polónia e o tento que permitiu ao Benfica salvar um ponto na receção aos escoceses (3-3), já nos descontos, aos 90+1 minutos.

Caso triunfe, ou empate e o Standard não vença na Escócia, o Benfica repete o que conseguiu na anterior presença na fase de grupos da Liga Europa, na primeira época sob o comando de Jorge Jesus, em 2009/10, então perante Everton, AEK e BATE Borisov.

Na ‘antecâmara’ do embate com os polacos, os ‘encarnados’ regressaram com sofrimento aos triunfos na I Liga, ao vencerem na segunda-feira por 2-1 no reduto do Marítimo, numa reviravolta assinada por Pizzi e Everton, após nova ‘fífia’ de Otamendi.

O Benfica e o SC Braga só dependem de si para se qualificar – e juntar nos 16 avos de final à Roma (Grupo A), de Paulo Fonseca, ao Arsenal (B), ao Leicester e ao Hoffenheim (L) -, tal como outras 10 formações.

Os checos do Slavia Praga e os alemães do Bayer Leverkusen (Grupo C), os espanhóis do Granada (E) e do Villarreal (I), os ingleses do Tottenham (J), de José Mourinho, e os sérvios do Estrela Vermelha (L) apenas necessitam de um empate.

Por seu lado, o Rangers, os italianos do Nápoles (F), os franceses do Lille (H) e os croatas do Dinamo Zagreb (K) seguem em frente vencendo.

Embora não dependam em exclusivo do que fizerem, também podem qualificar-se os suíços do Young Boys (Grupo A), os holandeses do PSV Eindhoven (E) e do Feyenoord (K), os espanhóis da Real Sociedad (F), os italianos do AC Milan (H), os israelitas do Maccabi Telavive (I) e os belgas do Antuérpia (J).

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Futebol

Sexta derrota do SC Braga nos tribunais

Indeferido pedido de 658 mil euros do clube ao ex-diretor do Bingo

Foto: Dr / Arquivo

É a sexta derrota judicial do SC Braga em 12 anos no litígio com o ex-diretor do extinto Bingo do clube Sebastião Carvalho Campos, defendido pelo advogado Nuno Albuquerque. Em 12 de janeiro, o Juízo Central Cível do Tribunal de Braga indeferiu uma ação do SC Braga, de 658 mil euros, contra ele, considerando-se “incompetente” para julgar o caso.

O Tribunal considerou-se “incompetente para conhecer e apreciar o processo”, absolvendo-se o réu da instância. O clube, que não desiste da intenção de processar o ex-diretor, defendia que o ex-gestor do Bingo tinha alterado o valor do seu vencimento mensal, que seria de 2,500 euros e não de 6.069 como reclamou num processo no Tribunal de Trabalho.

O MINHO tentou, mas não conseguiu, falar com o Gabinete de Imprensa do clube e com o seu presidente, António Salvador.

Em outubro, o SC Braga foi condenado, pela quinta vez, a pagar 800 mil (648 mil, mais juros) ao ex-diretor do Bingo, mas recorreu para o Tribunal Constitucional e meteu a ação cível. E já havia feito uma denúncia-crime por falsificação de documentos e da contabilidade, que está em investigação no Ministério Público.

O diferendo, que tem 12 anos, radica no despedimento coletivo decidido pela então nova direção, presidida por António Salvador, para encerramento do Bingo, que dava prejuízo. O clube reintegrou três trabalhadores e indemnizou outros quatro. Sobrou o ex-diretor que queria quase dois milhões de euros de indemnização.

O caso foi julgado no Tribunal de Trabalho, que deu razão ao ex-diretor, obrigando o SC Braga a pagar-lhe 792 mil. O clube fez um recurso de revisão da sentença, e o caso regressou ao mesmo Tribunal, onde foi rejeitado. De seguida, o Tribunal da Relação de Guimarães indeferiu um outro recurso e o mesmo fez, por duas vezes, o Supremo.

Adulteração

O SC Braga argumentou ter dados novos, que provariam que o ex-diretor teria adulterado os recibos de vencimento.

Esta tese não foi aceite pelo Tribunal que conferiu os vários recibos, nomeadamente um de fevereiro de 2006 de 1.500 euros.

O juiz deu, também, como provado que recebia diuturnidades de 122,50 e subsídio de alimentação, de 178,25. Antes desta sentença, o SCB prestou uma caução bancária de 800 mil euros para evitar que a Taça de Portugal, a primeira conquistada em 1966, fosse penhorada e posta à venda.

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Futebol

“Super” Vizela vence Penafiel e é terceiro à condição na II Liga

O Vizela venceu hoje o Penafiel 3-1, na 16.ª jornada da II Liga de futebol, num jogo em que começou a perder e em que os seus centrais estiveram em evidência, ao marcarem todos os seus golos.

Bruno César, ex-jogador do Sporting e do Benfica, que seria expulso no final da primeira parte, colocou o Penafiel em vantagem, aos 18 minutos, mas Matheus (35 e 84) e Aidara (72) operaram a reviravolta para o Vizela.

Os minhotos sobem provisoriamente ao terceiro lugar (o Feirense só joga domingo, frente ao FC Porto B) e já espreitam o segundo classificado (Académica, a quatro pontos), cavando um fosso de quatro pontos para os adversários de hoje, quintos classificados.

O Vizela continua a sua espetacular campanha no regresso à II Liga, somando a quarta vitória consecutiva e o oitavo jogo sem perder, enquanto o Penafiel registou a terceira derrota seguida no campeonato.

O jogo começou a um ritmo intenso e muito disputado a meio-campo, mas com um ascendente para os visitantes, que o materializaram aos 18 minutos, com um grande golo de Bruno César, que rematou de primeira, à entrada da área, após assistência de Gustavo Henrique.

A equipa da casa lidava mal com a agressividade do Penafiel e sentia muitas dificuldades em ligar o jogo.

O seu primeiro lance de algum perigo só surgiu aos 33 minutos, com Cassiano a cabecear ao lado, lance que precederia o golo do Vizela: livre cobrado por Marcos Paulo e Matheus, de cabeça, igualou a partida, aproveitando bem a má saída de Luís Ribeiro da baliza (35).

Antes do intervalo, Bruno César viu dois cartões amarelos no espaço de pouco mais de cinco minutos, pelo que o Penafiel jogou toda a segunda parte com menos uma unidade.

A equipa de Pedro Ribeiro aguentou a investida do Vizela até aos 72 minutos, quando, na sequência de um canto, e de um amortecimento ao segundo poste, Aidara rematou no ‘coração’ da área, sem hipóteses de defesa para Luís Ribeiro.

Matheus ‘bisaria’ na partida, quando, aos 84 minutos, entrou de rompante ,após um canto de Marcos Paulo, e, novamente de cabeça, sentenciou o resultado final para a turma de Álvaro Pacheco.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do FC Vizela.

Vizela – Penafiel, 3-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

0-1, Bruno César, 18 minutos.

1-1, Matheus, 35.

2-1, Aidara, 72.

3-1, Matheus, 84.

Equipas:

– Vizela: Pedro Silva, João Pedro (Ericson, 83), Matheus, Aidara, Kiki, Marcos Paulo, Samu, André Soares (Cardozo, 83), Francis Cann (Kiko Bondoso, 57), Tavinho (Richard Ofori, 88) e Cassiano (Diogo Ribeiro, 82).

(Suplentes: Ivo, Marcelo, Ericson, David, Leonel Mosevich, Kiko Bondoso, Richard Ofori, Cardozo e Diogo Ribeiro).

Treinador: Álvaro Pacheco.

– Penafiel: Luís Ribeiro, Denis, David Santos, Paulo Henrique, Coronas (Alan Schons, 76), Bruno César, João Amorim, Simão, Pedro Prazeres (Robinho, 76), Gustavo Henrique (Ronaldo, 69) e Pedro Soares (Vitinha, 46).

(Suplentes: Emanuel Novo, Vitinha, Cassiano, Leandro, Alan Schons, Rafa Sousa, Robinho e Ronaldo).

Treinador: Pedro Ribeiro.

Árbitro: João Pinheiro (Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Pedro Prazeres (39), Bruno César (40 e 45+1), Samu (62), Kiko Bondoso (90+1), Denis (90+1). Cartão vermelho por acumulação de cartões amarelos para Bruno César (45+1).

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Futebol

“Parte do relvado era para patinagem artística”

Carlos Carvalhal

Imagem: Next / SC Braga

Declarações após o jogo Paços de Ferreira-SC Braga, que terminou com a vitória dos pacenses, por 2-0, da 14.ª jornada da I Liga de futebol:

Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): “Antes de mais, quero dar os parabéns ao Paços pela vitória. Fizemos uma abordagem boa, dominámos completamente na primeira parte, com quatro boas oportunidades para marcar, e não permitimos que o Paços chegasse perto da nossa baliza.

O Esgaio e o Galeno são importantes nos corredores e sentiram dificuldades em cada uma das partes, porque houve um corredor que não deu para jogar.

Quem marcasse primeiro, em função das condições do relvado, ficaria com vantagem, porque depois bastava defender apenas numa parte do relvado, uma vez que do outro era patinagem artística.

Criámos boas oportunidades, entrámos bem na segunda parte, o Abel podia ter marcado, depois há o golo do Paços e, animicamente, acabámos por cair um pouco. No momento em que íamos fazer as substituições, sofremos o segundo. Houve uma reação da nossa parte, tentámos até ao final chegar à baliza, mas o Paços começou a jogar em contra-ataque”.

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Jogámos contra uma equipa tremenda, que tem um treinador de excelência e só um Paços a roçar a perfeição conseguiria ganhar.

Vencemos com a inteligência dos jogadores. Entrámos com as linhas juntas, sabíamos que íamos ter dificuldades, porque o Braga varia muito o sistema. Já o tinha dito na antevisão que íamos defrontar um adversário muito complexo, que varia o sistema com facilidade e com os mesmos jogadores.

Na segunda parte, percebemos o que tínhamos a fazer, alargando mais o campo para dar espaço para os nossos interiores, e o golo do Bruno surgiu com esse espaço alargado que demos ao jogo, o que nos deu confiança.

O melhor que nos podia ter acontecido foi o zero na nossa baliza, depois tivemos mais bola na segunda parte e os golos surgiram com naturalidade.”

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