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Futebol

Sá Pinto: Braga está a viver melhor fase da época

Treinador feliz com os resultados

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Foto: Facebook de SC Braga

Declarações após o jogo da 12.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Rio Ave (2-0), hoje disputado em Braga.

Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “Houve uma boa reação do Rio Ave na segunda parte, porque tem uma boa equipa e uma ideia de jogo muito positiva, à imagem do seu treinador, Carlos Carvalhal, de quem gosto pessoal e profissionalmente.

Previa-se um jogo difícil e foi. Na primeira parte, fomos superiores, controlámos o jogo, houve alguma igualdade no início, mas depois fomos dominadores, criámos, fizemos um golo e podíamos ter feito mais dois, a equipa fez uma excelente primeira parte.

Na segunda, houve uma reação do Rio Ave, com alma e algum jogo direto também. Podiam ter feito um golo, mas penso que, no cômputo geral, é de louvar a vitória, neste relvado muito difícil e pesado. Tivemos três dias para preparar este jogo, eles tiveram oito, há uma sobrecarga enorme de jogos, mas fomos guerreiros uma vez mais, superámo-nos. Tínhamos o aliciante de ganhar pontos às equipas que lutam pelos lugares da frente e pelas competições europeias, foi uma jornada completa e uma semana extraordinária para a nossa equipa.

(Melhor fase da época?) Em termos de resultados, aceito que seja. Estamos em quinto, com os mesmos pontos que o Boavista, estamos melhores, subimos na tabela classificativa, mas também já houve fases em que gostei mais da equipa nos 90 minutos, é o futebol. A equipa soube viver com a pressão de ser fundamental ganhar hoje”.

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Carlos Carvalhal (treinador do Rio Ave): “Sim, numa análise muito resumida, podemos dizer que o jogo foi a eficácia do Braga e a ineficácia do Rio Ave.

Começámos bem o jogo, fizemos o que treinámos nos primeiros 10/15 minutos, mas a partir daí perdemos referências, talvez pelo relvado, o Braga teve maior domínio, marcou numa altura em que não tinha criado grandes situações, o Kieszek foi chamado a intervir por uma vez, mas esse domínio e posse de bola justificava o resultado ao intervalo.

A segunda parte foi completamente diferente do Rio Ave, mais desinibida e afoita, circulámos mais a bola, era importante ter a bola, e tivemos duas perdidas flagrantes. Na primeira e única oportunidade na segunda parte, o Braga fez o 2-0.

SC Braga ganha e recupera na classificação

Não quero falar da arbitragem, porque não quero justificar a derrota com o árbitro, mas com a falta de eficácia do Rio Ave, tivemos três grandes oportunidades para marcar.

Quero falar sobre o Mehdi, porque jugo que há uma ideia preconcebida [dos árbitros] sobre ele. Já estive para dizer isto num jogo anterior, mas a verdade é que o perdi por dois meses por entradas duras.

Ele não se faz aos penáltis, é um jogador perigoso que tem levado uns valentes ‘cacetes’ desde que chegou a Portugal. No jogo com o Sporting [3-2 para o Rio Ave], sofreu três penáltis que o VAR reviu, não foram inventados. Num desses lances, sofreu uma lesão que o afastou cerca de um mês. É importante rever todas as situações e não ir para o jogo com ideias preconcebidas.

Queria ainda deixar uma palavra aos jogadores do Sporting de Braga, que têm sido uns grandes heróis, e a um grande trabalho do Sá Pinto, porque imagino a dificuldade de jogar de quatro em quatro dias num relvado como este está, e recuperar os jogadores de jogo para jogo. É uma tarefa muito difícil e julgo que o relvado tem sido mesmo o grande adversário do Braga nos últimos jogos. Quero saudar o Braga pela excelente presença nas competições europeias”.

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Futebol

“O Benfica foi superior em todos os momentos do jogo”

14.ª jornada da Liga

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo entre Benfica e Famalicão, da 14.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio da Luz, em Lisboa, e que terminou com a vitória dos ‘encarnados’, por 4-0:

– João Pedro Sousa (Treinador do Famalicão): “Foi uma vitória incontestável do Benfica. Entrou forte, pressionante e tentou condicionar a nossa primeira fase de construção. Conseguimos circular a bola com qualidade e encontrar os nossos médios com espaço, mas fomos uma equipa curta.

Sofremos um golo e, ao intervalo, tentámos corrigir e ser mais agressivos, com bola e sem bola. Num lançamento lateral, houve uma desconcentração que permitiu ao Benfica chegar ao segundo golo. Dificilmente era possível dar a volta ao jogo. Tentámos, mas o Benfica controlou muito bem o jogo.

A nossa identidade manteve-se. Jogámos com ela, mas jogámos contra uma equipa muito forte, que conseguiu condicionar o nosso jogo interior. Sistematicamente, tínhamos de baixar as linhas para conseguir ligar a primeira com a segunda fase de construção.

O jogo de corredores do Benfica é muito forte. Tentámos fechar esses espaços, mas falhámos na pressão. É um movimento muito interessante do Benfica, que o faz com frequência. Chegou assim ao primeiro golo. Tivemos dificuldade em chegar a zonas mais subidas. O Benfica foi superior em todos os momentos do jogo”.

– Bruno Lage (Treinador do Benfica): “Dedicamo-nos muito ao trabalho. Sabíamos que íamos jogar contra uma grande equipa e preparámos o jogo muito bem, quer defensivamente, na forma como pressionámos, quer ofensivamente, na procura dos espaços que podíamos encontrar. Acaba por ser uma boa exibição, convincente e sólida, à semelhança do que temos vindo a fazer.

Aquilo que mais contribuiu na qualidade exibicional foi a substituição da relva. Tivemos a possibilidade de trocar o relvado. Em 10 dias, temos um tapete novo, que se refletiu no jogo da equipa.

Com quatro dias de intervalo, há tempo suficiente para recuperar, quer fisicamente, quer mentalmente. Há dois elementos importantes na recuperação: a confiança para o jogo e os resultados e as exibições.

Não aposto nada. Venci um campeonato com sete pontos de atraso. Temos feito coisas muito boas, mas a época é muito longa. Altos e baixos acontecem. A nossa tarefa é sermos consistentes em termos exibicionais.

A nossa forma de trabalhar é, a cada momento, dar a melhor resposta. Temos de viver o momento. Às vezes, fazemos um bom treino e, no dia seguinte, não fazemos um bom jogo. O importante é sempre o momento.

Para mim, todos contam. O Cervi tem trabalhado sempre bem. Gostei que o público aplaudisse o Cervi, como gostei da forma como tem recebido o Adel [Taarabt] e de, finalmente, sentir que os adeptos estão a apoiar imenso o Pizzi. Acho que é um jogador que merece toda a ovação. Nem sempre foi muito bem compreendido”.

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Futebol

Famalicão goleado na Luz

14.ª jornada da Liga

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Foto: Twitter

O Famalicão perdeu (4-0), esta tarde de sábado, com o Benfica, na 14.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O brasileiro Carlos Vinícius, aos 39 minutos, assinou o seu 11.º remate certeiro na competição, antes de Pizzi o igualar na lista de melhores marcadores, com golos aos 48 e 63, e de o também brasileiro Caio Lucas fixar o resultado final, aos 89.

O Famalicão entrou disposto a fazer jus ao estatuto de ‘revelação’ do campeonato. No primeiro minuto de jogo, a equipa de João Pedro Sousa desdobrou-se em boas combinações até à área do Benfica, fiel à imagem positiva que tem deixado na prova, na esperança de quebrar na Luz o ciclo menos positivo de quatro jogos sem ganhar.

No último desafio dos ‘encarnados’ para o campeonato em 2019 – seguem-se Taça de Portugal e Taça da Liga até à pausa natalícia -, o técnico Bruno Lage repetiu o ‘onze’ das últimas semanas e, uma vez mais, encontrou o caminho do triunfo à boleia dos golos de Vinicius, Pizzi (2) e Caio Lucas e da imaginação de Chiquinho, que ficou ligado a três tentos da equipa.

Alertado na véspera para o potencial do adversário – que entrou no relvado como terceiro classificado da competição -, o Benfica rapidamente aumentou a intensidade e a pressão, empurrando o Famalicão para o seu meio-campo. Começou então a sequência de oportunidades desperdiçadas por Pizzi, que, apesar de brilhar com um ‘bis’, poderia ter tido uma tarde verdadeiramente histórica na Luz, falhando aos 10, 20, 30, 36 e 37 minutos.

Com todo o volume ofensivo, foi preciso o brasileiro Carlos Vinicius dispor da primeira chance aos 39 minutos para os ‘encarnados’ desmontarem, finalmente, o nulo que persistia no marcador. Numa excelente movimentação de Chiquinho no flanco direito, o criativo ‘encarnado’ cruzou tenso para o desvio perfeito de Vinicius para a baliza, sem marcação e sem hipóteses para o guarda-redes Rafael Defendi.

Ao intervalo, a vantagem do Benfica era tão justa quanto curta, face à superioridade evidenciada após quinze minutos de relativo equilíbrio. Todavia, a equipa de Bruno Lage regressou com a mesma autoridade e confiança ao jogo, aumentando logo para 2-0 à passagem dos 48 minutos.

O ‘inevitável’ Pizzi rematou de primeira de pé esquerdo já dentro da grande área minhota, na sequência de um corte incompleto de Riccieli a cruzamento de Chiquinho, que, com a ajuda de Tomás Tavares, explorou uma reposição de bola rápida que apanhou o Famalicão desprevenido. De surpresa a surpreendido na Luz.

Se o segundo golo denunciava já um jogo na mão do Benfica, o terceiro ‘matou’ o desafio. Pizzi assinou o ‘bis’ e o 11.º golo na I Liga (e 18.º em todas as provas esta época, um recorde pessoal), com um bom trabalho individual sobre Centelles, após mais uma assistência exemplar de Chiquinho. Três golos com o selo do jogador que chegou esta temporada à Luz proveniente do Moreirense, comprovando a sua crescente influência na equipa.

Até ao final, o Famalicão tentou dar uma resposta mais consentânea com o seu valor e Anderson e Schiappacasse foram a jogo, mas sem resultados práticos. De facto, o jogo ainda confirmaria nova goleada do Benfica, com o recém-entrado Caio Lucas a assinar o quarto golo dos campeões nacionais aos 89, após um passe de Pizzi, com um remate bem colocado, já no interior da área minhota. Simples, rápido e eficaz.

Com esta derrota, o Famalicão, não conseguiu travar a fase menos positiva e pode ser ultrapassado nesta ronda pelo Sporting, que defronta também na segunda-feira o Santa Clara. Já o Benfica eleva a sua liderança na I Liga para 39 pontos (em 42 possíveis) e deixa provisoriamente o ‘vice’ FC Porto a sete pontos, uma vez que os ‘dragões’ jogam apenas na segunda-feira com o Tondela.

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica – Famalicão, 4-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores:

1-0, Vinícius, 39 minutos.

2-0, Pizzi, 48.

3-0, Pizzi, 63.

4-0, Caio Lucas, 89.

Equipas:

– Benfica: Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo, Gabriel, Taarabt, Pizzi, Cervi (Jota, 79), Chiquinho (Caio Lucas, 84) e Vinícius (Seferovic, 69).

(Suplentes: Zlobin, Nuno Tavares, Jardel, Samaris, Caio Lucas, Jota e Seferovic).

Treinador: Bruno Lage.

– Famalicão: Rafael Defendi, Riccieli, Roderick, Nehuén Pérez, Centelles, Gustavo Assunção (Guga, 64), Pedro Gonçalves, Uros Racic, Fábio Martins, Rúben Lameiras (Nico Shiappacasse, 76) e Toni Martinez (Anderson, 64).

(Suplentes: Vaná Alves, Guga, Walterson, Ofori, Nico Schiappacasse, Cafú Phete e Anderson)

Treinador: João Pedro Sousa.

Árbitro: Rui Costa (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Fábio Martins (2) e Riccieli (45).

Assistência: 51.721 espetadores.

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Futebol

Vítor Oliveira preocupado com “qualidade e organização” do Vitória

14.ª jornada da Liga

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O treinador Vítor Oliveira alertou, este sábado, para os obstáculos que Gil Vicente vai ter de suplantar na receção ao Vitória SC, no domingo, no dérbi minhoto da 14.ª jornada da I Liga de futebol.

“Armas do adversário? A qualidade do plantel e a organização transmitida pelo treinador. O Vitória tem um grande plantel e está a constituir uma belíssima equipa. Sabemos que as equipas do Ivo [Vieira] são muito equilibradas e difíceis de defrontar”, analisou o técnico, na conferência de antevisão ao duelo, no Estádio Cidade de Barcelos.

Projetando um “bom espetáculo”, o treinador barcelense procura encerrar o ano civil com o regresso às vitórias no campeonato, perante um rival que soma três triunfos consecutivos, o último dos quais diante dos alemães do Eintracht Frankfurt (3-2), na quinta-feira, na sexta e última jornada da fase de grupos da Liga Europa.

“Vêm moralizados por causa de uma vitória fantástica. A campanha europeia não correu da forma pretendida, mas acabou com brilhantismo. Não se vai colocar o problema do cansaço, até porque penso que haverá mudanças substanciais. O Vitória é aquele tipo de equipas em que não sabemos muito bem quem são os titulares e os suplentes e o treinador já provou que é um bom gestor dessas situações”, observou.

Focado em dividir as despesas da partida, Vítor Oliveira admite que os vimaranenses não estão a corresponder às expectativas pontuais na I Liga, embora “há um mês fossem a melhor equipa” da prova, fruto de “um futebol de excelente qualidade”.

“O Vitória precisa de pontos para se estabilizar nos lugares cimeiros e não acredito que uma vitória na Alemanha vá por os seus jogadores em bicos de pés. Estamos a contar com um adversário no limite das suas capacidades, mas também queremos um Gil Vicente capaz, a fazer valer de forma determinante o fator casa”, vincou.

Após quatro meses de competição oficial, o melhor treinador do campeonato nos meses de outubro e novembro assume ter estabilizado a definição do ‘onze’, situação favorável ao nível exibicional e ao entrosamento coletivo, se as “lesões não apoquentarem”.

Os barcelenses estão em ligeira desvantagem no histórico dos 36 confrontos com os vimaranenses para a I Liga, embora tenham o dobro das vitórias do rival minhoto na condição de visitado – oito contra quatro, além de seis empates.

O Gil Vicente, 10.º colocado, com 16 pontos, recebe o Vitória SC, na quinta posição, com 20, no domingo, às 17:30, no Estádio Cidade de Barcelos.

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