Seguir o O MINHO

Braga

Idosos na Póvoa de Lanhoso abrem porta do quarto a Sara (e ela expõe trabalho em Londres)

Um alerta para o envelhecimento populacional

em

Série "+65". Foto: Sara Lopes

Para completar um projeto de fotografia, Sara Lopes, 25 anos, decidiu retratar todos os habitantes idosos da freguesia de São João de Rei, na Póvoa de Lanhoso, e captou o interesse internacional da Embaixada do Brasil em Londres, onde viu a obra exposta no mês de dezembro.

Licenciada em fotografia pelo Instituto do Porto e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, a ideia de sara passa por demonstrar a realidade do envelhecimento de Portugal, sobretudo das aldeias rurais.

Para isso, retratou 57 idosos, em suas casas, no quarto onde dormem, de forma a criar “uma história, uma vida”, no ambiente envolvente.

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Sara conta que o projeto “+65” (assim chamado por todos os que aparecem terem mais de 65 anos), começou em casa da avó. “Enquanto ela esperava que eu preparasse a câmara, fomos conversando sobre o facto de haver poucas crianças na vila [Póvoa de Lanhoso] atualmente”, revela a autora em nota autobiográfica, a que O MINHO teve acesso.

São João de Rei tem 401 habitantes, segundo os censos de 2011, e, na mesma data, estavam registadas 54 crianças naquela localidade e 76 pessoas com mais de 65 anos.

A grande percentagem de idosos tem vindo a aumentar e a natalidade a diminuir, sobretudo nestas aldeias mais isoladas (fica a oito quilómetros da sede de concelho), e Sara dá conta disso mesmo.

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

“Cresci na freguesia e fui notando que, com o tempo, ia havendo menos crianças na aldeia. Ora, por oposição, notei também que havia cada vez mais idosos”, escreve.

“Esta forte ligação entre as minhas memórias e o espaço físico de São João de Rei, assim como com alguma da população idosa, levou-me à concretização deste projeto”, revela, acrescentando que “além disso, a série também permite ver traços da cultura portuguesa, como a importância da religião e da família”.

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Série “+65”. Foto: Sara Lopes

Exposição em Londres

Concluído o mestrado em Braga, Sara rumou a Londres, onde completou um novo mestrado, desta vez em Fotojornalismo e Fotografia Documental. Seguiu-se uma nomeação para o VIA Arts Prize, um prémio promovido pela Embaixada do Brasil em Londres, que se dedica a divulgar a cultura das artes, não só do Brasil, mas de todas as culturas latino-americanas.

A série “65+” de Sara Lopes esteve em exposição na Sala Brasil da Embaixada do Brasil em Londres, de 13 de novembro a 11 de dezembro de 2019.

Anúncio

Braga

Passes nos transportes urbanos de Braga 30% mais baratos a partir de março

Transportes públicos

em

Foto: Divulgação

O preço dos passes nos Transportes Urbanos de Braga (TUB) vai descer 30 por cento a partir do início de março, beneficiando mais de 20 mil utilizadores, anunciou hoje o administrador daquela empresa municipal.

Segundo Teotónio Santos, o passe mais caro, que até aqui era de 42,5 euros, passará a ser de cerca de 30 euros.

Aquele passe permite viajar em toda a linha, sem limite de utilizações.

A partir de 21 de fevereiro, já podem ser comprados os passes para março, com o desconto de 30 por cento.

A descida do preço dos passes vai acontecer ao abrigo do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), lançado pelo Governo para melhorar a atratividade do transporte público e incentivar a procura.

“Vão ser abrangidos mais de 20 mil utilizadores”, disse Teotónio Santos.

O administrador falava no final da reunião da Câmara de Braga, em que o executivo aprovou concessionar, por 10 anos, o serviço público de transporte de passageiros à empresa municipal TUB.

Até 2029, o município vai transferir para a empresa um total de 60,3 milhões de euros.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, alertou para o “subfinanciamento” dos TUB (Transportes Urbanos de Braga), defendendo que a comparticipação financeira atribuída pelo município aos TUB deveria ser reforçada em pelo menos 38 milhões de euros.

“Os investimentos previstos ficam aquém das necessidades”, referiu Carlos Almeida, alertando, designadamente, para a subida da “idade média” da frota.

De resto, o vereador comunista manifestou “concordância absoluta” com a entrega do serviço aos TUB.

O vereador do PS, Artur Feio, sublinhou a necessidade de haver “mais coordenação” entre a mobilidade urbana e a política urbanística da cidade.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, admitiu que “seriam bem úteis mais meios financeiros” para os TUB, mas lembrou que “o orçamento não se estica indefinidamente”.

“Não é falta de vontade”, referiu, lembrando que a Câmara já decidiu atribuir aos TUB a receita do estacionamento.

Os TUB têm em curso um processo de renovação da frota, que já passou pela aquisição de seis novos autocarros em 2018 e que incluirá mais 32, num investimento de 13 milhões de euros.

Na reunião de hoje, o executivo aprovou ainda a transferência da gestão do “gnration” da Fundação Bracara Augusta para a empresa municipal Theatro Circo.

“Vai permitir partilhar sinergias, partilhar equipas e recursos, pôr em prática projetos conjuntos”, disse a administradora executiva do Theatro Circo.

Cláudia Leite acrescentou que todos os trabalhadores da área cultural do gnration serão integrados no Theatro Circo, enquanto os da área social e da juventude continuarão na Fundação.

Continuar a ler

Braga

Empresa de Braga apresenta ‘app’ que deteta precocemente o cancro cutâneo

Medical pre-Diagnostic System

em

Foto: Facebook de F3M

A MpDS – Medical pre-Diagnostic System é uma aplicação tecnológica desenvolvida em Braga que vai ajudar profissionais de saúde em todo o mundo a detetar e tratar de forma precoce problemas clínicos, como úlceras de pressão, ou até mesmo o cancro, anunciou a marca do grupo da Primavera Software, em comunicado enviado a O MINHO.

A app junta smartphones com lentes de magnificação e permite aos profissionais realizar, em tempo real, a monitorização, caracterização e avaliação de feridas. Um procedimento simples, que “pode ser realizado por médicos ou outros técnicos de saúde, capaz de tornar o diagnóstico mais rápido, evitando a necessidade de deslocações e consultas presenciais, que frequentemente atrasam os processos”, explica a empresa.

A aplicação é “particularmente benéfica para populações mais afastadas dos centros urbanos e com reduzido acesso aos serviços”, acrescenta. indicando que a mesma já foi testada com “resultados muito positivos por mais de 100 profissionais do setor da saúde”.

A solução demonstra “um enorme potencial de utilização” em diversas áreas, nomeadamente em Dermatologia, Oncologia, Cirurgia Plástica, Hematologia e Infeciologia.

Este lançamento vai ser o mote para uma sessão de esclarecimento, que acontece esta quarta- feira, 19 de fevereiro, a partir das 09:30, na UPTEC – Parque da Ciência e da Tecnologia da Universidade do Porto.

Do painel de oradores, destaque para Paulo Ramos, enfermeiro especialista em feridas e viabilidade tecidular, Maria José Teles, médica especialista em patologia clínica, Maria Vasconcelos e Luís Rosado, investigadores séniores na Fraunhofer Portugal AICOS, Pedro Salgado, responsável pela área da saúde na F3M e João Cunha, designer da aplicação.

Sobre a F3M

Composto por três empresas portuguesas – F3M, Megalentejo e Dot Pro – além da F3M Angola e da F3M Moçambique, a F3M é um dos maiores grupos de tecnologia, em Portugal. A sua atuação centra-se no desenvolvimento de software à medida para mercados específicos (economia social, óticas, têxtil, construção e desporto) e na integração de soluções de infraestrutura tecnológica, telecomunicações, além de serviços de consultoria.

Continuar a ler

Braga

Detido com matrícula falsa e sem seguro no centro de Braga

Na Praça da República

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Um jovem de 24 anos foi detido, na tarde da passada sexta-feira, no centro da cidade de Braga, por conduzir uma viatura com matrículas falsas, anunciou hoje a PSP.

O condutor foi intercetado em pleno centro da cidade, na Praça da República, na posse de um veículo onde ambas as matrículas eram falsas.

Durante a operação de fiscalização, os agentes policiais perceberam ainda que a viatura não tinha seguro válido para circulação viária.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

Continuar a ler

Populares