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Braga

RUM: 30 anos de uma rádio que não envelheceu – “Parabéns!”

A RUM – Rádio Universitária do Minho lidera as audiências na cidade de Braga e, em dia de aniversário, entra numa nova era. Muda de instalações, ganha um café-concerto. Nasce uma rádio ‘nova’

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Fotos: DR

São 30 anos de irreverência, com várias fases e dores de crescimento. A Rádio Universitária do Minho lidera as audiências na cidade de Braga, segundo os barómetros oficiais e em dia de aniversário entra numa nova era. Muda de instalações, ganha um café-concerto. Nasce uma rádio ‘nova’. O MINHO foi conhecer a história da emissora que nunca envelheceu.

Foto: Facebook de Município de Braga

1989. Governo liderado por Cavaco Silva mandou silenciar todas as “rádios livres” e abriu um concurso público. As rádios, piratas até então, são obrigadas a avançarem para o processo de legalização. São atribuídas frequências e as candidaturas abertas.

10 Julho de 1990. Vai para o ar a primeira emissão da Rádio Universitária do Minho (RUM) oficial. O processo de legalização, “difícil e complicado”, teve como rosto principal o presidente da Associação Académica de então, Luís Novais.

“Lembro-me dos momentos em que tive um papel muito ativo na legalização da RUM, naquilo que foi o culminar do trabalho que vinha de outras direções e estava sustentado na persistência de dois colegas que, eles sim, montaram o projeto: o Fernando Araújo e o Norberto Moreira”, haveria de recordar anos mais tarde, Novais.

Foto: Divulgação

Primeiro em 107.8 FM e depois nos atuais 97.5 FM, a RUM assumiu-se “como um projeto irreverente, alternativo à radio mais comercial”, ideários que ainda hoje se mantêm como confirma a O MINHO, Vasco Leão, actual presidente da estação.

Foto: Facebook de Universidade do Minho – Oficial

“A rádio foi sempre crescendo, teve várias fases, e culmina agora com a criação de uma rádio totalmente nova”. Isto é, a RUM deixa as atuais instalações por baixo de uma das residências universitárias em Santa Tecla e passa para o edifício GNRation: “temos estúdios novos, tecnologia totalmente nova e adquirimos uma nova centralidade que irá permitir à rádio continuar a crescer”.

O novo espaço terá um café concerto com a programação a cargo da própria estação: “já fazíamos muita programação de cultura emergente em vários espaços. Agora, teremos um espaço próprio, programado de três em três meses”. A parte de cafetaria será concessionada e o concurso já está a decorrer.

História

Decorria o ano de 1984 quando um grupo de alunos, após a subida do preço das refeições nas cantinas universitárias, decidiu criar uma rádio pirata para mobilizar a comunidade estudantil para esta e outras questões do interesse dos alunos.

Numa época em que as vozes ainda não se faziam ouvir com tanta facilidade como actualmente, o projeto contou com o apoio do reitor de então, João de Deus Pinheiro.

Se programas como o ‘Roxo Urubu’, uma sátira à sociedade bracarense levada a cabo por elementos ligados aos Mão Morta e a outras bandas emergentes na cidade, marcaram o éter dos primeiros tempos, ainda hoje, ‘O Domínio dos Deus’ de Pedro Portela, ‘Só Jazz’ de José Carlos Santos, ‘O Baile dos Bombeiros’ de Ivo Martins ou ‘Blast’ de Emanuel Ferreira continuam, três décadas depois, a brilhar nas ondas hertzianas.

Nestes 30 anos, a rádio já foi, por um dia, ‘tomada de assalto’ pelos Mão Morta, já editou discos de bandas locais, já foi palco para emissões de rádios nacionais e sempre teve exclusivos musicais de bandas internacionais.

Colaboradores

Vasco Leão está à frente dos destinos da RUM desde 2004 e identifica dois marcos antes da sua chegada: “as emissões piratas e o processo de legalização conduzido pelo Luís Novais e que sem ele não teria sido possível”.

Foto: Facebook de Município de Braga

Leão, também ele ex-presidente da AAUM, assume os ‘cursores’ com o objetivo de restruturar financeira e funcionalmente a RUM. “Foi a nossa primeira conquista que aconteceu mais cedo do que o previsto e permitiu desenvolver o projeto que temos hoje”.

Depois houve uma forte aposta na informação e no multimédia. “Em termos de informação, somos uma referência na cidade e não só, cobrimos o que se passa na Universidade trazendo isso para a cidade e não descuramos os restantes concelhos do quadrilátero, sobretudo, Guimarães, onde há um polo universitário”.

Quanto ao audiovisual, a rádio “faz prestação de serviços e é daqui que vem grande parte das receitas”.

Nova fase

Com 15 pessoas nos quadros, alguns com mais de 20 anos de casa, a RUM entra numa nova fase: “a de uma rádio nova, com novas instalações, uma nova centralidade e um novo espaço cultural”.

Elsa Moura, atual diretora de informação da RUM. Foto: Facebook de Município de Braga

“Temos gente muito jovem, recém-licenciada, que ao fim de 4/5 anos partem para outros projetos. Mas esta também é a nossa essência”, reconhece Vasco Leão, um ouvinte RUM ainda antes de entrar na Universidade em Braga. “Sou do Porto e sempre ouvi a rádio. Aliás, temos muitos ouvintes de lá”.

Que venham mais 30 anos, RUM!

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Braga

Braga: Sócios da TLCI separam-se ao fim de 25 anos – “Foi um divórcio amigável”

Empresa de Braga, que engloba a Phone House, tem mais de uma centena de lojas em Portugal, cerca de 800 colaboradores e faturação na ordem dos 80 milhões

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Capa Pereira (segundo à esquerda) ouve Jorge Martins (de costas, à direita) numa visita da InvestBraga. Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

O Grupo TLCI, de Braga, que opera na área das telecomunicações, foi objeto de uma reestruturação, com a alienação da totalidade das participações detidas por José Manuel de Capa Pereira ao sócio Jorge Martins.

O conhecido empresário bracarense, que foi presidente da Associação Industrial do Minho (AIMinho), disse a O MINHO que se vai manter na área empresarial em Braga, nomeadamente na do imobiliário.

“Foram 25 anos de trabalho no setor, onde, em vários aspetos fomos pioneiros”, disse.

A TLCI, que engloba a Phone House, tem mais de uma centena de lojas em Portugal, cerca de 800 colaboradores e um volume de negócios na ordem dos 80 milhões de euros.

Ao Jornal de Negócios, Capa Pereira refere que os sócios tinham “diferentes estratégias relativamente à forma de conduzir o futuro das empresas do grupo, especialmente a Phone House”. Ainda assim, diz, trata-se de um “divórcio amigável”.

“Dirimimos as nossas divergências de forma recatada. Foi um divórcio amigável”.

Criado em 1992 por um grupo de acionistas liderado por Capa Pereira, o Grupo TLCI contava, desde 1994, com a participação acionista e executiva paritária de Jorge Martins e de José Manuel Capa Pereira.

Com a reestruturação do Grupo TLCI, a Exclusive5M – Serviços, SA, sociedade maioritariamente detida por Jorge Martins, adquiriu à Imominius – Sociedade Imobiliária, SA, sociedade detida por José Manuel de Capa Pereira, as participações sociais correspondentes a cinquenta por cento de cada uma das sociedades que integram o Grupo TLCI: a TLCI2 – Soluções Integradas de Telecomunicações, S.A., a MMCI – Multimédia, S.A., a Mobile World – Comunicações, S.A., a Digital Place – Comunicações e Serviços Digitais, S.A. e a The Phone House – Comércio e Aluguer de Bens e Serviços, S.A..

O Grupo TLCI é atualmente um dos principais players nacionais do mercado dos produtos e serviços de telecomunicações e multimédia, um parceiro de referência das operadoras de telecomunicações.

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Braga

Vento forte: Braga deixa aviso à população

INFORMAÇÃO MUNICIPAL

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O Município de Braga deixou hoje um aviso à população devido ao vento forte previsto para os próximos dias.

AVISO À POPULAÇÃO

Vento forte

No seguimento das informações prestadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e de acordo com a informação meteorológica disponibilizada, prevêem-se para as próximas 48 horas condições meteorológicas adversas, nomeadamente vento forte.

Hoje – 13 Novembro:

• A partir do final da tarde, períodos de chuva, no Minho;

• Vento do quadrante oeste por vezes forte na faixa costeira ocidental com rajadas até 60 km/h e forte nas terras altas, com rajadas até 100 km/h a partir do início da noite.

Quinta-feira – 14 Novembro:

• Períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada no Norte;

• Vento do quadrante oeste, forte no litoral oeste, com rajadas até 85 km/h no Norte.

Sexta-feira – 15 Novembro:

• Aguaceiros fracos, em especial no litoral Norte;

• Vento noroeste por vezes forte no litoral oeste com rajadas até 60 km/h, e com rajadas até 75 km/h nas terras altas.

Em função das condições meteorológicas previstas, a Divisão Municipal de Protecção Civil faz as seguintes recomendações:

· Garantir a adequada fixação de estruturas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

· Especial cuidado na circulação e permanência junto a áreas arborizadas, mantendo-se atentos à possibilidade de queda de ramos e árvores;

· Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.

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Braga

Ativista Greta Thunberg convidada a vir a Portugal por proposta de deputado de Braga

José Maria Cardoso (Bloco de Esquerda)

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A jovem ativista sueca Greta Thunberg deverá passar por Portugal na viagem de barco que iniciou hoje dos Estados Unidos para cruzar o Atlântico e participar na Cimeira do Clima (COP25) de Madrid.

A possibilidade de Greta Thunberg passar por Portugal foi avançada hoje por Elayna Carausu, que viaja a bordo do catamarã chamado La Vagabonde (“A Vagabunda”) e que se ofereceu para a levar até Madrid.

“Uma decisão espontânea de mudar a nossa casa para o outro lado do oceano, mas nós amamos a Europa, por isso estamos ansiosos [para comer] um caldo verde à chegada”, disse hoje Carausu na sua conta no Instagram, sugerindo que o porto de chegada será em Portugal.

“Estou satisfeita por anunciar que espero chegar à COP25 em Madrid [que se realiza entre 02 e 13 de dezembro]”, disse Thunberg, de 16 anos, na terça-feira, na rede social Twitter.

A ativista viaja com os australianos Riley Whitelum e Elayna Carausu, que documentam as suas viagens por todo o mundo no YouTube, estando ainda no barco a sua filha, Lenny, de 11 meses, e a marinheira inglesa Nikki Henderson.

A provável passagem de Greta Thunberg por Portugal encaixa com uma proposta aprovada na terça-feira na comissão parlamentar de Ambiente da Assembleia da República no sentido de convidar a jovem sueca a vir a Portugal.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, José Maria Cardoso (deputado do BE eleito por Braga), e mereceu a aprovação dos deputados.

Foto: Arquivo

“Foi uma proposta apresentada por mim e aprovada por unanimidade, que foi assumida por toda a comissão. Esta é uma vontade que vem já da anterior legislatura”, disse José Maria Cardoso, em declarações à Lusa.

De acordo com o presidente da comissão parlamentar de Ambiente, considerou-se agora ser “mais possível” a vinda de Greta a Portugal, tendo em conta que a ativista vai participar, em dezembro, numa conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as alterações climáticas em Madrid, Espanha.

“A vinda [de Greta Thunberg] a Portugal servirá para reconhecer o trabalho desta ativista no que se refere às alterações climáticas […] e também responde à vontade manifestada por vários grupos de jovens”, acrescentou.

Esta proposta segue agora para deliberação pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e só após esta decisão é que será endereçado um convite à jovem sueca e agendada uma data.

Greta Thunberg viajou em agosto do Reino Unido para Nova Iorque no veleiro ecológico de Pierre Casiraghi, o filho mais novo de Carolina de Mónaco, para participar da Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, em setembro.

A ativista, que tirou um ano sabático, pretendia viajar pelas Américas, por terra, até ao Chile, onde a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP25) estava inicialmente agendada.

O governo chileno, no entanto, cancelou a organização do evento devido aos fortes protestos sociais que há semanas abalam este país sul-americano.

Thunberg evita viajar de avião para conscientizar sobre seu impacto na crise climática e pediu ajuda para chegar a Madrid, onde se vai agora realizar a cimeira.

A jovem iniciou uma greve à escola em setembro de 2018 em frente ao parlamento sueco para apelar à tomada de medidas contra as alterações climáticas, que inspirou um movimento global que a levou a ser recebida pelos líderes mundiais e a falar em conferências.

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