A Coelima, história fábrica têxtil de Guimarães, que foi à falência em 2021 sendo depois adquirida pela famalicense Mabera, viu a faturação crescer 15% em 2024 para os 8,5 milhões de euros.
Em declarações ao portal Portugal Têxtil, o administrador Dâmaso Lobo considera que é um resultado positivo face à conjuntura e aponta que o início de 2025 é ainda mais animador.
“Se continuar assim, vai ser um ano melhor do que o ano passado”, acredita o responsável, acrescentando: “Todos os dias implantamos coisas novas. Estamos todos os dias a desenvolver produtos novos. Temos de mudar alguma coisa, porque quem não muda, não vende. Temos de trabalhar sempre nesse sentido”.
Comprada em 2021, em plena pandemia, a Coelima tem enfrentado duros desafios. “Logo após a compra da Coelima, foi um massacre: guerras, a economia no estado em que está”, enumera Dâmaso Lobo, garantindo: “Não me arrependo de comprar a Coelima. A conjuntura que se seguiu é que transtornou os empresários”.
A empresa exporta atualmente cerca de 25% da sua produção para os Estados Unidos da América e cerca de 70% para o mercado europeu.
Tem 173 trabalhadores.
A insolvência da Coelima, empresa fundada em 1922, tinha sido decretada em 22 de abril de 2021, sendo depois comprada por 3,7 milhões de euros pela têxtil famalicense Mabera.