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Braga

Recuperação de edifícios no centro histórico de Braga quase duplicou em 2016

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Nos últimos anos, Braga tem registado um aumento significativo no investimento para a recuperação de edifícios degradados no centro histórico. Com a localização de novos estabelecimentos comerciais, a cidade tem assistido a uma forte dinâmica imobiliária que registou um forte crescimento em 2016. Nesse ano, e segundos dados apurados pelo município, o número de intervenções no centro histórico quase que duplicou, registando 66 novos pedidos, face aos 34 do ano anterior.


Em nota enviada à imprensa, a autarquia revela que, só nos últimos três anos, foram licenciadas intervenções em 154 edifícios, “o que evidencia uma forte reanimação na reabilitação urbana do Centro histórico”. De acordo com os dados municipais, ao serem somadas as intervenções sujeitas a licença com as obras isentas de controlo prévio (obras de conservação), que só em 2016 representaram 115 imóveis, é possível constatar que o número de edifícios que começaram a ser intervencionados nesse ano afectaram, ou irão afectar nos próximos tempos, cerca de 9% de todo o edificado do centro histórico que é composto aproximadamente por 2.500 edifícios.

Ao serem também analisadas todas as operações urbanistas sujeitas a licença e as obras sem controlo prévio dos últimos três anos, estas atingiram 506 edifícios, ou seja, mais de 20% de todo o edificado. De destacar que cerca que metade destas intervenções foram efectuadas em 2016.

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, mostra-se “muito satisfeito” com estes números, pois “comprovam claramente que a cidade está a viver um período de dinamismo como há muito não se via e o centro histórico não é excepção”.

Citado naquela nota, o autarca social democrata refere que “a estratégia de reabilitação urbana que estamos a implementar está a apresentar resultados, numa política sustentada de valorização do nosso centro histórico. Esta regeneração é também importante porque melhora a qualidade de vida dos bracarenses e torna esta zona da cidade um local ainda mais aprazível para todos, sejam residentes em Braga ou os muitos turistas que nos visitam”.

Por seu turno, Miguel Bandeira, vereador do Pelouro da Regeneração, acrescenta que é “reconhecido que a reabilitação deixou de ser protagonizada pelo Estado e pelas Autarquias, cabendo agora sobretudo à iniciativa privada o desafio da regeneração urbana.”

Segundo o vereador, “estes resultados são claros quando se analisa a evolução recente dos procedimentos de licenciamento, das licenças de ocupação e da informação que é prestada ao nível da gestão urbanística”. Miguel Bandeira regista também que o município “tem a convicção que o exemplo da política de reabilitação e regeneração urbana que tem vindo a ser desenvolvida no centro histórico, irá brevemente contagiar-se nas novas áreas de Reabilitação Urbana mais recentes que envolvem o centro histórico”.

Evolução muito positiva do mercado imobiliário em Braga em 2016

Na mesma nota, a autarquia bracarense realça ainda que “interessa também registar que o ano de 2016 foi o momento de anúncio de grandes investimentos económicos em Braga como a expansão da Bosch, orçada em cerca de 38 milhões de euros, implicando a criação de mil novos postos de trabalho; ou o investimento do grupo português Vila Galé num hotel de quatro estrelas, com 127 quartos e que deverá abrir em 2018 e que vai, simultaneamente, promover a reabilitação do complexo do antigo hospital de São Marcos, desocupado desde 2011“.

Relativamente à tramitação processual da gestão urbanística durante o ano de 2016 foram emitidas 801 licenças de construção de edificações e admitidas 100 comunicações prévias. Dados demonstrativos que, relativamente ao ano anterior, 2016 teve um aumento de cerca de 33,5% dos títulos de construção emitidos.

“Note-se que procedimento urbanístico é aproximado do início das obras, facto que só por si demonstra uma significativa evolução do sector imobiliário e da construção em Braga”, sublinha.

De referir, também, que a maior parte destes processos está relacionada com a habitação, sendo que a actividade económica representou 28% em 2016, um crescimento de 7,6% face a 2015.

No que se refere ao número de autorizações de utilização, foi só a partir do ano de 2015 que se inverteu a tendência gerada pelo impacto da crise. Nesse ano, foram emitidas 423 autorizações de utilização, sendo que em 2016 esse número subiu para 538. Este indicador está relacionado com a conclusão das obras e com a respectiva ocupação ou transacção imobiliária e reflecte também um claro aumento das licenças de construção emitidas em 2015 face ao ano anterior.

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Braga

Já há uma aplicação móvel para reservar lugar nas missas em Braga

Covid-19

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Sé de Braga. Foto: Arquidiocese de Braga

Devido às limitações criadas pela pandemia de covid-19, os criadores da Kyrios Chms, aplicação móvel de gestão de paróquias, criou uma nova funcionalidade que permite a inscrição prévia nas missas e já está a ser usada na Arquidiocese de Braga.


No site da Arquidiocese de Braga, é explicado que a novidade mais pedida pelos utilizadores do Kyrios Chms, nesta fase de pandemia, foi uma ferramenta que permitisse a inscrição de paroquianos nas eucaristias de forma simples e que, ao mesmo tempo, simplificasse a vida a quem tem de gerir essas mesmas inscrições.

“Percebemos que haja quem não goste do sistema de inscrições, mas a verdade é que mais vale a pena uma pessoa inscrever-se e garantir o seu lugar do que depois chegar à igreja e não poder participar na missa por falta de vaga. Aliás, nós conhecemos pessoas que, no fim-de-semana passado, nem sequer chegaram a tentar ir, precisamente por não terem a certeza de conseguirem um lugar. Havendo inscrições, as pessoas já sabem se podem ir”, afirma Nelson Rodrigues, diretor da Peakit, empresa parceira no projecto Kyrios.

A nova funcionalidade permite, entre outras coisas, gerir prioridades entre paroquianos e notificá-los sobre as vagas existentes.

Funcionamento

No software Kyrios já se encontra disponível no menu “eventos” um separador com o nome “inscrições”. É a partir desse campo que são geridas as inscrições feitas ou a fazer, no caso de paroquianos que não instalem a aplicação e prefiram fazer a sua inscrição por telefone, explica a Arquidiocese de Braga no seu site.

Vídeo explica como usar a aplicação.

A funcionalidade permite também à equipa de acolhimento que está de serviço fazer a validação de presenças.
As presenças ou ausências ficarão associadas ao perfil do paroquiano que fez a inscrição, dados que poderão ser importantes na hora de definir prioridades numa eucaristia posterior.

Assim que as inscrições estiverem fechadas, a paróquia pode notificar todos os inscritos de uma vez só.

“O objetivo foi mesmo simplificar a vida a quem está a gerir as inscrições. Se já utilizam o Kyrios, é menos uma ferramenta que têm de dominar, menos uma coisa para aprender. Se ainda não utilizam, nada como experimentarem e perceberem como é intuitivo”, avança o diretor da Peakit.

“Objectivo das inscrições é organizar e nunca vetar”

Miguel Ângelo Oliveira, pároco de Tenões, Nogueiró e S. Pedro d’Este, já começou a testar a nova função, ainda pouco utilizada.

“Esta semana vieram poucas pessoas à missa. Algumas estão doentes, outras pertencem a grupos de risco e ainda não se sentem seguras, outras preferiram aguardar e tentar perceber como se iam desenrolar as coisas. Penso que aos poucos virão cada vez mais pessoas à eucaristia e não quero ser surpreendido por uma grande afluência que me obrigue a negar a entrada a alguém”, afirma, citado no site da Arquidiocese de Braga.

Como usar a aplicação Kyrios Chms para reservar lugar na missa.

“Temos de perceber que o objetivo das inscrições é mesmo o de organizar e nunca vetar. Se, por exemplo, eu vir que tenho demasiadas inscrições, posso sempre mudar o local onde decorrerá a eucaristia de forma a poder acomodar toda a gente. Se vir que tenho poucas pessoas, também me escuso de celebrar num local demasiado grande, que é um desânimo para quem celebra e para os fiéis também. No fim-de-semana estava a equacionar celebrar ao ar livre e depois percebei que não havia essa necessidade”, sublinha.

Os paroquianos interessados em marcar o seu lugar nas missas podem descarregar a App Kyrios Chms gratuitamente para iOS e Android.

Quando o utilizador fizer a inscrição, esta será recebida automaticamente pela paróquia e ser-lhe-á comunicado se pode participar ou não na eucaristia que escolheu.

Se não conseguir as vagas que pretendia, terá prioridade na inscrição de uma próxima eucaristia.

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Braga

Tribunal dá luz verde à Câmara de Braga para reabilitação da fábrica Confiança

Ricardo Rio crê que plataforma Salvar Confiança devia ser responsabilizada

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga indeferiu a providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos que pedia a suspensão do Pedido de Informação Prévia (PIP) favorável à reabilitação da antiga Fábrica Confiança, naquela cidade.


Por decisão datada de 02 de junho, a que a Lusa hoje teve acesso, o tribunal refere que os autores da providência cautelar “não lograram demonstrar que a não suspensão do ato constitui uma situação de facto consumado ou prejuízos de difícil reparação para os interesses que visa acautelar, que se não compadeçam com a demora normal da ação principal”.

Aquele é um dos pressupostos obrigatórios para o deferimento de uma providência cautelar.

Contactado pela Lusa, o presidente da câmara, Ricardo Rio, congratulou-se com a decisão judicial, sublinhando que agora o PIP aprovado pelo município “está sem qualquer tipo de condicionante”.

Rio criticou ainda aqueles que recorrem “sistematicamente” aos tribunais para “obstaculizar as decisões legítimas tomadas por uma larga maioria”.

O autarca disse que “deveriam ser responsabilizados” pelos prejuízos que causam “à esfera pública e às instâncias judiciais”.

Por despacho de 03 de maio de 2019 do presidente da câmara, a Divisão do Património Cultural, Habitação e Gestão do Centro Histórico deu início ao procedimento de um PIP, tendo por base o edifício, propriedade do município, da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança.

Em 13 de janeiro de 2020, em reunião de câmara, foi aprovada uma proposta relativa à alienação, em hasta pública, da Fábrica Confiança, acompanhada do respectivo regulamento, da avaliação feita ao imóvel, do caderno de encargos e do PIP.

O PIP, segundo a câmara, impõe condicionantes urbanísticas ao comprador do imóvel, mas os autores da providência cautelar consideram que constitui, sobretudo, “um direito ou garantia” para o quem o adquirir.

O tribunal contrapõe que, quem adquirir a Fábrica Confiança terá que apresentar um projeto sujeito a apreciação municipal e ao Ministério da Cultura e que só em caso de aprovação é que avançará a construção.

Entretanto, a câmara já promoveu duas hastas públicas para tentar alienar o imóvel, pelo preço-base de 3,6 milhões de euros, mas não apareceu nenhum interessado.

Por isso, a câmara admite a hipótese de disponibilização do edifício para ali ser construída uma residência universitária pública, com cerca de 300 camas.

“Se o Governo quiser, o município disponibiliza, sem qualquer contrapartida”, referiu Ricardo Rio.

A fábrica Confiança foi inaugurada em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

Em 2012, foi adquirida pela câmara, então presidida pelo socialista Mesquita Machado.

Chegou a ser aberto um concurso de ideias para o edifício, mas entretanto em 2013 a câmara mudou de mãos e em setembro de 2018 a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresentava em “estado de degradação visível e progressiva”.

A alienação foi, desde sempre, contestada pela Plataforma Salvar a Fábrica Confiança e pelos partidos da oposição, que defendem que o edifício, face ao seu valor histórico e arquitetónico, deveria continuar na esfera pública e ser requalificado e transformado num espaço cultural.

A plataforma já tinha interposto duas outras providências cautelares para tentar travar a alienação do imóvel, mas também sem sucesso.

O município sublinha que o caderno de encargos “salvaguarda integralmente” a volumetria da antiga fábrica e que, além de uma residência universitária, prevê também a criação, no edifício principal, de um centro interpretativo/museu da memória da Confiança e serviços de apoio.

“Com esta estratégia arquitectónica, será possível repor a integridade do antigo edifício, salvaguardando-se a memória e o espaço da Via Romana XVII, e retomar a Rua do Pulo, que havia sido interrompida no passado com a ampliação das instalações fabris”, acrescenta.

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Braga

Feira do Livro de Braga será 100% digital

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A edição de 2020 da Feira do Livro de Braga será totalmente digital, anunciou hoje a autarquia, acrescentando que foi concebida uma programação cultural em streaming e adoptada uma plataforma para a venda dos livros online para todas as entidades presentes.


O evento começa em 03 de julho e prolonga-se até ao fim do mês.

De acordo com comunicado do município, a 29.ª edição do certame terá uma “programação recheada de passatempos, com a oferta de centenas de livros e conversas com autores nacionais e estrangeiros”.

Os destaques vão para os autores portugueses Richard Zimler, Isabel Stilwell, Afonso Reis Cabral, os espanhóis Ildefonso Falcones e Manuel Vilas ou a brasileira Adriana Lisboa.

Segundo a vereadora da Cultura, Lídia Dias, citada em nota de imprensa, o objetivo desta transformação passa por continuar a promover a literatura e a atividade económica do setor livreiro bracarense, que tem sido particularmente afectado pela crise pandémica.

“Para isso serão desenvolvidas várias ações de promoção das livrarias, alfarrabistas e editores de Braga a fim de recuperarem rapidamente destes meses muito difíceis”, refere a vereadora, adiantando ainda que este ano “seria muito difícil garantir as regras relativas à concentração de expositores e visitantes nas ruas, bem como o necessário distanciamento físico e a higienização regular dos espaços expositores e dos livros consultados”.

A venda online – disponível para todos os livreiros, alfarrabistas e editoras participantes -será efetuada através de alojamento na plataforma DOTT, uma rede com mais de 900 lojas, 2 milhões de produtos e cerca de um milhão de acessos mensais. A plataforma estará disponível até final de Agosto.

Carlos Silva, administrador executivo da InvestBraga, igualmente citado no comunicado, salienta que “a plataforma recorrerá a uma tecnologia street view, onde o visitante é convidado a viajar pelas ruas da cidade de Braga e seleccionar o stand que pretende visitar, nos espaços onde normalmente decorre a feira”. Ao fazê-lo é enviado para a loja virtual da plataforma onde pode escolher e comprar os artigos que pretende, sendo estes entregues em sua casa.

A Feira do Livro de Braga conta com o mecenato do dstgroup – building culture.

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