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Quarentena e teste covid para quem viaje de Lisboa para a Alemanha

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A Alemanha acrescentou hoje a Área Metropolitana de Lisboa à lista de regiões de risco devido ao aumento de infeções por covid-19, revelou o Ministério dos Negócios Estrangeiros germânico.


Portugal figura na lista alemã para viajantes que regressem da região da Área Metropolitana de Lisboa.

Além da Área Metropolitana de Lisboa, capital de Portugal, o ministério incluiu na sua ‘lista vermelha’ regiões de países como França, Dinamarca, Irlanda, Croácia, Países Baixos, Áustria, Roménia, Eslovénia, Hungria e República Checa, noticia a agência AFP.

Isto significa que os turistas que regressam destes territórios são obrigados a realizar teste à covid-19 e permanecer em quarentena enquanto aguardam o resultado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, em informação publicada no seu sítio na internet, desaconselha ainda “viagens turísticas não essenciais” àquelas regiões, onde o número de novas infeções ultrapassa o limite de 50 casos por 100 mil habitantes em sete dias.

As autoridades alemãs multiplicaram nas últimas semanas os avisos sobre viagens para países europeus, devido a esse aumento de casos.

Espanha, um dos destinos preferido dos turistas alemães, também está na lista de países a serem evitados.

Considerada um modelo na gestão da pandemia de covid-19 na Europa, a Alemanha também está em alerta devido ao ressurgimento de novas infeções nas últimas semanas, que estão a ser ligadas ao regresso de turistas.

A região da Baviera está a ser particularmente afetada e já foram anunciadas restrições em Munique, onde o uso de máscara em parte do centro da cidade passa a ser obrigatório na quinta-feira.

O Instituto Robert Koch relatou hoje 1.769 novos casos nas últimas 24 horas e mais 13 mortes, registando-se agora um total de 9.409 vítimas mortais na Alemanha desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.882 mortos, mais de 409 mil casos), seguindo-se Itália (35.758 mortos, mais de 302 mil casos), França (31.338 mortos, mais de 458 mil casos) e Espanha (31.034 mortos, mais de 693 mil casos).

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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País

Novo romance de Mia Couto é uma homenagem à cidade da Beira, onde nasceu

Literatura

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Mia Couto no Gerês. Foto cedida a O MINHO

O escritor moçambicano Mia Couto classificou hoje o seu novo romance, “O Mapeador de Ausências”, como uma homenagem à cidade da Beira, onde nasceu e viveu até aos 17 anos e onde hoje lançou a nova obra.

“É uma homenagem à cidade da Beira e não seria justo que eu começasse por lançar este livro fora da cidade que é a mãe desta história”, disse à Lusa, à margem do evento no auditório da Faculdade de Economia da Universidade Católica de Moçambique.

“É uma história que se desenvolve a partir da minha memória sobre a minha cidade”, explicou, ao realçar a importância da urbe: “aqui me transformei num contador de histórias”.

No livro “O Mapeador de Ausências”, um poeta desloca-se pela primeira vez em muitos anos à terra natal, nas vésperas do ciclone que a arrasou em 2019 – numa alusão ao Idai, ciclone que atingiu o centro de Moçambique em março do último ano, e provocou 603 mortos e afetou a vida, até hoje, de dezenas de milhares de pessoas.

“Há um poeta que vem à procura da sua infância” e que “vai começar a perceber que aquilo que é presente para ele no sentido temporal, nasce da ausência de alguém”, descreveu.

Na obra, Mia Couto recorda o pai – o jornalista e poeta Fernando Leite Couto – entre outras figuras que, apesar de ausentes, permanecem vivas nas suas memórias.

O autor cresceu durante a época da guerra pela independência de Moçambique e hoje lança “O Mapeador de Ausências”, numa altura em que o país é palco de outros confrontos armados, no centro e norte, apelando a que as histórias das vítimas não fiquem por contar.

“Acho importante que a informação”, através dos órgãos de comunicação social, “transmita não só relatórios sobre as agressões, os ataques feitos por terroristas, mas construa a história das pessoas que estão a ser assassinadas”.

Autor de mais de 30 livros, Prémio Camões em 2013, Mia Couto regressa ao romance depois de ter publicado em 2019 a coletânea de textos de intervenção cívica “O Universo num Grão de Areia” e “O Terrorista Elegante”, três novelas curtas escritas em parceria com o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

“O Mapeador de Ausências” será publicado em Portugal em novembro, pela Editorial Caminho.

LFO/JYJE // MAG

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Plataforma ajuda municípios a concretizar objetivos de desenvolvimento sustentável

Ambiente

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Cidade de Viana. Foto: DR

A plataforma digital ODSlocal, que permite aos municípios fazerem um mapeamento das boas práticas para cumprir metas de desenvolvimento sustentável para 2030 definidas pela ONU, vai ser lançada em 11 de novembro em Lisboa.

O projeto, que tem o apoio da Fundação La Caixa, é promovido pelo Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS), associado a dois centros de investigação universitários, o OBSERVA/Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e o MARE/Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, e à start-up da área do ambiente e alterações climáticas 2adapt.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da CNADS, Filipe Duarte Santos, adiantou que a plataforma vai contribuir para que os municípios de todo o país possam concretizar os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), incentivar boas práticas e promover a participação cívica nas vertentes económica, social e ambiental.

“É um projeto que consiste na construção de uma plataforma digital, tecnológica, que permite aos municípios fazerem o mapeamento das suas boas práticas em termos de cumprir as metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável para 2030. Nessa plataforma, os municípios podem introduzir os projetos que estão a ser realizados no terreno, projetos esses que estão a ser realizados por empresas, organizações não-governamentais, associações e pelos próprios municípios”, explicou.

De acordo com Filipe Duarte Santos, esta plataforma já teve uma fase-piloto na qual participaram os municípios de Bragança, Cascais (distrito de Lisboa), Castelo de Vide (Portalegre), Coruche (Santarém), Loulé (Faro), Seia (Guarda)e Viana do Castelo.

“O projeto-piloto foi bem recebido. Permitiu aos municípios divulgarem o que estão a fazer em termos de objetivos de desenvolvimento sustentável. A partir daqui pensámos que seria uma iniciativa que podia estender-se ao resto do país, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira”, disse.

O presidente da CNADS adiantou que concorreram a fundos e foi criado o consórcio, que acabou por conseguir o financiamento da Fundação La Caixa.

“Este portal vai ficar acessível a todos os municípios do continente e das regiões autónomas e será disponibilizado gratuitamente para introduzirem as suas boas práticas e os indicadores de desenvolvimento sustentável a nível local que estão a ser desenvolvidos no âmbito do projeto. Indicadores para dar a saber se os municípios estão a avançar no sentido do cumprimento das metas dos 17 objetivos da ONU”, disse.

De acordo com Filipe Duarte Santos, qualquer pessoa pode aceder e ver o que está a ser feito no seu município ou noutro, podendo contribuir para projetos no domínio do desenvolvimento sustentável.

“Quero também salientar que este projeto é pioneiro à escala mundial. Não foi feito em nenhum país tanto quanto é do nosso conhecimento. Existem projetos semelhantes, mas não abrangem a totalidade dos municípios. Agora tivemos o financiamento que nos permite procurar atingir a totalidade dos nossos municípios e tem sido bem recebido a nível internacional”, disse.

O lançamento do projeto, que inclui um portal ‘online’ de base tecnológica, um plano de capacitação e um ciclo de eventos, vai decorrer em 11 de novembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

Durante a sessão, irão ser assinadas cartas de compromisso pelos municípios aderentes.

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País

Bombeiros voluntários em risco devido à situação financeira das corporações

Orçamento do Estado

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou hoje para a situação financeira das corporações de bombeiros devido aos “elevados custos” que têm assumido desde o início da pandemia de covid-19, considerando que estão “à beira do colapso”.

A situação financeira das associações humanitárias de bombeiros voluntários foi um dos assuntos hoje analisados no conselho executivo da LBP, tendo concluído que “estão à beira do colapso pelos encargos que têm assumido com a aquisição de equipamentos de proteção individual para proteção do pessoal no transporte de doentes de covid-19”, refere a Liga, em comunicado.

“Os elevados custos que têm sido suportados pelas associações desde o início da pandemia, na ordem de muitos milhares de euros, e a consequente perda de faturação em transporte de doentes não urgentes, tem potencialmente criado as condições de perda financeira clara e objetiva”, refere o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, citado no comunicado.

Além desta situação, a Liga refere que tem contribuído para o “descalabro financeiro” das corporações de bombeiros “a falta de compensação financeira por parte do Ministério da Saúde, que não tem ajustado o necessário acréscimo de custos dos equipamentos de proteção individual” e as operações de retirada de idosos de lares de terceira idade, que ninguém quer assumir o pagamento.

A LBP sublinha que as associações humanitárias “dificilmente vão conseguir” sobreviver, estando em perigo a manutenção das corporações de bombeiros.

O apoio financeiro às associações humanitárias, aprovado este ano pela Assembleia da República, através da criação de um Fundo de Emergência “pode ser um alento nas frágeis finanças” das associações humanitárias, mas está “no horizonte um ano ainda mais difícil devido ao “fraco financiamento” proposto pelo Governo no Orçamento do Estado para 2021, sustenta a LBP.

Para a Liga, o Governo, com a atual proposta do Orçamento do Estado, está a “cavar a sepultura” das corporações de bombeiros e dos bombeiros voluntários, podendo o socorro às populações ficar em causa por falta de financiamento.

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