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PSP adquire viaturas com proteção balística para dar mais segurança aos polícias

Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança

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Foto: Arquivo

A PSP indicou, esta sexta-feira, que adquiriu 21 novas viaturas para o desempenho de missões policiais específicas e 15 desses carros foram reforçados com proteção balística para dar maior grau de segurança aos polícias.

Em comunicado, a direção nacional da Polícia de Segurança Pública adianta que as 21 novas viaturas foram distribuídas esta semana pelos comandos de Lisboa, Porto e Setúbal e pela Unidade Especial de Polícia (UEP).

Segundo a PSP, entre as 21 viaturas estão 15 carros de patrulhamento especializado e que foram reforçados com proteção balística em locais específicos da carroçaria e vidros resistentes à projeção de fragmentos, o que vai conferir maior grau de segurança aos ocupantes.

Esta força de segurança sublinha que estas 15 viaturas vão conferir “às equipas policiais maior mobilidade e capacidade de reação rápida armada perante ameaças que assim o exijam”.

O lote das 21 viaturas compreende ainda cinco carros preparados para o transporte de cidadãos detidos e um outro carro “especialmente preparado” para a subunidade operacional Centro de Inativação de explosivos e segurança do subsolo da UEP.

A PSP explica que se trata de 21 viaturas caracterizadas e preparadas de origem por empresas portuguesas para “o desempenho de missões policiais específicas, com as características técnicas definidas” pela Polícia.

Esta aquisição insere-se no âmbito da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança.

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Associação alerta para riscos da mudança da hora em tempos de confinamento

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono advertiu hoje que os efeitos potencialmente adversos causados pela mudança da hora podem acentuar-se devido ao confinamento obrigatório das pessoas na sequência da pandemia de covid-19.

O alerta de Miguel Meira Cruz, também diretor do Centro Europeu do Sono, surge na véspera da mudança para o horário de verão, que acontece na madrugada do próximo domingo, e pretende enfatizar “o risco que as alterações dos ritmos biológicos e do sono têm no desequilíbrio do sistema imunitário e no risco de infeção”.

“Dormir bem, suficiente e a horas certas, constituem medidas importantes para um aumento da imunidade e prevenção da doença”, defendeu à agência Lusa o coordenador da Unidade de Sono do Centro Cardiovascular da Faculdade de Medicina.

O investigador adiantou que “o surto do novo coronavírus (covid-19) que alarmou o mundo durante o último mês reforçou a importância de um aspeto essencial da vida e da prevenção em saúde pública e comunitária: os ritmos biológicos, nomeadamente o ritmo sono-vigília”.

Meira Cruz e Masaaki Miyazawa, imunologista e diretor da Escola de Ciências Médicas da Universidade de Kindai, no Japão, estão a analisar as interações que podem surgir entre o sistema temporal circadiano, o sistema imunitário, a fisiologia do sono e o desenvolvimento e propagação da doença covid-19.

“É indiscutível a importância que assume um relógio interno, mas este, como qualquer outro relógio que nos pretenda antecipar acontecimentos, tem que estar certo e coincidir com a realidade (neste caso a realidade solar parece ser a mais fiel)”, defendeu.

Neste contexto, alertou para os “riscos do desalinhamento horário”, que surgem após a mudança da hora, sobretudo para o horário de verão, e que se traduzem num risco aumentado de enfarte na semana após a mudança.

“Mudar a hora tem sempre um diferencial negativo face à passagem de fusos horários: é que quando mudamos de fuso horário durante uma viagem, o sol acompanha essa mudança, e sendo o sol o nosso principal dador de tempo, mais fácil e rapidamente nos adaptamos ao local de chegada”, explicou.

No caso da mudança da hora isto não sucede, o que complica com o sistema de equilíbrio e de adaptação do relógio biológico mestre e por isso tem consequências que são diferentes e potencialmente mais duradouras.

“Esta é aliás uma preocupação atual, dado que, por motivos relacionados com a condição de emergência que atravessamos, as pessoas estão confinadas a um ambiente entre quatro paredes” e muitas delas com pouco acesso à luz natural, um dos principais reguladores do seu tempo interior”.

Meira Cruz salientou que, apesar de esta medida de isolamento ser necessária, “não altera apenas o acesso à luz. Altera comportamentos e rotinas de que depende também a alimentação do nosso acerto horário”.

“No próximo domingo, para aumentar a confusão aos relógios, o horário vai mudar. Continuarão a existir as pessoas para as quais isso significará pouco e continuarão a existir aquelas para as quais isso é de suma importância”, disse, lamentando o facto de as consequências deste risco serem por vezes negligenciadas.

“Apesar daquilo que a ciência objetiva revela, a teimosia e ambição têm imperado nas decisões políticas relacionadas com o tema”, rematou.

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País

Pico da pandemia deverá ser adiado para final de maio

Covid-19

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Foto: Divulgação / Twitter

A ministra da Saúde anunciou hoje que o pico da pandemia de covid-19 deverá acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a conseguir abrandar a curva de infeções.

“De acordo com as nossas previsões, o pico da pandemia estará adiado para o final de maio, o que indica que as medidas de contenção adotadas, designadamente ficar em casa a não ser para ir trabalhar, estão a ser efetivas”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

“Estimamos que venhamos a ter um número muito elevado de pessoas com infeção, e isso coloca enorme pressão sobre o sistema de saúde e todos temos de fazer o que está ao nosso alcance para enfrentar o melhor possível aquilo que nos espera”, acrescentou a ministra da Saúde, vincando que “o objetivo é reduzir a transmissão da infeção e mitigar os efeitos da covid-19”.

Na conferência de imprensa diária, que atualizou o número de mortos para 100 óbitos, mais 24 do que na sexta-feira, enquanto o número de infetados subiu 902, para 5.170, a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, disse que “o pico da pandemia não será um dia único, mas sim um planalto com casos relativamente semelhantes durante vários dias”.

Questionada sobre se essa previsão incide na última ou na penúltima semana de maio, Graça Freitas explicou que as previsões são atualizadas diariamente e escusou-se a revelar ao pormenor as projeções, argumentando: “São projeções para efeitos de planeamento, não nos parece que seja útil, não por uma questão de falta de transparência, mas porque causaria expectativas sobre se lá chegamos ou não, e são apenas instrumentos de trabalho”.

A diretora-geral de Saúde disse ainda, quando questionada sobre as últimas estimativas relativamente aos números do pico, anteriormente colocados nos 21 mil, que é provável que o número semanal de casos seja maior.

“Provavelmente o número de casos em cada semana será superior ao que foi inicialmente calculado, mas superior de uma forma controlada porque temos tido medidas de contenção”, disse Graça Freitas.

“Temos de estar preparados para ter um número superior de casos, sendo que isso vai sempre depender do que conseguirmos baixar a pressão do vírus e do que o vírus vá contrariar, tentando infetar mais pessoas”, explicou a diretora-geral de Saúde.

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Marcelo pede que se mantenha respeito pela contenção no período da Páscoa

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República pediu hoje aos portugueses que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as normas de contenção para combate ao surto de covid-19, considerando que é uma tarefa coletiva que “Portugal está a vencer”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas após ter visitado a fábrica da farmacêutica Hovione, em Loures, acompanhado pelo ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, e pelo presidente deste município, Bernardino Soares.

No final da visita, perante os jornalistas, o Presidente da República deixou um pedido sobretudo aos cidadãos que não estão a trabalhar, numa altura em que se iniciam as férias da Páscoa.

“Agora que se aproxima o período da Páscoa, os que não estão a trabalhar e não têm de trabalhar, respeitem o apelo de contenção. É um apelo coletivo. No fundo, estamos perante uma tarefa coletiva, que estamos a viver, que estamos a vencer, porque a adesão dos portugueses é massiva, mas tem de continuar”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

O domingo de Páscoa calha este ano a 12 de abril e, de acordo com o calendário escolar 2019/20, as férias da Páscoa decorrem entre 30 de março e 13 de abril.

O Presidente da República salientou a tese de que o combate ao surto de covid-19 requer “um esforço continuo”.

“Isso implica que nós, no dia seguinte, não podemos perder aquilo que ganhámos na véspera ou na semana anterior. Estamos a ganhar o achatamento da curva, mas não podemos perder”, disse, numa alusão à evolução do número de infetados em Portugal ao longo da última semana.

Questionado se o Governo deverá apertar as regras do estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, “numa afirmação democrática de autoridade”, enunciou a preocupação de acompanhamento e controlo “no sentido de que não se trata de uma determinação ocasional” do executivo.

“Quando o Governo faz esses apelos ou toma essas decisões, é com base naquilo que os epidemiologistas dizem. Quando os especialistas pedem atenção à mobilidade num período tão longo como o da Páscoa, é para que não se comprometa um esforço que está a correr bem. Os portugueses têm de compreender isso”, insistiu.

Com esta visita a uma indústria do setor farmacêutico, o chefe de Estado disse que também pretendeu mostrar que “há portugueses que estão a trabalhar ao sábado e ao domingo” e, por outro lado, que a Hovione se encontra em laboração contínua na produção de medicamentos (parte para exportação) e de gel desinfetante.

“A economia mais a saúde não podem parar. Aqui estão muitos trabalhadores a trabalhar por Portugal”, acrescentou.

Portugal regista hoje 100 mortes associadas à covid-19, mais 24 do que na sexta-feira, enquanto o número de infetados subiu 902, para 5.170, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 24:00 de sexta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (44), seguida da região Centro (28), da região de Lisboa e Vale do Tejo (27) e do Algarve (1).

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