Seguir o O MINHO

Ave

Projeto de Famalicão pinta muro na Malásia para lembrar Fernão de Magalhães

No Bairro Português de Malaca

em

Foto: DR

Crianças e jovens lusodescendentes arregaçaram as mangas e ajudaram a pintar um muro no Bairro Português de Malaca inspirado na azulejaria portuguesa em homenagem ao navegador Fernão de Magalhães, que há 500 anos iniciou a primeira volta ao mundo.


A pintura do muro, com 10 metros de comprimento por três metros de largura e que decorre este fim de semana em Malaca, insere-se no projeto “Um traço por Magalhães” desenvolvido pelo centro artístico A Casa ao Lado, em parceria com a Associação Coração de Malaca, o Instituto Camões e o Movimento Internacional Lusófono.

Esta iniciativa assinala os 500 anos da primeira viagem de circum-navegação iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães, disse à agência Lusa Joana Bastos, da Associação Coração de Malaca e bolseira do Instituto Camões na cidade malaia.

A ilustração do muro está a ser realizada pelos artistas plásticos Joana Brito e Ricardo Miranda – que fundaram em 2005, em Vila Nova de Famalicão, A Casa ao Lado -, aos quais se juntaram crianças e jovens lusodescendentes e residentes no Bairro Português de Malaca, cidade conquistada pelos portugueses em 1511, na época no coração de um lucrativo comércio de especiarias.

Joana Bastos, que falava à Lusa a partir de Malaca, explicou que a pintura mural combina elementos da população de Malaca e da comunidade portuguesa, tendo como base os azulejos portugueses.

“É uma forma de juntar a comunidade portuguesa. Muitas crianças vieram ajudar-nos a pintar o mural”, disse Joana Bastos, sublinhando que um dos objetivos desta atividade passa por “estimular a criatividade” dos mais pequenos.

Mas, acrescentou, também “é uma forma de dar empoderamento às crianças e aos adolescentes para, a partir deste mural, poderem criar peças e começarem o seu próprio mural”.

Joana Brito, diretora artística do centro A Casa ao Lado, explicou, por seu turno à Lusa, que a organização se juntou às comemorações dos 500 da circum-navegação de Fernão de Magalhães e Elcano, que se estendem até 2022, pretendendo deixar “uma marca” da identidade portuguesa em vários locais do mundo.

No caso de Malaca, “a imagem criada foi dentro da azulejaria portuguesa, com formas circulares para fazer uma ligação ao mundo e à circum-navegação” e a imagem de um peixe, uma vez que era uma comunidade que se dedicava à atividade piscatória.

“Tentamos sempre fazer uma ligação para cada local e, portanto, todos os murais feitos com a comunidade vão ser sempre diferentes mediante a realidade local”, disse a artista.

O objetivo é tentar trabalhar em cada local com “o máximo da comunidade portuguesa”, mas também com a comunidade local, disse, considerando que “faz todo o sentido essa ligação”.

Embora a pintura seja a base de trabalho, é “mais uma desculpa” porque o importante é que se consigam tirar resultados deste processo ao nível do ‘merchandising’, do turismo, mas também que a comunidade possa criar peças a partir deste trabalho.

“A partir do momento em que vamos embora, a comunidade é que fica a tomar conta do projeto e isso é o mais importante. É quase ajudar a criar uma identidade de algum local específico”, rematou Joana Brito.

O artista plástico Ricardo Miranda confessou à Lusa, ter “um orgulho muito grande” em poder levar “a cultura portuguesa para o resto do mundo e, principalmente, para aquele ponto onde os portugueses já passaram e deixaram as suas referências culturais”, como em Malaca.

Ricardo Miranda avançou que este projeto vai percorrer 22 locais do mundo nos próximos dois anos e que depois “haverá outras aventuras”.

Anúncio

Ave

Mau cheiro causado por pecuária em Famalicão leva PAN a questionar o governo

Fradelos

em

Foto: DR

O PAN voltou a questionar o Ministério da Agricultura sobre exploração pecuária em Fradelos, no concelho de Famalicão.

O partido já tinha levado o caso ao governo em março, contudo, refere em comunicado, “perante a aparente inoperância das entidades, a falta de resposta da tutela e as contínuas denúncias por parte dos cidadãos”, insistiu no pedido de esclarecimento sobre a situação.

“Pretendemos que a ministra Maria do Céu Albuquerque venha dar resposta ao PAN e às populações que se têm queixado nomeadamente em face dos maus odores. Queremos perceber em que condições, e se dentro da legalidade, está a funcionar esta exploração pecuária e se, como consta, a tutela aprovou o aumento da capacidade de produção da mesma, não obstante as várias queixas e denúncias”, refere Sandra Pimenta, porta-voz da Concelhia do PAN Famalicão, citada em nota de imprensa.

O PAN quer saber se a empresa procedeu ou não a medidas de mitigação dos maus cheiros que lhe foram determinadas, bem como conhecer que outras medidas de reposição da legalidade foram exigidas pela tutela com vista a mitigar o impacte ambiental e a qualidade de vida da população.

Segundo o PAN, a empresa em questão poderá incorrer num crime de desobediência, face ao incumprimento de um mandato da Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT), datado de 2018, no sentido de condenar a empresa a proceder a um conjunto de operações de limpeza, de que decorreu uma participação ao Ministério Público junto do Tribunal Judicial de Famalicão.

“Contudo e apesar do referido, a empresa continua alegadamente a operar de forma impune diariamente privando a população de abrir portas e janelas e de viver num ambiente sadio”, critica.

Segundo o PAN, para além do processo junto da IGAMAOT, têm “proliferado” as queixas junto das mais diversas entidades, como são os casos da Agência Portuguesa do Ambiente, da DRAP-N, da CCDR Norte, do SEPNA, da USP/delegado saúde pública e do presidente Câmara de Famalicão e respetivo vereador com o pelouro do Ambiente.

No caso da DRAP-N, que procedeu a uma avaliação da concentração de odores, acrescenta o partido que este organismo chegou a remeter a 4 março de 2019 uma informação ao delegado de saúde, confirmando “objetivamente a presença de odor intenso” na envolvente da pecuária, tendo, perante esta avaliação, a Autoridade de Saúde informado que “não iria dar parecer favorável à emissão da Licença de Exploração para a pecuária”.

Continuar a ler

Ave

Jovem ameaçava a namorada em Celorico de Basto e foi detido com arma ilegal

Violência doméstica

em

Foto: GNR

Um jovem de 25 anos foi detido, na terça-feira, por posse ilegal de arma, no âmbito de investigação por violência doméstica, em Ribas, no concelho de Celorico de Basto, anunciou a GNR.

Em comunicado, a força militar refere que a investigação “durava há dois meses”, tendo sido apurado “que o indivíduo ameaçava e coagia psicologicamente a sua ex-namorada de 22 anos.

No cumprimento de dois mandados de busca, um em residência e outro numa viatura, foram apreendidos uma arma de fogo, 11 cartuchos não deflagrados e 16 cartuchos deflagrados.

O suspeito foi constituído arguido.

Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Braga.

Continuar a ler

Ave

Confessou ter matado amigo em Famalicão mais de dez anos depois

Ministério Público

em

Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusou um homem de, no verão de 2006 ou 2007, ter matado um amigo, em Famalicão, adiantou hoje a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

Segundo a acusação, o arguido, dando conta da morte da vítima, enterrou-a no local do crime, um pinhal ermo, tendo o próprio vindo a denunciar os factos a 04 de agosto de 2018.

No verão de 2006 ou 2007, o arguido disparou com uma caçadeira contra o amigo quando este estava de costas para si e não a mais de seis metros, referiu a procuradoria.

A vítima mortal era toxicodependente e procurava, na ocasião, vender a espingarda caçadeira de dois canos sobrepostos serrados com que foi efetuado o disparo, tendo a ida para o pinhal o objetivo de a experimentar.

Por isso, o arguido está acusado pelos crimes de homicídio qualificado agravado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

Continuar a ler

Populares