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Preços da banda larga móvel em Portugal ainda são “relativamente caros”

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Os preços da banda larga móvel na União Europeia (UE) caíram em 2018, mas em Portugal estes custos ainda são “relativamente caros”, variando entre 14,99 e 32,51 euros mensais, acima da média comunitária, divulgou hoje Bruxelas.

“Os resultados do novo estudo mostram que os preços da banda larga móvel caíram em 2018 nos países da UE”, indica a Comissão Europeia na sua página na internet, onde divulga hoje um relatório sobre o tema.

Bruxelas precisa que, dentro da UE, este tipo de serviços é mais caro na República Checa e no Chipre, seguindo-se os países com preços “relativamente caros” como Portugal, Bélgica, Holanda, Irlanda, Croácia, Malta, Hungria, Grécia e Eslováquia.

Já com preços “relativamente baratos”, a Comissão Europeia identifica a Eslovénia, Letónia, Estónia, Lituânia, Roménia, Suécia, Dinamarca, Bulgária, Alemanha e Espanha, enquanto os países mais baratos são Itália, Polónia, Áustria, França, Reino Unido, Luxemburgo e Finlândia.

Em causa está um relatório do departamento de comunicações e tecnologia da Comissão Europeia, que analisou vários pacotes de telecomunicações dos principais operadores nos 28 Estados-membros, abrangendo internet, chamadas de voz e mensagens de texto.

Em Portugal, foram analisadas ofertas da Meo, Vodafone e Nos.

“Em comparação com os outros Estados-membros, os preços para banda larga móvel e telefone em Portugal são, de acordo com as ofertas analisadas, ligeiramente mais caros do que a média da UE”, observa Bruxelas no documento.

Segundo o executivo comunitário, nenhum dos pacotes em causa “era mais barato do que a média europeia”.

O pacote mais barato apontado no relatório pertence à Nos e inclui 200 megabytes de internet e chamadas e mensagens de texto, custando 14,99 euros. Este valor compara com 12,20 euros de média na UE.

Já o mais caro inclui três gigabytes de internet e cinco mil minutos para chamadas e mensagens de texto, num custo mensal de 32,51 euros. Aqui, a média comunitária ronda os 29,87 euros.

Quanto às ofertas apenas relativas a dados móveis, os preços variam entre 18,76 euros (contra 16,02 euros de média na UE) e os 31,26 euros (contra 27,76 euros de média na UE).

No relatório, Bruxelas adianta que os valores baixaram em Portugal no ano passado face a 2017, exemplificando que os utilizadores de cinco gigabytes de internet móvel, 100 chamadas e 140 mensagens de texto observaram uma “forte queda” dos preços, em cerca de 40%.

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Apesar da greve, voos da Ryanair continuam a decorrer

Greve de tripulantes

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Foto: DR / Arquivo

A Ryanair informou que todos os voos que tiveram Portugal como origem ou destino decorreram este domingo de manhã como planeado, com 96% de pontualidade, apesar da greve dos tripulantes da companhia de aviação ‘low cost’, que hoje termina.

Numa nota publicada no seu sítio na Internet, a companhia de aviação salienta que hoje, até às 10:00, todos os voos iniciais com destino ou que partiram de Portugal saíram “como planeado e com 96% de pontualidade (devido a alguns atrasos no controlo de tráfego aéreo)”.

“Não esperamos quaisquer problemas nos voos para/desde Portugal no resto do dia”, acrescentou a Ryanair.

A Ryanair salienta ainda que no sábado, quarto dia de greve, a empresa “completou” os 198 voos programados para ou desde Portugal, dos quais 90% cumpriram o horário, tendo transportado 36.000 passageiros.

A empresa opera em Portugal em Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada.

A greve dos tripulantes, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), teve início na passada quarta-feira e termina hoje.

A paralisação conta com serviços mínimos decretados pelo Governo, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

Na base desta greve está, segundo o SNPVAC, o facto de a Ryanair continuar a “incumprir com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ao número de dias de férias e à integração no quadro de pessoal dos tripulantes de cabine contratados através das agências Crewlink e Workforce”.

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António Costa “está com medo de que os votos da esquerda fujam para o BE”

Rui Rio sobre António Costa

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Foto: DR

O líder do PSD, Rui Rio, disse este sábado que as críticas de António Costa ao Bloco de Esquerda refletem “ingratidão” e o “medo” que o Partido Socialista tem em “perder” votos para os bloquistas nas eleições legislativas.

“O que eu pessoalmente não acho bonito – e isso eu não faço – é, por exemplo, o que está a fazer o Partido Socialista, que andou com o Bloco de Esquerda de braço dado durante quatro anos […] e agora que precisa está com medo de que os votos da esquerda fujam para o BE”, disse Rui Rio.

O líder socialista, António Costa, sugeriu hoje, em entrevista ao semanário Expresso, que o BE “vive na angústia de ter de ser notícia”, enquanto o outro parceiro da ‘geringonça’, o PCP, tem outra “maturidade institucional”.

“Não quero ser injusto, mas são partidos de natureza muito diferente. O PCP tem uma maturidade institucional muito grande. Já fez parte dos governos provisórios, já governou grandes câmaras, tem uma forte presença no mundo autárquico e sindical, não vive na angústia de ter de ser notícia todos os dias ao meio-dia… Isto permite uma estabilidade na sua ação política que lhe dá coerência, sustentabilidade, previsibilidade, e, portanto, é muito fácil trabalhar com ele”, disse.

Já sobre os bloquistas, o também primeiro-ministro referiu que, “hoje, a política tem não só novos movimentos inorgânicos do ponto de vista sindical, como também novas realidades partidárias que se expressam”.

“Há um amigo meu que compara o PCP ao Bloco de uma forma muito engraçada: é que o PCP é um verdadeiro partido de massas, o Bloco é um partido de mass media. E isto torna os estilos de atuação diferentes. Não me compete a mim dizer qual é melhor ou pior, não voto nem num nem no outro”, disse.

Em declarações aos jornalistas, durante a 40.ª edição da AGRIVAL – Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Rui Rio afirmou que as críticas de António Costa ao Bloco de Esquerda são uma “tática política”.

“Nós não devemos andar na política à espera de gratidão, efetivamente não, mas a ingratidão não é uma coisa bonita. Aquilo que eu noto e leio naquela entrevista é efetivamente uma relação com quem o apoiou que mostra uma forma de estar”, referiu o líder do PSD, adiantando que este é “um divórcio violento”.

Apesar de o social-democrata considerar que as críticas de António Costa refletem o “medo” em perder votos à esquerda, acredita que o único partido de alternativa ao atual Governo é o PSD.

“Só dois partidos é que podem ter aspirações a ganhar as eleições, os outros aspiram naturalmente a ter o melhor resultado possível. Agora, alternativa ao atual Governo do Partido Socialista só há o PSD, isso não há por onde fugir […]. É assim há muitos anos e é assim que vai continuar a ser”, referiu.

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Rio diz que comentário de António Costa ao programa eleitoral do PSD não é adequado

Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou este sábado que o comentário de António Costa ao programa eleitoral do Partido Social-Democrata (PSD) “não é adequado”, salientando que não é uma “marca” do seu partido “prometer tudo a todos”.

“Ele [António Costa] não disse que o PSD tem um mau programa eleitoral, disse que no programa eleitoral do PSD se prometia tudo a todos, que é exatamente aquilo que eu não faço. Mas depois também confessou que não leu o programa, portanto é normal que quem não leu o programa possa fazer um comentário que não é adequado ao programa”, disse Rui Rio.

O social-democrata falava na sequência das declarações do secretário-geral do PS, António Costa, em entrevista ao semanário Expresso.

Na entrevista, António Costa classificou o programa eleitoral do PSD de Rui Rio como um “mau exemplo” que promete “tudo a todos”.

“Pareceu-me um mau exemplo do que deve ser um programa de um partido que pretende ser Governo. Para isso, não pode prometer tudo a todos”, disse António Costa, embora confessando não ter lido ainda o documento “de fio a pavio”.

Em declarações aos jornalistas, durante a 40.ª edição da AGRIVAL – Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Rio salientou que o programa eleitoral do partido apenas “promete as contas todas”, nomeadamente “um cenário macroeconómico estável”.

“Temos um cenário macroeconómico estável que ele [António Costa] refere na entrevista que também o fez há quatro anos, só que nada daquilo que ele disse se verificou, erram completamente o cenário macroeconómico. O nosso naturalmente está feito com outra prudência para não prometer tudo a todos, porque prometer tudo a todos é o que todos fazem e eu isso não faço”, concluiu.

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