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Ponte do século XV em Arcos de Valdevez em vias de classificação

Património

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Foto: CM Arcos de Valdevez

A ponte de Cabreiro, em Arcos de Valdevez, cuja construção terá sido iniciada na segunda metade do século XV, entrou hoje em processo de classificação como imóvel de interesse nacional, segundo anúncio publicado em Diário da República (DR).

A abertura do procedimento de classificação, publicada hoje em DR e assinada pelo subdiretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, refere que “a fundamentação, o despacho, a planta do imóvel em vias de classificação e a respetiva zona geral de proteção estão disponíveis nas páginas eletrónicas daquela entidade, bem como da Direção Regional de Cultura do Norte e Câmara de Arcos de Valdevez”.

De acordo com informação que consta no sítio oficial na Internet da Câmara de Arcos de Valdevez, “a ponte, localizada sobre o rio Cabreiro, liga as povoações de Igreja e Sobreira”.

Na publicação, a ponte é apontada como “um dos exemplares mais característicos da arquitetura civil da Idade Média e Moderna existente em todo o concelho”.

A ponte agora em vias de classificação “caracteriza-se por uma arquitetura global bastante interessante, apresentando dois arcos desiguais, excetuando o da margem direita, sendo o maior de volta perfeita e siglado”.

“Nas aduelas e parapeito apresenta um aparelho com silhares, e na restante estrutura blocos afeiçoados de trabalho mais grosseiro. O pegão central é de secção quadrangular e o talha-mar e talhante em forma de prisma triangular. O tabuleiro desce desde o meio da estrutura até à margem direita do rio”, especifica.

Segundo a publicação, “cronologicamente a sua construção situa-se na segunda metade do século XV, como parece atestar a inscrição de grandes dimensões patente na aduela do arco em ogiva, e que remete a obra para ano de 1462, empreendida por um abade local, Afonso Anes, criado de Dom Leonel de Lima”, sendo que “na Época Moderna teve uma possível intervenção ao nível arco de volta perfeita”.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez explicou que a classificação daquela travessia foi proposta pela autarquia, há três meses, em articulação com a Junta de Freguesia, inserida na estratégia municipal de valorização do património cultural”.

“Não só para garantir a sua conservação e valorização, mas também para constituir mais um atrativo turístico do concelho, uma vez que a ponte de Cabreiro está situada nas imediações da ecovia do rio Vez, próximo dos passadiços das Lagos do Vez, recentemente inaugurados“, adiantou João Manuel Esteves.

O novo troço da ecovia de Loureda/Cabreiro, num investimento de cerca de 200 mil euros, foi inaugurado em abril com o objetivo de “melhorar e consolidar a rede de mais de 300 quilómetros de percursos de Arcos de Valdevez, através da ligação, por passadiço, de um troço de ecovia, que fica entre o Poço das Caldeiras, freguesia de Loureda, e São Sebastião, freguesia de Cabreiro”.

O novo trajeto “desenvolve-se de forma contínua ao longo do rio, em passadiços”, sendo que o “percurso contribui para valorizar o património natural existente”.

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