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Ponte de Lima instala videovigilância nos acessos às florestas após grandes incêndios

Incêndios

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Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Câmara de Ponte de Lima, em parceria com a Polícia Judiciária, vai instalar sistemas de videovigilância de deteção de incêndios, após o “aumento significativo” de ignições registadas este mês, a “maioria com origem em comportamentos humanos”.


“O sistema de videovigilância para deteção de incêndios vai começar a ser instalado na próxima semana em todos os acessos florestais do concelho, para prevenir a ocorrência de novos incêndios. Quem vai operar esse sistema de videovigilância é a Polícia Judiciaria (PJ)”, disse à agência Lusa o vereador da proteção civil da Câmara de Ponte de Lima (CDS), Vasco Ferraz.

Contactado pela Lusa, a propósito de uma nota de imprensa hoje emitida pela comissão distrital de proteção civil de Viana do Castelo, Vasco Ferraz adiantou que, “só este mês, foram registados em Ponte de Lima mais de 40 ignições”, e estimando a área ardida “em mais de 500 hectares”.

O responsável adiantou que aquele sistema, que representa um investimento de cerca de quatro mil euros, “é muito eficaz” por “permitir detetar um incêndio, o infrator a atear o incêndio ou simplesmente fazer a monitorização das vias que dão acesso ao local e, através da identificação da matrícula, chegar aos fogos”.

“A partir daí, a PJ investiga e até poderá recolher prova”, sustentou Vasco Ferraz, adiantando que “a maioria das ignições terá tido mão criminosa”.

Na nota hoje enviada às redações, a comissão distrital de proteção civil de Viana do Castelo adianta que “a implementação daqueles sistemas de videovigilância permitirá às Forças de Segurança e Polícia Judiciária uma rápida intervenção”.

Segundo dados hoje avançados por aquela estrutura, presidida pelo autarca de Caminha, Miguel Alves, “em 26 dias de julho ocorreram 145 ignições, 68 das quais em apenas oito dias e, destas, cerca de 60% nos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte de Lima”.

“Analisando as ocorrências, prevê-se que a maioria, direta ou indiretamente, tem origem em comportamentos humanos, pelo que se apela aos cidadãos que assumam e pratiquem comportamentos que contribuam para a diminuição do risco de ignição, não usando fogo junto das áreas florestais e informando as autoridades sobre qualquer situação suspeita, adianta a nota.

Segundo a comissão distrital de proteção civil, “apesar das dificuldades deparadas pela dispersão dos meios pelas várias ignições praticamente simultâneas, o sucesso das operações tem sido visível, com a envolvência de todos os agentes de proteção civil, entre outras entidades cujo apoio é fulcral”.

A nota adianta ter sido “solicitado à tutela o reforço de meios, em particular de efetivos das forças de segurança, para vigilância mais ativa das áreas florestais de modo a colmatar e minimizar o desenvolvimento de novas ocorrências”.

“Nos próximos dias o efetivo de patrulhamento e vigilância das autoridades será reforçado, nomeadamente em espaços rurais e florestais que apresentem riscos mais elevados de incêndio”, acrescenta.

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Alto Minho

Um trabalhador infetado e quatro em isolamento numa fábrica de Arcos de Valdevez

Covid-19

em

Foto: DR

Um trabalhador da fábrica Mora, sediada em Arcos de Valdevez, testou positivo para a covid-19, confirmou O MINHO junto de fonte da empresa. Outros quatro trabalhadores foram dispensados para recolher a isolamento obrigatório nos seus domicílios.

De acordo com Jorge Hilário, diretor-geral da Mora Portugal, a empresa continua a laborar, uma vez que tem adotado várias medidas do plano contigencial que evitam possíveis contágios. No entanto, quatro colaboradores que estiveram junto à pessoa contagiada foram colocadas em quarentena após recomendação da delegada de saúde daquele concelho do Alto Minho.

“Temos um caso positivo. A pessoa em causa acusou sintomas de febre na passada terça-feira, pelo que lhe dissemos para ficar em casa e contactar a saúde 24”, explica a O MINHO o diretor-geral, assegurando que é “prática recorrente” sempre que alguém apresente sintomas associados ao novo coronavírus.

“O próprio funcionário disse logo ao chefe que iria fazer teste de despiste por livre vontade, mas a verdade é que, depois desse episódio na terça-feira, não voltou a apresentar quaisquer sintomas”, conta o responsável da empresa.

“Hoje, pelas 7:00 horas, fomos informados que o trabalhador em causa tinha testado positivo, pelo que tomei logo conta da situação e segui o protocolo, ligando para a Saúde 24, que me deu instruções. Às 7:30 falei com a delegada de saúde e ela confirmou as instruções que me tinham dado através daquela linha de atendimento médico, passando a delegada a tomar conta da ocorrência”, acrescentou Jorge Hilário.

A empresa recolheu o nome dos quatro trabalhadores que estiveram mais próximos à pessoa infetada e estes já não entraram ao trabalho, que seria pelas 08:00 horas desta sexta-feira.

Jorge Hilário diz que agora os quatro colaboradores também vão ser rastreados e ficam em casa enquanto aguardam o resultado dos testes.

Sobre a laboração não ter sido interrompida, o engenheiro explica que foram feitos alguns ajustes perante os cerca de 100 trabalhadores, mas que tem a ver por uma questão de precaução, uma vez que não existe proximidade no local de trabalho entre os colaboradores. “Temos umas instalações novas, amplas, e todos trabalham separados por acrílicos, o que nos dá alguma segurança para crer que não existiu contágio”, disse o responsável.

No entanto, o diretor-geral reforça que, na próxima segunda-feira, quando já se saberá o resultado dos restantes trabalhadores, não possa mudar o protocolo, uma vez que caso existam muitos casos, a empresa pode mesmo parar a laboração. Todavia, a empresa continua em plenas funções durante o fim de semana.

O último relatório divulgado pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, a que O MINHO teve acesso, indicava onze casos ativos de covid-19 no concelho de Arcos de Valdevez, num total acumulado de 94 casos desde o início da pandemia. Há 74 pessoas recuperadas e nove óbitos a lamentar.

Portugal regista hoje mais 6 mortos e 780 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 67.176 casos de infeção confirmados e 1.894 mortes.

Há ainda 45.053 recuperados, mais 259 do que ontem.

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Braga

Homem encontrado morto num bosque do Gerês

Óbito

em

Foto: DR

Um homem, com cerca de 65 anos, foi encontrado morto esta sexta-feira num bosque na vila do Gerês, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

De acordo com Lino Oliveira, 2.º comandante dos Bombeiros de Terras de Bouro, o corpo terá sido encontrado em zona florestal junto às termas da vila do Gerês.

No local estão os Bombeiros de Terras de Bouro, a GNR e as autoridades de saúde para atestar o óbito.

Ao que apurámos, o homem, conhecido como ‘Corso’, é uma figura bastante conhecida daquela vila termal.

A Polícia Judiciária foi chamada para investigar as causas da morte.

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Braga

Presidente da Câmara de Braga associa-se à campanha ‘Vacina para Todos’

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, é uma das mais de cem personalidades portuguesas que se associaram à campanha ‘Vacina para Todos’, que defende o acesso universal e gratuito à vacina da covid-19, anunciou hoje a autarquia.

Os signatários consideram estas vacinas como um “bem comum global”, devendo ser “livres de qualquer direito de patente pertencente a qualquer pessoa”.

Para Ricardo Rio, citado em nota de imprensa, é fundamental garantir um acesso universal à futura vacina, independentemente da nacionalidade ou capacidade económica: “A covid-19 e os seus efeitos são mais significativos na população mais carenciada, pelo que se torna imperativo assegurar a vacinação a todos”.

O autarca sublinha que esta “é a única forma de combater eficazmente a pandemia” e esta campanha não pretende impor a vacinação, mas “garantir o acesso a todas as pessoas que se queiram vacinar”.

Lançada em Portugal pela Academia de Líderes Ubuntu, um projecto do Instituto Padre António Vieira, a campanha associa-se à iniciativa “Declare covid-19 vaccine a global common good” do Prémio Nobel da Paz Mohammad Yunus,

António Ramalho Eanes, Joana Marques Vidal, Bagão Félix, D. Manuel Clemente, D. José Tolentino de Mendonça, Marçal Grilo, Isabel Alçada, Isabel Jonet, Silva Peneda, Lídia Jorge, Luís Represas, Laborinho Lúcio, Margarida Balseiro Lopes, Nuno Lobo Antunes, Morais Sarmento, Pedro Norton de Matos e Pedro Roseta são algumas das 118 personalidades portuguesas, das mais diversas áreas, que se associaram a esta iniciativa.

A campanha ‘Vacina para Todos’ defende a criação de um mecanismo que determine o “retorno justo dos investimentos em pesquisa para a descoberta de uma vacina covid-19”.

Por outro lado, consideram os signatários, “os resultados da investigação devem ser do domínio público, disponibilizando-os a qualquer unidade de produção que se comprometa a operar sob rigorosa supervisão regulamentar internacional e somente para essas unidades”.

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