Seguir o O MINHO

Alto Minho

Ponte de Lima é o concelho do Minho onde mais ardeu e o 8.º no país

Relatório do ICNF

em

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Com 782 hectares de área ardida, Ponte de Lima é o concelho do Minho mais fustigado pelos incêndios, este ano.


Segundo relatório do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), de 1 de janeiro a 31 de julho, o município limiano é o 8.º no país com maior área ardida.

Na lista dos 20 maiores incêndios no país, Ponte de Lima entra por três vezes (é o único concelho minhoto).

O incêndio em Facha (25 de julho) foi o 12.º maior incêndio no país, este ano, com 397 hectares de área ardida, Vitorino de Piães (16 de julho) aparece em 17.º com 158 hectares queimados, seguido de Fornelos (14 de julho) em 18.º com 136 hectares devorados pelas chamas.

A lista é liderada pelo incêndio de Oleiros, em Castelo Branco, que consumiu 5.570 hectares.

Consideram-se grandes incêndios sempre que a área ardida total seja igual ou superior a 100 hectares.

Braga é 2.º distrito do país com maior número de incêndios

O distrito de Braga é o segundo do país com maior número de incêndios (462) – atrás do Porto (1.474) – mas é dos que têm menor área ardida (646 hectares).

Segundo o ICNF, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão (não ultrapassam 1 hectare de área ardida).

Já o distrito de Viana do Castelo tem menor número de incêndios (301), mas uma área ardida superior (1.032 hectares).

Vila Verde é o sexto concelho do país com maior número de incêndios (101) apresentando uma área ardida de 118 hectares.

Mais de 24 mil hectares arderam nos primeiros sete meses do ano em Portugal

Ponte de Lima é o 8.º (78 incêndios), mas com uma área ardia bem superior (782 hectares).

Arcos de Valdevez surge em 10.º com 74 incêndios e 88 hectares ardidos.

A base de dados nacional de incêndios rurais regista, no período compreendido entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2020, um total de 5 294 incêndios rurais que resultaram em 24 680 hectares de área ardida, entre povoamentos (12013 ha), matos (8247 ha) e agricultura (4420 ha).

Comparando os valores do ano de 2020 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 43% de incêndios rurais e menos 34% de área ardida relativamente à média anual do período. O ano de 2020 apresenta, até ao dia 31 de julho, o valor mais reduzido em número de incêndios e o 6.º valor mais baixo de área ardida, desde 2010.

Anúncio

Viana do Castelo

Novo hotel de 7,7 milhões abre em 2022 e vai criar 35 empregos em Viana

Hotelaria

em

Foto: DR

O grupo B&B Hotels vai iniciar em dezembro, em Viana do Castelo a construção de um hotel, de 7,7 milhões de euros, para abrir em 2022 e criar 35 novos empregos, disse hoje o responsável em Portugal.

Em declarações à agência Lusa, Torcato Faria disse que “os 35 novos postos de trabalho, diretos e indiretos, serão preenchidos com recursos humanos recrutados na região e formados pelo grupo”.

A nova unidade hoteleira vai ficar instalada num quarteirão situado entre as ruas Tenente Coronel Afonso do Paço e a estrada da Papanata, junto à ponte Eiffel, no centro da cidade de Viana do Castelo.

O início da construção está previsto para “a primeira quinzena de dezembro”, e implicará a “demolição de antigos armazéns” instalados nos terrenos adquiridos pelo grupo, estimando-se a abertura do hotel “em abril de 2022”.

A unidade de três estrelas, com 116 quartos, “é a décima sétima de 34 que o grupo está ou se prepara para construir em Portugal”.

O responsável em Portugal da multinacional adiantou que a área de implantação do novo hotel ronda os quatro mil metros quadrados.

O hotel “terá rés-do-chão e, em parte, o edifício terá quatro pisos, sendo que na área de colmatação, que encosta a um outro imóvel, terá um quinto piso”, especificou.

A construção do novo hotel foi avançada pela Lusa em janeiro de 2019. Hoje, na Câmara de Viana do Castelo, foi formalizado o contrato de investimento.

Torcato Faria adiantou que o grupo estima “fechar o ano de 2020 com entre 620 e 640 hotéis” espalhados por todo o mundo.

“Estamos a abrir dois hotéis por semana. Veremos se chegamos aos 620/640 até final do ano”, reforçou.

Continuar a ler

Alto Minho

Movimento SOS Serra d’Arga pede audiência a Marcelo

Após aprovação da nova lei das minas

em

Foto: Facebook de Susana Araújo / Grupo "Movimento SOS Serra d'Arga"

O movimento cívico que contesta a prospeção e exploração mineira na Serra d’Arga, no Alto Minho, pediu uma audiência urgente ao Presidente da República, após a aprovação pelo Governo da nova lei das minas.

Em comunicado, o movimento SOS Serra d’Arga explicou que, após a aprovação daquele decreto-lei, na quarta-feira, pelo Conselho de Ministros, “cabe agora” ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “promulgar o referido normativo”.

A Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

A Serra d’Arga está atualmente em fase de classificação como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional, numa iniciativa conjunta daqueles quatro concelhos.

O processo que deverá estar concluído no início de 202l, para garantir a proteção daquele território.

Na nota hoje enviada à Lusa, o movimento cívico adiantou que, além da audiência ao chefe de Estado, “solicitará audiências a todos os grupos parlamentares, instando-os a usarem de todos os instrumentos de fiscalização ao seu dispor, nomeadamente a fiscalização do decreto-lei de forma a corrigir eventuais deficiências e obrigar ao debate da matéria”.

O movimento SOS Serra d’Arga acrescentou ter “agendada para o dia 23 uma reunião por videoconferência com o ministro do Ambiente e Transição Energética e com o secretário de Estado Adjunto e da Energia”.

“O movimento questionará o senhor ministro, entre outros assuntos, acerca do conteúdo do decreto-lei e em que medida foram ou não acolhidas as propostas/sugestões que resultaram da consulta pública e consulta aos municípios, através da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que se pronunciou desfavoravelmente”.

O Conselho de Ministros aprovou, na quarta-feira, a nova lei das minas, que prevê padrões de sustentabilidade ambiental “mais exigentes”, a repartição dos benefícios económicos com as populações e dá mais poderes aos municípios.

“Foi aprovada a regulamentação de Lei de Bases dos recursos geológicos no que respeita aos depósitos minerais”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

Numa nota enviada à comunicação social, o Ministério do Ambiente refere que aquele decreto-lei “vem assegurar que a prospeção, pesquisa e aproveitamento de depósitos minerais apenas possa ser desenvolvida obedecendo aos princípios do ‘green mining'”.

Neste sentido, segundo o Governo, a nova lei das minas prevê o “cumprimento dos mais exigentes padrões de sustentabilidade ambiental na atividade de extração dos recursos do domínio público do Estado, garantindo a máxima valorização económica em benefício do país”.

As novas regras vêm também reforçar a “disponibilização de informação” e a “participação pública, com a intervenção dos municípios, assegurando-se maior transparência dos procedimentos administrativos”, bem como a “repartição justa dos benefícios económicos da exploração entre o Estado, os municípios e as suas populações”, garante o Ministério do Ambiente.

Também na quarta-feira, o Ministério do Ambiente divulgou que estão propostas, até ao momento, 11 áreas para o concurso para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de lítio, que deverá ocorrer no terceiro trimestre do próximo ano.

Em comunicado, o ministério dá conta de que “neste momento estão propostas 11 áreas para integrar o concurso de prospeção e pesquisa de lítio”, sem, no entanto, especificar em que localidades se inserem aquelas áreas.

A intenção de levar a cabo o concurso no próximo ano tinha sido já incluída na proposta de Orçamento do Estado para 2021, apresentada na segunda-feira, mas o Ministério do Ambiente adianta agora que o pretende “lançar no terceiro trimestre de 2021”.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o movimento SOS Serra d’Arga assegura que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo o Orçamento do Estado de 2020, o Governo quer criar um cluster’ do lítio e da indústria das baterias, prevendo lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Professor e aluno do Politécnico de Viana premiados em conferência internacional

Por artigo científico sobre criptomoedas

em

Rui Carreira e Pedro Pinto. Foto: Divulgação / IPVC

O docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Pedro Pinto, e o aluno de Engenharia Informática e atual estudante do Mestrado de Cibersegurança, Rui Carreira, foram premiados com o “Best Application Paper Award”, pelo trabalho publicado na conferência internacional Blockchain’20, realizada online a partir de L’Aquila – Itália, entre 7 e 9 de outubro.

A distinção foi atribuída pelo artigo científico que apresenta uma solução para a geração de comprovativos de propriedade e proveniência de criptomoedas.

O artigo “A Framework for On-Demand Reporting of Cryptocurrency Ownership and Provenance” da autoria de Rui Carreira e Pedro Pinto, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e António Pinto, docente do Instituto Politécnico do Porto, acabou por ser considerado o melhor no âmbito das aplicações da conferência.

Um trabalho que, de acordo com os autores, alerta para algumas questões que têm de ser resolvidas no âmbito da utilização das criptomoedas. “Hoje, além das moedas tradicionais utilizadas para transações financeiras, temos disponíveis as chamadas criptomoedas que utilizam a tecnologia Blockchain, como o Bitcoin e Ethereum, que são utilizadas também como meio de pagamento de bens e serviços. O problema é que estas carteiras de criptomoedas não permitem a identificação direta do seu proprietário e o rastreamento da proveniência dos seus valores. No entanto, há situações em que um cidadão tem de provar a propriedade e a proveniência de determinados valores transacionados”.

Os autores apontam exemplos práticos: “Em Portugal, se um cidadão quer adquirir um imóvel de 250.000€ tem de reportar esta aquisição à Autoridade Tributária e, se for auditado, tem de prestar provas da propriedade e proveniência desse valor, mesmo que tenha utilizado uma criptomoeda para este pagamento”.

Nesse sentido, os autores apresentam como solução uma nova aplicação que permite, de forma expedita e totalmente digital, gerar comprovativos de propriedade e proveniência de valores de uma ou várias carteiras de criptomoedas.

A Conferência Internacional de Blockchain e Aplicações (Blockchain’20) reuniu pelo segundo ano investigadores de blockchain e inteligência artificial (IA) tendo sido, ao longo de três dias, partilhadas ideias, projetos e avanços associados a essas tecnologias e os seus domínios de aplicação.

A conferência Blockchain’20 permite aos investigadores e profissionais a oportunidade de trabalhar e publicar os seus desenvolvimentos nesta linha de investigação promissora que envolve a tecnologia blockchain, identificando e resolvendo questões críticas relacionadas, e também apontando para desafios futuros na sua aplicação.

Continuar a ler

Populares