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PM saúda acordo entre Fectrans e ANTRAM e espera que seja exemplo

Um dos sindicatos chegou a acordo com ANTRAM

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O primeiro-ministro, António Costa, saudou esta quarta-feira o acordo alcançado entre a ANTRAM e a Fectrans, afirmando que “imperou o bom senso e o diálogo”, e desejou que seja um “exemplo seguido por outros”.

“Saúdo vivamente o acordo alcançado entre a Fectrans e a ANTRAM. Neste caso imperou o bom senso e o diálogo”, escreveu António Costa na sua página na rede social Twitter.

O primeiro-ministro sustentou que se conciliou “o respeito pelos direitos dos trabalhadores e os interesses das empresas, possibilitando negociar sem confrontação” e afirmou esperar que “que seja um exemplo seguido por outros”.

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afeta à CGTP, assinaram hoje um um acordo relativo ao contrato coletivo de trabalho numa reunião no Ministério das Infraestruturas e da Habitação, em Lisboa.

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Lucros do Crédito Agrícola aumentam 23% para 104,9 milhões no 3.º trimestre

Resultados não auditados

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Foto: DR/Arquivo

Os lucros do grupo Crédito Agrícola aumentaram 23,3% no terceiro trimestre deste ano, para 104,9 milhões de euros, face ao período homólogo do ano anterior, revelou hoje o grupo em comunicado.

Os resultados não auditados, hoje divulgados, destacam o negócio bancário, que contribuiu com 88,6 milhões de euros – para os 104,9 milhões de lucro – e aumentaram 15,2% face ao período homólogo anterior.

A carteira de crédito (bruto) a clientes do grupo atingiu 10,4 mil milhões de euros em 30 de setembro passado, um aumento de 4,8%, e com referência a essa data, apresentou um rácio de ‘common equity tier 1’ (CET1) de 14,9%.

Em Setembro de 2019, os recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizaram 14,7 mil milhões de euros, evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 10,6% e correspondente a 1.404 milhões de euros.

“O aumento de recursos de clientes em maior proporção que o aumento do crédito concedido contribuiu para a continuação da diminuição do rácio de transformação que, no final do período, ascendia a 67,5%. Em Setembro de 2019, o rácio de cobertura de liquidez (LCR) no perímetro consolidado atingia os 474%”, afirma o grupo em comunicado.

Em termos de qualidade da carteira de crédito do Grupo Crédito Agrícola, o rácio bruto de Non Performing Loans (NPL ou crédito mal parado) em setembro de 2019 situou-se nos 9,2%, valor que compara com os 10,4% registados em dezembro de 2018 e com os 11,1% registados em setembro do ano passado.

As imparidades de crédito acumuladas a setembro de 2019, de 452 milhões de euros, conferiam um nível de cobertura de NPL por imparidades de 44,7%, acrescenta o grupo.

Em termos de composição do produto bancário, a margem financeira diminuiu 13,8 milhões de euros em termos homólogos (-5,4%), bem como as comissões líquidas que registaram uma variação de -6,1 milhões de euros (-7,8%) face ao homólogo.

No sentido contrário, a margem técnica do negócio segurador registou um aumento homólogo, de 5,1 milhões de euros, os resultados das operações financeiras de 26,4 milhões de euros e os outros resultados de exploração de 11,6 milhões de euros, face ao período homólogo do ano passado.

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Motoristas: Se acordo para regular cargas e descargas “não funcionar, a política vai intervir”

Segundo o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos

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Foto: DR/Arquivo

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse hoje que se o acordo assinado entre Governo, patrões e sindicatos para regular as operações de cargas e descargas “não funcionar, a política vai intervir”.

Pedro Nuno Santos falava na cerimónia de assinatura do acordo-quadro resultante do grupo de trabalho criado para avaliar o funcionamento das cargas e descargas, operações de que os motoristas se queixaram nas greves de abril e agosto.

“Se aquilo que está aqui assinado não for cumprido podem ter a certeza de que nós vamos intervir legalmente”, afirmou o governante.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação classificou o acordo hoje assinado como o “início da resolução daquilo que é uma vergonha”.

“É uma vergonha que um camião esteja seis ou sete horas à espera de fazer uma descarga. (…) Como ninguém diz, digo eu: é uma vergonha”, reiterou, acrescentando que há empresas “com grande poder económico” que o “usam para ter uma relação vantajosa” face ao seu fornecedor.

Segundo Pedro Nuno Santos, o “caso mais grave é o da grande distribuição”.

“Digo a muitos dos nossos empresários: não vivemos numa república das bananas. (…) Se há falta de pessoal, têm de fazer uma coisa simples, que é contratar”, defendeu.

Também presente na cerimónia de assinatura do acordo-quadro, que decorreu no Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, o coordenador do grupo de trabalho responsável pelas negociações, Guilherme Dray, considerou o acordo alcançado “importante e inovador”.

“Juntámos todos os agentes do setor, incluindo as distribuidoras, empresas, petrolíferas, distribuição de combustíveis (…) e por essa via procurámos trazer aqui um acordo que permitisse trazer paz a este setor”, afirmou o responsável.

Na quinta-feira, o jornal Público avançou a notícia de que, à luz deste acordo, “o expedidor ou destinatário de uma carga que faça com que um motorista de transporte de mercadorias tenha de esperar mais de duas horas para efetuar o serviço de carga e descarga para o qual foi contratado vai ter de pagar uma indemnização pelo tempo de paralisação do veículo”.

A mesma publicação referia ainda que “por cada hora que um camião esteja parado além dessas duas horas será devido um pagamento entre os 12 e os 40 euros por hora, consoante a capacidade do veículo ou se este está a fazer serviço nacional, ibérico ou internacional”.

O grupo de trabalho composto pelos ministérios das Infraestruturas, Economia e Trabalho, os sindicatos e a associação patronal foi criado com o objetivo de melhorar a regulamentação das operações de cargas e descargas no setor dos transportes de mercadorias.

Na altura da sua criação, o presidente da Fectrans, José Manuel Oliveira, defendeu que aquelas funções não deviam ser asseguradas por motoristas, o que, aliás, está já definido na convenção coletiva de trabalho, mas, disse, nem sempre é cumprido.

Os motoristas de matérias perigosas cumpriram duas greves este ano: uma em abril, exigindo melhores condições salariais, que parou o país esgotando os ‘stocks’ de vários postos de abastecimento de combustível, e outra em agosto (esta convocada em conjunto com o SIMM) para reivindicar junto da Antram o cumprimento de um acordo assinado em maio, que previa uma progressão salarial.

Já depois de o SIMM se ter desvinculado da greve de agosto e de ter anunciado que ia regressar às negociações com o patronato, os motoristas de matérias perigosas chegaram a entregar um pré-aviso para uma nova greve em setembro, desta feita ao trabalho extraordinário, fins de semana e feriados, que não chegou a realizar-se devido à assinatura de um princípio de acordo com a Antram.

Estas greves levaram à intervenção do Governo, que adotou medidas excecionais para assegurar o abastecimento de combustível e que assumiu também o papel de mediador nas negociações entre patrões e motoristas.

Em 29 de outubro, a Antram e os sindicatos de motoristas assinaram o novo contrato coletivo de trabalho para a classe profissional.

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Passageiros aéreos crescem 6% na UE em 2018, Portugal sobe acima da média

Segundo o Eurostat

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Foto: O MINHO / Arquivo

O número de passageiros aéreos na União Europeia (UE) chegou aos 1,1 mil milhões, no ano passado, uma subida de 6% face a 2017, com Portugal a avançar acima da média europeia (7%), segundo o Eurostat.

O Reino Unido é o Estado-membro que maior número de passageiros teve nos seus aeroportos (272 milhões de pessoas), seguido da Alemanha (222 milhões), Espanha (220) e Itália (153 milhões).

Em Portugal, viajaram no ano passado 51 milhões pessoas, um acréscimo de 7% face a 2017, dos quais cinco milhões foram em voos nacionais e os restantes em internacionais: 36 milhões na UE e nove milhões em países terceiros.

Na média da UE, quase metade do transporte aéreo de passageiros foi dentro do bloco europeu (513 mihões, 46%) seguindo-se o transporte fora do bloco europeu (410 milhões, 37%), enquanto o transporte nacional pesou 16%, com 181 milhões de passageiros.

O aeroporto de Lisboa surge no 14.º lugar no volume de passageiros em 2018 (29 milhões, mais 8,9% do que no ano anterior), com Londres Heathrow a liderar a tabela (80 milhões de passageiros aéreos, um acréscimo de 2,7% face a 2017).

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