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Governo mantém requisição civil parcial a greve dos motoristas

“É necessária”, afirma ministro do Ambiente

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O Ministério do Ambiente e da Transição Energética afirma que não é “necessária, neste momento, a revisão dos termos da requisição civil em vigor”, já que os serviços mínimos foram “genericamente cumpridos” até às 19 horas de hoje.

“Informa-se não ser necessária, neste momento, a revisão dos termos da requisição civil em vigor”, afirma o ministério liderado por João Pedro Matos Fernandes em comunicado enviado às redações.

De acordo com o comunicado, “feita a avaliação do cumprimento dos serviços mínimos, conclui-se que, até às 19:00 horas de quarta-feira, 14 de agosto, estes foram genericamente cumpridos”, razão que leva à manutenção dos atuais termos da requisição civil.

O Ministério do Ambiente adiantou ainda no documento que “os únicos casos de incumprimento dos serviços mínimos registados prendem-se com o transporte de JET [combustível para aviões] para os aeroportos de Lisboa e de Faro, situações que já estão abrangidas pela requisição civil em vigor”.

“Neste momento, 18 equipas das Forças de Segurança e das Forças Armadas estão a fazer o transporte de combustível para o aeroporto de Lisboa e seis equipas da GNR a fazer serviço idêntico para o aeroporto de Faro” de acordo com o ministério.

A portaria que efetiva “de forma gradual e faseada” a requisição civil dos motoristas em greve visa assegurar o abastecimento da Rede de Emergência, aeroportos, postos servidos pela refinaria de Sines e unidades autónomas de gás natural.

“A presente requisição civil produz efeitos até ao dia 21 de agosto de 2019”, lê-se na portaria assinada pelos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e que foi publicada em Diário da República na segunda-feira à noite.

O âmbito da requisição visa assegurar o “abastecimento de combustíveis destinados à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA)” e o abastecimento de combustíveis “destinados aos terminais e aos postos de abastecimento servidos a partir do centro de carga da Refinaria de Sines, tendo por referência 50% dos trabalhadores afetos a este tipo de serviços por cada empresa”.

Além disso, pretende-se ainda assegurar o abastecimento de combustíveis destinados aos aeroportos e o abastecimento de combustíveis destinados ao funcionamento das unidades autónomas de gás.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Na terça-feira, o ministro do Ambiente e da Transição Energética disse que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo.

Hoje de manhã, o porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas disse que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

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País

Legislativas: Porta-voz dos motoristas vai ser candidato do partido de Marinho e Pinto

Advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques

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Foto: Facebook

O presidente do Partido Democrático Republicano (PDR), António Marinho e Pinto, anunciou hoje que o advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, é candidato às eleições legislativas de outubro.

“Pardal Henriques vai ser candidato pelo PDR, mas na altura própria divulgaremos o círculo eleitoral por onde se candidatará”, disse aos jornalistas o advogado e ex-deputado europeu, depois de entregar a lista dos candidatos pelo círculo eleitoral do Porto.

Marinho e Pinto assumiu que ter Pardal Henriques nas listas é um “grande orgulho” porque ele foi a “imagem e a cara de um combate sindical extremamente importante por ter fugido ao controlo que os aparelhos partidários têm sobre o sindicalismo em Portugal”.

“Portanto, isto é de enaltecer e de elogiar”, frisou.

O advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, foi noticiado como sendo o cabeça-de-lista do PDR pelo círculo eleitoral de Lisboa, cabendo a Marinho e Pinto a primeira posição pelo Porto.

Em outubro de 2015, o PDR foi a sétima força política mais votada nas eleições legislativas, com 1,14% (61.632 votos), atrás do PAN, que elegeu um deputado.

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Nenhuma escola pública tem nutricionistas a trabalhar, lamenta a Ordem

“Falta mais ação para melhorar a alimentação e a saúde das crianças e jovens portugueses”

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Foto: DR

A Ordem dos Nutricionistas saudou hoje as restrições à publicidade a alimentos dirigida a crianças, mas lamenta que esteja por cumprir a colocação de nutricionistas nas escolas, não havendo nenhum estabelecimento público com nutricionista em todo o país.

Em comunicado, a Ordem dos Nutricionistas lembra que em 2012 foi publicada uma recomendação “para a presença” de nutricionistas nas instituições de ensino e “até ao momento nada foi feito”.

“Falta mais ação para melhorar a alimentação e a saúde das crianças e jovens portugueses. É incompreensível, que depois da publicação em 2012 da recomendação da presença de nutricionistas nas escolas, nada tenha sido feito. Só existem dois nutricionistas a trabalhar no Ministério da Educação para todas as escolas públicas do país, lugares que são privilegiados para a promoção de literacia alimentar”, lamenta a Ordem.

Em declarações à agência Lusa, a bastonária Alexandra Bento recorda que em fevereiro de 2018, a Ordem apresentou à Secretaria de Estado da Educação uma proposta em que alertava para a necessidade de integrar nutricionistas nas escolas.

“O Governo não se pode demitir de proteger as crianças na globalidade. Hoje foi dado um passo importante, mas o caminho a percorrer ainda é longo. É precisamente nestas faixas etárias que devem ser direcionados os maiores esforços, sendo a escola o local privilegiado para adquirir conhecimentos e competências para a adoção de comportamentos alimentares mais saudáveis”, entende a bastonária.

Alimentos com mais açúcar, sal e gorduras vão ser banidos da publicidade para crianças

A Ordem saúda a tabela hoje publicada e que define o perfil dos alimentos e bebidas com publicidade dirigida a menores de 16 anos, mas entende que este não deve ser “um documento estático”.

Segundo a Ordem, em Portugal, 27% dos anúncios na televisão são sobre alimentos com excesso de açúcar, gorduras e sal; cerca de 50% destes anúncios são dirigidos a crianças, transmitidos principalmente em períodos de maior audiência infantil; e que, em média, as crianças estão expostas a cinco anúncios de alimentos por hora.

A tabela que define o perfil dos alimentos e bebidas com publicidade com restrições é publicada hoje em Diário da República, mas o despacho entra em vigor dentro de 60 dias.

O perfil nutricional surge no seguimento da lei aprovada em abril, destinada a restringir determinada publicidade dirigida a crianças. A lei então aprovada incumbia a Direção-Geral da Saúde de identificar os produtos alimentares com elevado valor energético, teor de sal, açúcar, ácidos gordos saturados e ácidos gordos ‘trans’.

“Provavelmente as categorias mais atingidas (pelas restrições) são também as que mais publicitam”, disse à Lusa a diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), Maria João Gregório, ressalvando que se trata de uma medida apenas para restringir a publicidade alimentar dirigida a crianças, e devendo ser essencialmente afetados produtos como refrigerantes e outras bebidas açucaradas, chocolates, produtos de confeitaria e pastelaria, bolachas, cereais de pequeno almoço ou refeições prontas a consumir.

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Pingo Doce encerra mais cedo na 5.ª feira em homenagem a Alexandre Soares dos Santos

“Sétimo dia do falecimento” do antigo presidente da Jerónimo Martins

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Foto: CGF / Arquivo

Os supermercados Pingo Doce vão encerrar mais cedo na quinta-feira, “a partir das 18:00”, pelo “sétimo dia do falecimento” do antigo presidente da Jerónimo Martins, refere a cadeia de supermercados na sua página na Internet.

“Pelo sétimo dia do falecimento do senhor Alexandre dos Soares dos Santos, informamos que iremos estar encerrados” no dia 22 de agosto, “a partir das 18:00”, refere a cadeia de retalho do grupo Jerónimo Martins.

Foto: DR / Arquivo

O empresário Alexandre Soares dos Santos, antigo presidente da Jerónimo Martins (JM), morreu na semana passada, aos 84 anos.

Elísio Alexandre Soares dos Santos nasceu no Porto em 1934, começando a carreira profissional em 1957 na Unilever e depois, até 1967, foi diretor de ‘marketing’ da Unilever Brasil, entrando no ano seguinte para o Conselho de Administração da JM como administrador-delegado, cargo que acumulou com o de representante na ‘joint-venture’ com a Unilever.

Em fevereiro de 1996 passou para a presidência do Conselho de Administração da JM, cargo que ocupou até abril de 2003, quando passou a presidente não executivo (‘chairman’), até 18 de dezembro de 2013.

Em 2009, Alexandre Soares dos Santos criou a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que gere o portal Pordata, Base de Dados do Portugal Contemporâneo.

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