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Pesquisadora brasileira descobre biografia de D. Pedro II escrita por Machado de Assis

História

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Foto: DR

Uma biografia do imperador brasileiro D. Pedro II escrita pelo consagrado escritor Machado de Assis, foi descoberta pela pesquisadora Cristiane Garcia Teixeira, doutoranda da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), anunciou a instituição.


O achado agora anunciado foi tema da uma tese de mestrado defendida pela pesquisadora chamada ‘Um projeto de revista n’O Espelho: literatura, modas, indústria e artes (1859-1860)’.

Machado de Assis (1839-1908) é um dos maiores escritores brasileiros, autor de livros consagrados como ‘Dom Casmurro’, ‘Memórias póstumas de Brás Cubas’, ‘O alienista’, entre outros, além de ser fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Já Pedro II foi Imperador do Brasil de 1831 a 1889, sendo deposto por militares que instauraram a República no país.

Cristiane Garcia Teixeira explicou na entrevista dada à UFSC que o texto descoberto terá sido publicado em 6 de novembro de 1859 numa publicação da época chamada ‘O Espelho: revista de literatura, moda, indústria e artes’.

“Machado de Assis tinha vinte anos de idade quando começou a escrever nesta revista. Ele foi o colaborador mais assíduo, escreveu 38 textos em apenas quatro meses”, explicou.

A biografia foi escrita em primeira pessoa e, segundo a responsável por sua descoberta já é possível perceber na obra algumas características que marcariam a escrita de Machado de Assis “que [na biografia de Pedro II] alertava para o facto de não estar escrevendo sobre o imperador a partir de uma perspetiva política porque o ‘cálculo’ e a ‘conveniência’ não permitiam que fizesse isso”.

A pesquisadora da UFSC também lembrou que à época em que a biografia foi escrita Machado de Assis estava longe de ser famoso, e portanto, isto pode ter ajudado o texto a permanecer desconhecido do público até agora.

“Com então vinte anos de idade, o Machadinho que colaborou para a revista O Espelho não era ainda tão conhecido pelos jornais e leitores da época, embora possam ser encontrados textos de sua autoria na Marmota de Paula Brito desde 1855. A revista surgiu para o literato iniciante como sua primeira oportunidade de trabalho. Anterior à sua fundação Machado de Assis já havia aparecido de forma episódica em outros impressos”, contou.

O retrato de Pedro II foi publicado na edição 10 de O Espelho, mas curiosamente ela não está anexado ao número arquivado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Sobre sua descoberta, Cristiane Garcia Teixeira disse acreditar na existência de ‘textos escondidos’ em periódicos antigos, capazes de mudar a maneira como os pesquisardes analisam a história do Brasil na imprensa, na literatura e os intelectuais do século XIX.

“Sempre tem algo a se encontrar: as páginas amareladas da imprensa oitocentista são, em minha opinião, baús de tesouros”, concluiu.

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País

Governo avisa: Portugal está numa fase crítica da pandemia

Covid-19

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Foto: DR

Portugal está numa fase crítica da pandemia de covid-19, admitiu hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, indicando que a taxa de letalidade global é de 1,9%, situando-se em 10,8% acima dos mais 70 anos.

“Estamos numa fase crítica da pandemia e os portugueses, sem execeção, compreeenderão que se aos cidadãos é exigido um reforço da responsabilidade individual na defesa do nosso bem-estar coletivo ao Ministério da Saúde é exigido que continue a tomar decisões como tem feito desde o início” da pandemia, afirmou António Lacerda Sales.

O governante afirmou ainda, em conferência de imprensa, em Lisboa, que o plano outono/inverno, já apresentado, está a ser consolidado “até ao final da semana”, mas que está já a ser aplicado no terreno, a nível nacional e local.

O governante indicou também que, após um período de estudo, os testes rápidos antigénicos farão parte da resposta à pandemia, a partir de 09 de novembro.

“Neste momento, estão a ser ultimados os procedimentos para a sua operacionalização e para a efetiva utilização de testes de antigénio no SNS”, declarou o secretário de Estado.

O Ministério da Saúde manifestou interesse em adquirir um milhão de testes, através de uma iniciativa europeia, referiu.

“Além disso, Portugal vai beneficiar ainda do financiamento europeu, através da Cruz Vermelha Portuguesa, para fornecimento de testes rápidos, cuja primeira tranche de 100.000 testes está prevista na semana de novembro”, acrescentou.

De acordo com António Lacerda Sales, trata-se de uma nova resposta que permitirá maior celeridade “em casos específicos”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.395 pessoas em 128.392 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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País

Covid-19: Mais 24 mortos, 3.960 infetados e 1.657 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 24 mortos e 3.960 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É um novo recorde de casos diários.

2.114 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 124.432 casos de infeção confirmados e 2.371 mortes.

Há ainda 74.001 recuperados, mais 1.657 nas últimas 24 horas.

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Presidente da Área Metropolitana do Porto quer Estado de Emergência

Covid-19

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Foto: DR

O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP) disse hoje querer que o Governo decrete o Estado de Emergência, generalizando as medidas de combate à covid-19 “a todo o país” de forma “coerente e homogénea”.

“Neste momento é difícil defender outra coisa que não seja o Estado de Emergência. Tem de existir cobertura jurídica e legal para tomar medidas imprescindíveis. Isto não se resolve com medidas milagrosas. As medidas em concelhos em concreto não são viáveis. Temos interdependências regionais e pendularidades diárias”, disse Eduardo Vítor Rodrigues, líder da AMP.

Eduardo Vítor Rodrigues, que é também presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, recordou que “as medidas que se tomam hoje não têm um efeito imediato”, daí a “urgência” de “avançar rapidamente”.

“Os números a que estamos a chegar não são nenhuma surpresa. Estava bem claro que tínhamos uma evolução muito preocupante. Olhar para os números de forma territorializada tem levado a que andemos sempre atrás do prejuízo. Isto é suficientemente grave para que, mesmo em zonas onde não há nenhum fenómeno conhecido, as populações sejam envolvidas”, defendeu.

Admitido que, neste momento, o Norte do país apresenta números de infeção pelo novo coronavírus “muito preocupantes”, Eduardo Vítor Rodrigues criticou as “mudanças de medidas em função de momentos conjunturais”, pedindo “um esforço nacional”.

“Até para se perceber que chegamos a um momento de uma gravidade que não pode ser atenuada com medidas concelhias ou metropolitanas”, frisou.

Eduardo Vítor Rodrigues defendeu mudanças na comunicação sobre a covid-19, lembrando que “as pessoas estão exaustas de ter informação que às vezes é contraditória”.

O autarca considera que a tutela devia considerar fazer “um alívio na intensidade nas conferencias de imprensa da Direção-Geral da Saúde”.

“É preciso ter comunicação mais direcionada, informação mais precisa e discurso mais homogéneo. Andamos a pedir às pessoas que no Dia dos Fiéis não vão aos cemitérios e depois temos 30 mil pessoas a ver corridas de Fórmula 1. Ontem tivemos o retorno do público aos estádios de futebol [referindo-se ao FC Porto-Olympiacos para a Liga dos Campeões que decorreu no Estado do Dragão]. Se calhar é justo, mas se calhar já podia ter acontecido antes e vem na pior altura pelo significado que representa”, considerou.

Exigir que as empresas reforcem os desfasamentos de entrada e saída, repesar os horários do comércio de rua e dos centros comerciais, e fechar universidades e secundárias durante “pelo menos 15 dias”, de forma “a retirar jovens dos transportes públicos e da via pública”, são algumas das medidas que o autarca de Gaia diz serem “urgentes”.

À Lusa, Eduardo Vítor Rodrigues acrescentou a ideia de pedir aos clubes desportivos que suspendam durante 15 dias as atividades de formação”, porque “não vale a pena fechar escolas e introduzir o ensino à distância se depois pais, miúdos e técnicos andam de trás para a frente”, disse.

“Todas as medidas que proponho têm uma prévia auscultação com as entidades que gerem o processo no terreno”, sublinhou.

Hoje, o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil do Porto, Marco Martins, apresentou uma proposta ao Governo para que, em função do aumento crescente do número de casos de covid-19 na região, decrete o recolher obrigatório no distrito.

Em declarações à agência Lusa, Marco Martins disse ter falado com a maioria dos autarcas do distrito e que todos concordaram que são necessárias “medidas mais graves, mas medidas que façam o equilíbrio entre a saúde pública e a economia”.

Especialistas alertaram hoje que a região Norte poderá atingir 7.000 novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 na próxima semana.

Ouvidos pela Lusa, afirmaram existirem “vários concelhos” num “patamar semelhante” aos três do Tâmega e Sousa onde, na sexta-feira, foram impostas medidas mais restritas.

A câmara de Matosinhos anunciou na terça-feira o encerramento dos centros comerciais às 21:00 e pede ao Governo que “adote medidas” para os concelhos da AMP.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.371 em Portugal.

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