Pensionista de Viana do Castelo com reforma suspensa por ser dada como morta

Pensionista de viana do castelo com reforma suspensa por ser dada como morta

Uma pensionista de 77 anos, de Viana do Castelo, foi dada como morta pela Segurança Social e ficou sem receber em fevereiro a pensão de direito próprio e a de sobrevivência, pelo falecimento do marido, contou fonte familiar.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimentos enviado pela agência Lusa, o Instituto da Segurança Social (ISS) informou que “a pensão de direito próprio e a pensão de sobrevivência foram suspensas em resultado de uma troca eletrónica de dados com o Ministério da Justiça”.

Fonte do ISS, contactada pela Lusa, lamentou o “lapso” que resultou na classificação da idosa como falecida, e sublinhou que “o erro foi corrigido, mal foi detetado”.

No esclarecimento por escrito, o ISS explicou que “no seguimento de uma reclamação, o pagamento das pensões foi reativado e as pensões serão pagas no mês de abril, com os devidos retroativos”.

A resposta não satisfez Armando Sobreiro, o genro da pensionista. “A minha sogra está muito abalada com toda esta situação, que só não é mais dramática porque ainda há algum suporte familiar. Se não houvesse, como seria? Onde está o Estado?”, questionou.

Nas suas declarações, o genro da idosa explicou que a falta de pagamento das pensões começou em novembro de 2017.

“Em dezembro fomos reclamar ao Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo. Informaram-nos que, num prazo de 90 dias, deveria estar a receber novamente a pensão e até nos aconselharam, por uma questão de segurança, a fazer o pedido para receber o dinheiro por transferência bancária”, explicou.

Segundo Armando Sobreiro, “as pensões de janeiro de 2018 foram depositadas, certinhas, na conta bancária, mas não o montante em atraso de 2017”.

Em fevereiro, para “estranheza” da família, a idosa voltou a não receber.

“Fomos, novamente, ao Centro Distrital de Segurança Social e fomos informados que a suspensão se ficou a dever ao facto de a minha sogra ter sido classificada como morta. Adiantaram que iriam comunicar o caso aos serviços centrais, apontando, na melhor das hipóteses, para abril a reposição dos pagamentos”, afirmou, explicando que formalizou nova reclamação.

“Isto é vergonhoso a todos os níveis e, depois, ninguém assume responsabilidade. Uma pessoa nesta situação de que forma vai sobreviver quando é suspensa a sua única fonte de rendimentos? Durante estes meses vai viver de quê, que contas paga, como paga os medicamentos?”, interrogou-se.

No pedido de esclarecimento, a Lusa questionava o ISS sobre a existência de casos semelhantes no distrito de Viana do Castelo, ou em outas regiões do país, mas não obteve resposta.

 
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