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Paulo Rangel espera ver “sinais de unidade” no PSD, mas para já “não apareceram”

Eleições legislativas

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Foto: DR / Arquivo

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel voltou hoje a defender a unidade no partido, mas considerou que a escolha dos cabeças de lista às legislativas, pelo presidente Rui Rio, não mostra essa disponibilidade, “pelo contrário”.

“Até agora, nós não temos ainda as listas, veremos. Eu gostava muito que houvesse sinais no sentido da unidade, mas, sinceramente, pelo que se viu nos cabeças de lista isso não é claro, pelo contrário”, afirmou, em Évora.

Em declarações aos jornalistas, à chegada ao Conselho Nacional do PSD, que está a decorrer esta noite na cidade alentejana, Paulo Rangel disse esperar que, na reunião, “haja alguns sinais” de unidade por parte da direção, porque “era importante”.

“Eu gostaria que houvesse sinais encorajadores no sentido da diversidade e da unidade e, até agora, eles não apareceram”, insistiu.

Questionado pelos jornalistas sobre se espera que as listas às legislativas de 30 de janeiro sejam facilmente aprovadas no Conselho Nacional, Rangel, que perdeu as diretas à liderança do partido para Rui Rio, escusou-se a fazer “prognósticos”.

“O meu ponto de vista é avaliar se realmente, havendo disponibilidade para unidade, se houve algum esforço nesse sentido ou não. Até este momento, não, veremos entretanto”, afirmou.

Sobre a decisão tomada hoje pela Comissão Política Nacional do PSD de o partido ir a votos sozinho nas próximas legislativas, sem qualquer coligação pré-eleitoral com o CDS-PP, o eurodeputado considerou que “essa era a melhor solução”.

“Estaria disponível para aceitar o que o Conselho Nacional decidisse, mas, sobre esse ponto de vista, a melhor solução era o PSD ir sozinho”, defendeu.

À entrada para a reunião, Paulo Rangel foi questionado pelos jornalistas sobre a sua presença no Conselho Nacional, tendo prontamente questionado de volta: “Porque é que havia de faltar?”.

“O princípio é não faltar. Vim de Bruxelas e cá estou”, respondeu.

Esta é a primeira reunião do Conselho Nacional depois de Rui Rio ter sido reeleito presidente do PSD em eleições diretas, derrotando Paulo Rangel por cerca de 52,4% dos votos.

No seu discurso na noite das diretas, em 27 de novembro, Paulo Rangel fez um apelo à união do partido com vista às legislativas, dizendo estar disponível para “uma colaboração leal e efetiva” com a direção, e disse esperar sinais dessa unidade nas listas de candidatos a deputados.

As listas completas de candidatos a deputados do PSD têm de ser aprovadas pelo Conselho Nacional de hoje.

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