Seguir o O MINHO

Motores

Paulo Gonçalves “satisfeito” com o último teste antes do Dakar

Para além do motard de Esposende, outros portugueses participaram no Rali de Marrocos, como foi o caso do mediático treinador de futebol André Villas Boas.

em

O português Paulo Gonçalves (Honda) terminou hoje a participação no rali de Marrocos na quinta posição da geral das motas, naquela que foi a última prova antes da edição 2019 do Dakar.

O piloto de Esposende concluiu a derradeira etapa da prova, com 198 quilómetros desenhados entre Erfoud e Fès, a 2.00 minutos do vencedor, o norte-americano Ricky Brabec (Honda).

Com este resultado, Gonçalves foi, também, o quinto da classificação final, a 49.14 minutos do primeiro, o australiano Toby Price (KTM), que assim se sagrou campeão mundial de todo-o-terreno, com 91 pontos.

Já o português da Honda, concluiu o Mundial na quarta posição, a 21 pontos de Price.

“A última etapa foi boa para mim. Foi uma boa forma de terminar o rali e finalizar a temporada antes do Dakar. Estou muito satisfeito, até porque já não terminava esta prova há três anos. Estamos no bom caminho. Ainda temos três meses de preparação pela frente. Estamos motivados para chegar ao Dakar na melhor forma possível”, disse à agência Lusa Paulo Gonçalves.

O outro português em prova, Mário Patrão (KTM), cruzou a meta no 12.º lugar da especial, sendo 11.º da geral, a 2:20.34 horas do vencedor.

Nos SSV, a última etapa foi para outro português, Miguel Jordão, que, navegado pelo brasileiro Lourival Roldan (CanAm), bateu toda a concorrência, gastando 3:04.44 horas para cumprir os dois setores seletivos, de 128 e 70 quilómetros, deixando o segundo, o também português Mário Ferreira (CanAm), a 4.40 minutos.

André Villas Boas, que faz dupla com Gonçalo Magalhães, num CanAm, foi o sexto, a 12.21 minutos. Luís Portela de Morais/David Megre foram oitavos e Filipe Ramos/Francisco Esperto ficaram no 11.º posto.

Na geral, Luís Portela de Morais subiu ao degrau mais baixo de um pódio, dominado pelo russo Sergei Kariakin (CanAm), terminando a 1:25.52 horas do primeiro.

“Não houve um dia em que não tivéssemos problemas. Hoje, o traçado era muito pedregoso. Na ligação entre as especiais, entrou no modo segurança e conseguimos trazê-lo assim até ao fim. Melhor estreia era impossível”, comentou o também jogador de râguebi.

André Villas Boas foi sexto, a 8:54.36 horas, seguido de Filipe Ramos, a 15:26.03 horas.

Miguel Jordão foi o 10.º, a 73:07.18 horas, fruto de algumas penalizações. Mário Ferreira foi o 12.º, já com quase 100 horas de atraso (98:31.34 horas).

Anúncio

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Guimarães

Acusados da morte de três espetadores de rali em Guimarães rejeitam culpas

Em 2014

em

Foto: DR

Os diretores do Motor Clube de Guimarães recusaram hoje qualquer responsabilidade na morte de três espetadores de um rali naquele concelho, em 2014, alegando que a segurança do público era uma competência das autoridades policiais.

Da mesma forma, um mecânico também arguido no processo disse que não tem “culpa nenhuma” no despiste do carro que colheu mortalmente os espetadores, por não ter participado nas “alterações” efetuadas na viatura.

“O rali estava aprovado e licenciado por todas as entidades, tendo ficado claro que a segurança dos espetadores ficava a cargo das autoridades policiais”, disse o presidente do Motor Clube de Guimarães (MCG), no início do julgamento, no tribunal daquela comarca.

Segundo Eduardo Crespo, que era também o diretor da prova, aquelas autoridades é que decidiram o número de agentes necessários e os locais em que cada um seria colocado.

Disse ainda que as vítimas terão passado por uma zona onde estaria um agente da GNR para aceder ao local onde foram colhidos mortalmente.

A versão foi corroborada pelo então vice-presidente do MCG, João Júlio, que assegurou que os diretores do clube “não tinham qualquer poder decisório” sobre a segurança do público, porque as autoridades policiais “nunca lhes deram qualquer possibilidade”.

“Disseram que ou faziam a prova como eles queriam ou não se fazia prova nenhuma”, referiu.

O acidente registou-se em 07 de setembro de 2014, no Rali Sprint de Guimarães, quando um carro se despistou e matou uma mulher de 48 anos, o seu filho de oito e ainda um adolescente de 13.

O Ministério Público (MP) diz que o rali foi levado a cabo “em flagrante violação das normas que regem a segurança” deste tipo de corridas.

Diz ainda que o acidente foi induzido pelas alterações efetuadas ao carro que se despistou, nomeadamente o alargamento da carroçaria.

Segundo o MP, foram montados espaçadores nas jantes traseiras, as rodas ficaram mais longe da suspensão, a pressão quadriplicou, quatro parafusos rebentaram e o despiste aconteceu.

Por isso, o MP constituiu arguido um mecânico tido pela acusação como “pessoalmente responsável pela manutenção” da viatura.

O mecânico refutou aquela responsabilidade, afirmou que não teve qualquer intervenção nas alterações do carro e assegurou que se limitou a fazer uma espécie de revisão, antes da prova, por ser amigo do piloto dono da viatura.

No total, o processo conta com seis arguidos, todos acusados de três crimes de homicídio por negligência.

O rali foi organizado pelo Motor Clube de Guimarães e pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

Continuar a ler

Motores

JC GROUP renova patrocínio do Campeonato de Montanha em 2019

em

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A JC GROUP renovou esta semana o patrocínio do Campeonato de Portugal de Montanha de Automobilismo, o que segundo a organização, “permitirá manter estas provas com um excelente nível de qualidade”, referindo-se às Rampas, a primeira das quais será na Penha (Guimarães), em abril, seguindo-se a Rampa Internacional da Falperra (Braga), em maio.

Para o CEO da JC GROUP, José Correia, “em equipa que ganha não se mexe”, explicando desse modo que “será para continuar a parceria e as sinergias deste universo empresarial com a APPAM, desde logo porque o desporto automóvel tem grandes tradições também em Portugal e a modalidade da montanha é muito querida do público, está em crescendo”.

O acordo de renovação foi assinado entre José Correia e o presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de Automóvel de Montanha (APPAM), Joaquim Teixeira, o que teve o agrado do líder da Federação Portuguesa de Automóvel e Karting (FPAK), Ni Amorim, destacando todo o apoio do grupo empresarial bracarense JC GROUP ao automobilismo.

Continuar a ler

Motores

Carlos Bica garante que Arganil é que é a ‘catedral’ do Rali de Portugal

em

Foto: DR/Arquivo

O antigo piloto português Carlos Bica aplaude o regresso do Rali de Portugal aos troços da ‘catedral’ Arganil e a estreia dos WRC nos troços da região Centro.

Carlos Bica, natural da aldeia de Celavisa, no concelho de Arganil, foi o primeiro piloto a sagrar-se campeão nacional quatro vezes consecutivas, entre 1988 e 91, e mostrou-se entusiasmado pelo regresso da competição à ‘catedral’ dos ralis em Portugal.

“Os de Fafe gostam muito de dizer que a ‘catedral’ é lá, mas, nos ralis, a ‘catedral’ de Portugal é Arganil e sempre o foi, desde o tempo do Londres – México [o rali maratona que em 1970 ligou os continentes europeu e americano]. E eu, no estrangeiro, quando digo que sou de Arganil, toda a gente fala do rali”, afirmou Carlos Bica, de 60 anos, em declarações à Lusa.

Carlos Bica assumiu a satisfação com o regresso do Rali de Portugal à zona centro: “Fiquei muito contente quando chegou a confirmação de que o rali volta a Arganil, foi muito bom o ACP [Automóvel Club de Portugal, organizador da prova], ter deslocado o rali um bocadinho mais para sul, onde tudo começou, onde as pessoas começaram a ficar fãs dos ralis e a poder recordar, pelo menos, o que se passava antigamente”.

Bica começou por ser copiloto e chegou ao volante em 1980, dividindo, até 1992, a paixão pelos automóveis com a empresa familiar de construção. Viveu mais de 20 anos no Algarve e há quatro anos regressou à zona de Lisboa.

“Conheço muitas pessoas que me dizem que não vão ao rali há muitos anos e que desde que souberam que vai voltar a Arganil estão a organizar-se para ir, como antigamente”, observou.

O Rali de Portugal ocupava os sonhos de Carlos Bica em criança, queria fazer pelo menos um acabou a fazer dez – terminou em segundo em 1986, ao volante do emblemático Lancia 037 e, em 1990, foi piloto semioficial da marca italiana. Para o antigo piloto, o regresso às classificativas de terra da zona Centro, os troços agendados para Arganil, Góis e Lousã na primeira etapa “serão novos” para todos os pilotos de topo do Mundial de ralis.

“Vai ser sempre bom porque vai ser novo para todos, dos pilotos do Mundial nenhum deve ter feito Arganil. É evidente que às vezes fazem testes, mas depois [na prova] é que se vê. Agora, também não é como no nosso tempo, que passávamos [nos troços] as vezes que quiséssemos a treinar, agora só podem passar duas vezes, uma a tirar notas e outra a confirmar. E em Arganil era preciso conhecer muito bem para se poder andar depressa, porque há coisas que parecem muito iguais e depois não são”, avisou Carlos Bica.

Continuar a ler

Populares