Seguir o O MINHO

Desporto

Paulo Gonçalves já chegou do Dakar (e deixou crítica à organização)

em

Piloto de Esposende crítica organização e promete fazer melhor em 2017.

O ‘motard’ Paulo Gonçalves, que durante quatro etapas liderou o Dakar2016, que abandonou devido a uma queda, formulou hoje o desejo, entre críticas à organização do rali todo-o-terreno, de começar a trabalhar para fazer melhor na próxima edição.

À chegada ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, onde várias dezenas de apoiantes o esperavam, Paulo Gonçalves reconheceu que ainda hoje não sabe porque é que sofreu uma dupla penalização na etapa maratona, em que teve alguns problemas.

“A organização achou que a primeira penalização não era suficiente para me afastar da luta e a segunda, essa sim, era suficiente para em afastar do pódio e foi o que acabou por acontecer”, disse Paulo Gonçalves, reconhecendo que foi obrigado a arriscar.

O piloto natural de Esposende, de 36 anos, recordou que entrepôs recurso à penalização, mas do qual desconhece o resultado, dado, entretanto, ter sofrido a queda que o deixou inconsciente e que o obrigou a abandonar e a regressar mais cedo.

“Senti-me prejudicado, porque deixei de poder discutir uma posição no pódio, e tentei arriscar mais, dado que havia pouco para proteger. Tentei ganhar etapas, porque as prioridades ficaram alteradas, mas foi uma estratégia que não correu bem”, adiantou.

Paulo Gonçalves, que conquistou o segundo lugar na edição de 2015 do rali e que se sagrou campeão mundial de todo-o-terreno em 2013 e vice em 2014, reconheceu que foi esse arriscar que ditou o acidente e o abandono, mas defende que não se arrepende de praticamente de nada do que fez nesta corrida.

“As coisas estavam bem encaminhadas. Estive quatro dias na frente, cheguei ao dia de descanso na liderança, mas a queda no primeiro dia da segunda semana de competição e, posteriormente, o problema no motor afastaram-me praticamente da possibilidade de vencer”, considerou.

O piloto reconheceu que, face às contrariedades sofridas, mudou um pouco a estratégia, correndo mais riscos, mas tal acabou por não dar bom resultado, pois acabou por cair, com perda de consciência, e a ter que abandonar.

“Acabei por não poder terminar, mas é bom poder regressar e contar estas histórias e poder, muito em breve, voltar ao trabalho e no próximo ano trazer a alegria que este ano não trouxe”, adiantou.

Para Paulo Gonçalves, “o Dakar é um desafio constante e um sonho”.

“Temos de nos superar todos os dias. Esta foi a minha décima participação e nenhuma foi igual. Isso diz muito da prova”, frisou.

O piloto luso esteve ainda em destaque ao parar a sua Honda durante o trajeto para socorrer o acidentado Matthias Walkner, seu adversário da KTM, numa altura em que ainda liderava a prova, dando mostras de raro ‘fair-play’.

“Qualquer um teria feito o mesmo. É uma situação relativamente normal. Outros já me ajudaram em situações idênticas e ali foi um ato normal e natural. É a magia do Dakar”, sublinhou.

Apesar da desistência, o piloto luso assegurou ter regressado com o sentido de dever cumprido, quase justificando a receção calorosa no aeroporto.

“Sentiram que dei o meu máximo e não se sentiram desiludidos. Acho que se sentiram orgulhosos de mim e de todos os portugueses. Não houve nenhuma desilusão de entre todos os portugueses que estiveram este ano no Dakar”, finalizou.

Anúncio

Futebol

Tapsoba e Sacko renovam contratos com Vitória até 2024

Cláusulas de rescisão de 50 milhões de euros

em

Tapsoba: Foto: DR

Os defesas Tapsoba e Sacko prolongaram os contratos com o Vitória SC, quinto classificado da I Liga portuguesa de futebol, por mais dois anos, até junho de 2024, confirmou hoje à Lusa fonte oficial dos vimaranenses.

Os contratos, adiantou a mesma fonte, já estão registados e incluem cláusulas de rescisão de 50 milhões de euros para ambos os jogadores, sendo que, até agora, esse valor era de 20 milhões para Tapsoba, central de 20 anos, e de 15 milhões para Sacko, lateral direito de 24.

Contratado ao Leixões em janeiro de 2018, Edmond Tapsoba está a cumprir a primeira temporada pela equipa principal do Vitória e é, simultaneamente, o futebolista mais utilizado no plantel treinador por Ivo Vieira – participou em 25 das 27 partidas oficiais já realizadas, somando um total de 2.123 minutos – e o melhor marcador em todas as provas, com sete golos, cinco deles de penálti.

O clube minhoto detinha, até ao final da temporada transata, 75% dos direitos económicos do internacional pelo Burquina Faso – já representou a seleção africana em nove ocasiões.

Já Falaye Sacko, cujo passe pertence na totalidade ao Vitória, chegou a Guimarães em janeiro de 2016, oriundo dos belgas do Sint-Truiden, passou pela equipa B e afirmou-se na formação principal na época transata, tendo cumprido 30 jogos às ordens do treinador Luís Castro, agora no Shakhtar Donetsk (Ucrânia).

Na presente época, o internacional pelo Mali, que soma 12 jogos e um golo pela sua seleção, participou em 17 encontros pelos minhotos, contabilizando 1.505 minutos.

Continuar a ler

Futebol

Liga Europa: FC Porto tenta passar aos 16 avos, com Braga e Sporting já apurados

Vitória SC despede-se

em

Foto: UEFA (Arquivo)

O FC Porto entra na última jornada da Liga Europa de futebol a ‘fazer contas’ para estar nos 16 avos de final, com os ‘dragões’ a precisarem de ganhar frente ao Feyenoord para não depender de terceiros.

A equipa de Sérgio Conceição é a única entre as quatro portuguesas na prova com o futuro por definir, depois de Sporting e Sporting de Braga terem garantido na quinta ronda o apuramento nos respetivos grupos e Vitória de Guimarães ficar sem quaisquer hipóteses.

No grupo G, o FC Porto é segundo classificado, com os mesmos sete pontos do que os suíços do Young Boys, e menos um do que os escoceses do Rangers, enquanto o Feyenoord é quarto, com cinco pontos, com todas com hipóteses matemáticas.

Ao FC Porto basta vencer na receção de quinta-feira ao Feyenoord (20:00), mas um empate também poderá servir, se o Young Boys não vencer na visita aos escoceses do Rangers, com os quais a equipa lusa tem desvantagem no confronto direto.

Já o Sporting, no grupo D, e o SC Braga, no grupo K, entram na sexta e última jornada apurados e a tentarem apenas terminar em primeiro, o que lhes daria o estatuto de cabeça de série nos 16 avos de final.

O Sporting discute diretamente com o LASK Linz essa vitória no grupo, bastando aos ‘leões’ um empate. A equipa tem 12 pontos, o LASK dez, enquanto o PSV tem sete, mas desvantagem nos confrontos com austríacos, e o Rosenborg zero pontos.

No grupo de bracarenses, a equipa de Ricardo Sá Pinto tem 11 pontos, mais um do que o Wolverhampton, de Nuno Espírito Santo, que tem dez e está igualmente apurado.

O Braga, que visita o Slovan Bratislava (quatro pontos), pode até terminar com os mesmos pontos dos ‘wolves’, diante dos quais têm vantagem, e numa ronda em que os ingleses recebem os turcos do Besiktas.

São os ingleses, que têm Rui Patrício, João Moutinho, Rúben Neves, Rúben Vinagre e Diogo Jota, que têm que fazer sempre melhor do que o Braga, para evitarem que a equipa minhota vença o grupo.

O Vitória SC tem a eliminação ‘traçada’, com a equipa, que tem dois pontos, a visitar o Eintracht Frankfurt (nove), de André Silva e Gonçalo Paciência, ao mesmo tempo que o Arsenal (dez) visita o Standard Liège (sete).

No grupo J, a Roma, de Paulo Fonseca, depende apenas de si para se apurar, com os italianos (com oito pontos) a receberem os austríacos do Wolfsberger (quatro), enquanto o Borussia Moenchengladbach (oito) recebe o Basaksehir (sete), com ambos também na ‘corrida’ ao apuramento.

À entrada para esta última ronda, SC Braga, Sporting, Wolverhampton, Espanyol, Manchester United, AZ Alkmaar, Basileia, Sevilha, APOEL, Celtic, Gent, Wolfsburgo e LASK Linz são as equipas com lugar garantido na fase seguinte.

Continuar a ler

Futebol

“Temos de melhorar nos últimos 30 metros”

Vítor Oliveira, treinador do Gil Vicente

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães /O MINHO (Arquivo)

Declarações dos treinadores de Gil Vicente e Rio Ave, no final da partida da 13.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, que os vila-condenses venceram por 1-0:

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “O empate teria sido mais de acordo com as oportunidades criadas pelas duas equipas.

O Rio Ave, bem trabalhado, teve mais bola e, na primeira parte, não existimos, apesar de ainda termos uma oportunidade num remate de Sandro Lima.

Na segunda parte, quando o jogo estava equilibrado, sofremos o golo de penálti, mas depois reagimos bem e criámos duas situações que podiam ter dado o empate.

Acabámos por não definir com a clareza que gostaríamos, o que é uma situação que nos vem apoquentar. Temos de melhorar o nosso jogo nos últimos 30 metros.

Gil Vicente interrompe série de três vitórias consecutivas ao perder em Vila do Conde

As vitórias são sempre justas, mas creio que podíamos ter levado um ponto e seria mais de acordo com as oportunidades criadas nos 90 minutos.

Em termos ofensivos, foi o nosso jogo menos conseguido dos últimos quatro”.

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Carlos Carvalhal (treinador do Rio Ave): “Foi um jogo bem preparado da nossa parte e com uma vitória justa.

Logo aos 10 minutos, já tínhamos duas boas oportunidades, frente a um adversário difícil de ser contrariado, e que vinha de três vitórias consecutivas.

Fomos uma equipa sólida em termos ofensivos e, ao mesmo tempo, vigilantes na perda da bola, não permitindo os contra-ataques do Gil Vicente.

Na segunda parte, mantivemos a toada, fizemos o golo, e apesar do Gil Vicente ainda reagir, conseguimos contrariar, e apesar da reação do adversário, nada tira o mérito à nossa vitória, frente a uma equipa a quem é muito difícil criar oportunidades.

[Sobre o jogo 300 de Tarantini] Tenho o prazer de ser o seu treinador quando atingiu esta marca. É um grande jogador e um grande profissional, que continua aí ‘para as curvas’, mesmo depois de 300 jogos.

[sobre expulsão de Taremi] Não quero desculpar comportamentos, tenho sempre de os responsabilizar, mas tentei perceber o que aconteceu, e o jogador apenas perguntou “porquê?”. Talvez se tenha chegado um pouco mais ao árbitro, mas não me parece que tenha sido de uma gravidade extrema, comparado com outras situações que tenho visto antes”.

Continuar a ler

Populares