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Paredes de Coura: Campistas só precisam de tenda, boa disposição e alguma comida

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O festival Paredes de Coura começou na quarta-feira, mas os milhares de campistas começaram a chegar há mais de uma semana e vários garantiram que as principais necessidades são uma tenda, boa disposição e alguma comida.

João Dias, de Lisboa, e Ernesto Rosa, de Portimão, chegaram ao campismo 11 dias antes do começo dos concertos e puderam assistir ao preenchimento do espaço vazio com milhares de tendas, uma imagem que classificam de “engraçada”.

“Este ano decidimos vir um bocadinho mais cedo e ainda bem, porque, desde dia 08, tem estado tudo cheio. Tanto, que estava um labirinto, até os bombeiros virem abrir um caminho para o pessoal passar”, disse Ernesto Rosa, de 25 anos.

Quanto ao material necessário para estar confortável durante cerca de 15 dias a acampar em ambiente de festival, João Dias é rápido a responder: “Tendas, colchões, cadeiras e sacos-cama”, antes de acrescentar, com o amigo, o barco e a comida.

Joana Machado, de 21 anos, vai do Porto pela terceira vez a Paredes de Coura para ver bandas como Temples, Tame Impala, Pond e Banda do Mar, mas também pelo “ambiente, o espírito”, num espaço em que “toda a gente é amiga de toda a gente”.

Questionada sobre o essencial para o campismo, Joana Machado listou “mantas para o chão, toldos, se estiver a chover, por favor”, realçando que acampar sem toldo é de evitar: “Não façam isso a vocês próprios”.

“Álcool é importante, senão é difícil uma pessoa sobreviver. De resto, toalhitas, sacos de lixo, senão depois fica um esterco e ninguém aguenta. E depois é só o espírito, o pessoal vir bem disposto e está-se bem”, acrescentou.

Sentada na margem com um grupo de amigos encontra-se Maria Inês Sarro, de 20 anos, proveniente de Lisboa e estreante em Paredes de Coura, festival que visita devido “ao ambiente, a este espaço paradisíaco no Norte e principalmente à boa música”.

Com um livro de Haruki Murakami por perto, Maria Inês Sarro sublinha que não é preciso “estar sempre num ambiente de alta tensão”, ou seja, que é possível relaxar, ler ou dormir um bocado.

Quanto às sugestões para o campismo, a festivaleira é clara: “O melhor é virem preparados para saberem que as coisas não vão correr bem, vai haver sempre acidentes, só vão conseguir dormir a partir das três da manhã, vão acordar às nove com o sol, mas [venham] bem preparados, [tragam] colchões, não [achem] que o chão vai estar quentinho à noite, que não vai”.

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