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Braga

Obras em prédio revelam antiga necrópole romana na cidade de Braga

Sepulturas do período romano tardio e inícios da idade média

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Pelo menos oito sepulturas, com construção estimada entre o final do período romano (século IV) e o início da idade média (século VIII) , foram achadas durante sondagens arqueológicas numa obra de um prédio, situado no n.º 79 da Rua Alferes Alfredo Ferreira, no centro da cidade de Braga, disse a O MINHO o responsável pelos serviços de Arqueologia da Câmara de Braga.

Armandino Cunha revelou estas descobertas, salientando que, embora não se soubesse a localização exata, já se sabia que existiam algures junto à Praça Conde Agrolongo,

Obra onde foi descoberta a necrópole. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Confirma-se a existência de uma necrópole tardia, utilizada entre o século quarto e o oitavo, que abrange o final do período romano e início da antiguidade tardia (idade média)”, disse o responsável.

A necrópole já era conhecida devido a documentos do século XVI (16) que referenciavam o enterramento junto aquela praça. “As primeiras noticias vindas a público sobre esta necrópole datam do século XIX”, adiantou ainda Armandino Cunha.

Sobre as sepulturas, o diretor do serviço salienta que “há um conjunto de sepulturas de caixa de duas águas e outras em covas, existindo ainda duas sepulturas abertas no saibro (sem tijolos).

Foto: Facebook de Evandro Lopes

De acordo com o responsável, não terá sido descoberto qualquer espólio durante a sondagem arqueológica levada a cabo por uma empresa privada (Imperium), contratada pelo dono da obra.

O prédio em questão, que foi durante muitos anos um espaço de restauração, está a ser requalificado para ali nascer uma unidade de alojamento local, apurou O MINHO.

Foto: Facebook de Evandro Lopes

Armadino Cunha explica a O MINHO que todas as obras no centro da cidade estão condicionadas a uma sondagem arqueológica, no seu início, para que seja documentado e, caso exista, recolhido espólio, para musealização.

“Todos os projetos de novas obras em locais referenciados são condicionadas por sondagens arqueológicas antes de ser emitida a licença camarária”, explica Armandino, destacando o esforço que a autarquia tem feito para documentar os diferentes períodos da antiguidade.

As sepulturas, depois de devidamente identificadas, serão destruídas, uma vez que é impossível musealizar as mesmas, como adiantou a O MINHO o professor e arqueólogo Luís Fontes, responsável pelos serviços de Arqueologia da Universidade do Minho.

Descobertas na Arcada e em São Lázaro

Recentemente, foi descoberta uma grande necrópole (com mais de 20 sepulturas), em São Lázaro, junto aos jardins de Senhora a Branca, também no centro da cidade, confirmou o responsável da UMinho.

Nessa descoberta, que foi possível graças, novamente, ao restauro de um edifício por parte de um empresário privado, foram encontrados alguns vestígios do período tardio do império romano, como é o caso de uma tacha de uma sandália.

Na Praça da República, num dos edifícios históricos, foi descoberto o alicerce de um torreão do antigo Castelo de Braga, que se situava onde hoje é a Arcada. Este é um dos achados que permite reescrever a história da cidade de Braga.

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Braga

Parque de campismo em Terras de Bouro distinguido pelas práticas de inclusão

Parque Cerdeira

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Foto: Divulgação / CM Terras de Bouro

A empresa municipal Parque Cerdeira, de Terras de Bouro, foi distinguido com o prémio de Marca Entidade Empregadora Inclusiva 2019, atribuído pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), anunciou a autarquia local.

“A nível nacional foram premiadas 28 entidades, estando o Parque Cerdeira entre as quatro empresas privadas distinguidas”, assinala a Câmara de Terras de Bouro, em comunicado enviado a O MINHO.

“Trata-se de uma prémio atribuído a quem contribua para a implementação de um mercado de trabalho inclusivo e se distinga por práticas de referência”, explica.

O Parque Cerdeira foi premiado pela “adaptação, desenvolvimento e progressão profissional dos seus colaboradores, pelas modificações que fez e que tornaram o estabelecimento acessível a todos os clientes, nomeadamente àqueles com necessidades especiais e pela sua relação com a comunidade e parceiros”.

De acordo com o IEFP, a Marca Entidade Empregadora Inclusiva destina-se a “promover o reconhecimento e distinção pública de práticas de gestão abertas e inclusivas, desenvolvidas por entidades empregadoras, relativamente às pessoas com deficiência e incapacidade”.

O galardão é atribuído, de dois em dois anos, às entidades empregadoras que contribuam para a implementação de um mercado de trabalho aberto e inclusivo.

“Estas entidades são reconhecidas pelas boas práticas em matéria de gestão de recursos humanos, em quatro domínios: recrutamento, desenvolvimento e progressão profissional; manutenção e retoma do emprego; acessibilidades; serviço e relação com a comunidade”, explica o IEFP.

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Braga

Presépio Vivo de Priscos inaugurado com espírito de integração de refugiados

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Já abriu portas a edição 2019 do maior presépio ao vivo da Europa, em Priscos, concelho de Braga, com a presença de uma família de 14 refugiados de guerra, proveniente da Síria, em destaque.

Foto: DR

As portas abriram cerca das 10:30 desta manhã de domingo, com o padre João Torres a dar o mote para a primeira visita nesta nova versão do evento.

O pároco que é também capelão nas cadeias de Braga e Guimarães, explicou que este convite visa “contribuir para a construção de pontes de fraternidade com os povos perseguidos e marginalizados”.

Foto: DR

Este ano, o número de figurantes volta a passar os 650, prevendo-se cerca de uma centena de cenários diferentes ao longo do recinto, junto à Igreja Paroquial de Priscos. A data de encerramento é a 12 de janeiro.

14 refugiados em convívio com o padre João Torres. Foto: DR

Horários

15 de dezembro: Inauguração às 10:30 até às 12:30
19 de dezembro: 15:00 às 17:00
21 de dezembro: 15:00 às 19:00
22 de dezembro: 15:20 às 18:40
25 de dezembro: 16:00 às 18:30
28 de dezembro: 20:00 às 22:30
29 de dezembro: 15:20 às 18:40
1 de janeiro: 16:00 às 19:00
4 de janeiro: 20:00 às 22:30
5 de janeiro: 14:30 às 20:00 (transmissão em direto no programa da TVI “Somos Portugal”)
11 de janeiro: 20:00 às 22:30
12 de janeiro: 15:20 às 18:40

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Braga

Braga inaugura laboratórios de inovação no edifício do Castelo

Braga Urban Innovation Laboratory Demonstrator,

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Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O presidente do Município de Braga, Ricardo Rio, inaugura, esta segunda-feira, no Edifício do Castelo, dois Laboratórios de Inovação, o Centro de Inovação Social e o BUILD – Braga Urban Innovation Laboratory Demonstrator, um projeto de inteligência urbana.

O Edifício do Castelo – Laboratórios de Inovação “é um espaço vocacionado para o empreendedorismo, capaz de acolher redes colaborativas e de impulsionar projetos especificamente dedicados ao empreendedorismo e inovação urbana, social e cultural”.

O Castelo, situado no centro urbano, foi alugado pela Câmara por cinco anos, a cinco mil euros por mês. Foi alvo de obras de adaptação, de Inovação Social, que cria dez postos de trabalho, promove laboratórios de ideias, workshops e eventos, programas de incubação de negócios sociais e iniciativas de empreendedorismo social. Inclui, ainda, o desenvolvimento de parcerias relevantes com instituições públicas e privadas e outros agentes da economia de impacto.

No que toca ao BUILD, Miguel Bandeira, que tutela o Ambiente e a Mobilidade, adiantou que o projeto integra o programa Laboratórios Vivos para a Descarbonização, apoiado pelo Ministério do Ambiente através do Fundo Ambiental.

O potencial de inovação – disse – passa pela introdução de tecnologias ao nível dos sistemas de informação; carregamento de veículos elétricos; iluminação pública inteligente; gestão de tráfego; contadores inteligentes; produção de energia para autoconsumo; compostagem/aproveitamento de águas pluviais; e monitorização de consumos. Projetos financiadas pelo Fundo Ambiental e que – sublinha – “embora nesta fase estejam centralizadas numa área piloto o objetivo é alargar à cidade e ao concelho”.

Parcerias

Bandeira salienta que se pretende criar um ambiente de inovação onde a Câmara, com a Universidade do Minho (UMinho), o Centro de Computação Gráfica (CCG) e o Laboratório Internacional de Nanotecnologia (INL), “promove o desenvolvimento, validação e teste de novas tecnologias, serviços e respetivas aplicações em contexto real, tendo em vista reduzir as emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE) e a intensidade carbónica”.

“A mobilidade é a área com maior impacto. A área de intervenção, é nas freguesias de São Vicente e de São Victor, e na zona nordeste junto às escolas D. Diogo de Sousa, Leonardo DaVInci, das Enguardas e Francisco Sanches, envolvendo a urbanização do Pachancho, um dos principais pontos de congestionamento do tráfego automóvel”.

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