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Caminha

Número de peregrinos registado em Caminha aumenta 35,7% no 1.º semestre do ano

Face a igual período de 2018

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Foto: DR / Arquivo

O número de peregrinos dos Caminhos de Santiago de Compostela, na Galiza, registado no primeiro semestre do ano nos dois postos de turismo de Caminha cresceu 35,7% face a igual período de 2018, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado, a autarquia liderada pelo socialista Miguel Alves, adiantou tratar-se de um “valor recorde em Caminha”.

De acordo com os números avançados pelo município, recolhidos nos postos de turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora, “registaram-se 3.491 peregrinos até ao final do mês de junho, o que constitui uma subida de 35,7% face ao mesmo mês do ano passado”.

“Estes números confirmam uma tendência de crescimento que se vem acentuando todos os anos. Desde 2016 até agora, o número de peregrinos no primeiro semestre cresceu 163%”, sustentou o município.

O distrito de Viana do Castelo é atravessado por duas rotas seculares do Caminho Português de Santiago, na Galiza, Espanha, uma pelo interior e outra junto à orla marítima.

Segundo o ‘site’ Alto Minho, a rota do interior faz-se por Ponte de Lima até Valença, num total de 38 quilómetros que integram a estrada real (Porto-Barcelos-Ponte de Lima-Valença), considerada a espinha dorsal dos caminhos portugueses de Santiago, onde confluem quase todos os demais percursos.

Segundo os dados da Câmara de Caminha, “os peregrinos registados têm origem em 53 nacionalidades diferentes, sendo a liderança destacada da Alemanha, com cerca de um terço de todos os peregrinos, seguindo-se Portugal, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido”.

“Foram registados no concelho de Caminha peregrinos de latitudes tão distintas como as Filipinas, Taiwan, Namíbia ou Nova Zelândia”, especifica a autarquia.

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, citado naquela nota, refere tratar-se de “um indicador parcial do fenómeno que se tem vivido na linha do Caminho Português da Costa”.

“Nos postos de turismo apenas se regista uma pequena parte dos peregrinos que fazem o caminho, outros registam-se no albergue. Outros, a maioria, não se registam de todo”, sublinhando o “impacto” económico que este produto turístico tem tido no concelho.

Segundo Miguel Alves, têm surgido “restaurantes especializados de serviço aos peregrinos, tem aumentado a ocupação de hotéis, pensões ou alojamento local e até tem crescido a atividade dos operadores de turismo náutico que fazem a travessia do rio Minho”.

“Tem valido a pena trabalhar com os concelhos do Caminho Português da Costa, o investimento que foi feito na sinalização e valorização do Caminho e o trabalho de divulgação da nossa terra”, sustentou.

Caminha integra a candidatura Valorização dos Caminhos de Santiago – Caminho Português da Costa, que reúne um total de 10 municípios.

O projeto integra-se numa rede intermunicipal, coordenada tecnicamente pela Câmara de Viana do Castelo, e no qual são parceiros os municípios do Porto, Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença.

A “Valorização dos Caminhos de Santiago – Caminho Português da Costa” resulta de uma candidatura conjunta ao Norte 2020, de 1,6 milhões de euros, com o objetivo de valorizar e reconhecer oficialmente este caminho como itinerário da peregrinação a Santiago.

Valença dispõe do primeiro albergue do peregrino do Alto Minho, que abriu em fevereiro de 2005. O segundo albergue do distrito foi inaugurado em maio de 2006, em Rubiães, Paredes de Coura, seguindo-se em 2009 o albergue de Ponte de Lima e, em 2012, o de Caminha.

Em novembro, Viana do Castelo inaugurou no Hospital Velho, que chegou a ser albergue de peregrinos, um centro interpretativo do percurso pela costa.

Além da rota pelo interior, “o Caminho Português da Costa liga o Porto a outros concelhos costeiros do Litoral Norte, com a alternativa de ligação à Galiza ultrapassando o rio Minho em La Guardia (frente a Caminha), Goian (através de Vila Nova de Cerveira) ou mesmo a Tui (por Valença do Minho)”.

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