Seguir o O MINHO

Região

Novo aterro de Barcelos entra em funcionamento em 2021

Irá ocupar uma área de 12 hectares

em

Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse, esta quinta-feira, que o novo aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado, em construção em Barcelos, orçado em 30 milhões de euros, entrará em funcionamento em 2021.

José Maria Costa revelou que “2021 é também o prazo de capacidade do atual aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado, gerido pela Resulima, e situado na freguesia de Vila Fria, em Viana do Castelo, sendo que, “algumas partes já começaram a ser seladas” até à desativação total.

O autarca socialista, que falava aos jornalistas no final da reunião ordinária da Câmara da capital do Alto Minho, explicou que a construção da nova Unidade de Valorização de Resíduos Sólidos (UVRS), na freguesia de Paradela, em Barcelos, foi candidatada aos fundos do Norte 2020, financiada pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR).

José Maria Costa adiantou que, no próximo dia 28 de fevereiro, por proposta da comissão permanente da Assembleia Municipal de Viana do Castelo, será apresentado o projeto da nova UVRS e feita uma avaliação de desempenho do atual aterro, em funcionamento desde 1999 e que, segundo o acordo parassocial celebrado aquando da sua criação, tinha um prazo de validade de onze anos.

As explicações do autarca surgiram na sequência da interpelação de um munícipe, no período aberto ao público, que solicitou esclarecimentos ao executivo municipal sobre o aterro atual.

José Maria Costa adiantou que o assunto será debatido, “com todo o pormenor e explicações técnicas”, na sessão do dia 28, que contará com a presença do administrador delegado da Resulima.

Em janeiro de 2018, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, o administrador delegado da Resulima, Rui Silva, adiantou que os trabalhos de construção da célula do aterro sanitário de apoio à Unidade de Confinamento, Preparação e Tratamento de Resíduos Urbanos de Paradela (UCPT) foram iniciados em setembro de 2017, na freguesia de Paradela.

O novo aterro está a ser construído numa área próxima à antiga lixeira de Laúndos, ocupando uma mancha de terreno de cerca de 12 hectares.

Na altura, o administrador da Resulima, referiu que o novo aterro sanitário tem uma capacidade de receção de 800 mil metros cúbicos de resíduos.

O aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado é gerido pela Resulima, sociedade que tem como acionistas as câmaras de Barcelos, Esposende, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez (detêm 49% do capital) e a Empresa Geral do Fomento (51%).

Populares