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País

Mulheres representam apenas 14% das notícias dos jornais desportivos

Apesar de a participação ter quintuplicado nos últimos 20 anos

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Foto: Facebook de SC Braga

O desporto feminino representa apenas 14% das notícias dos jornais desportivos nacionais, com o futebol excluído da equação, concluiu um estudo, que salienta que a atenção dada às atletas manteve-se baixa apesar de a participação ter quintuplicado em 20 anos.


O estudo, desenvolvido na Universidade de Coimbra, cujos resultados foram publicados num artigo científico em janeiro, concluiu que apenas 14% das notícias dos três jornais desportivos nacionais (A Bola, O Jogo e Record) falam exclusivamente de desporto feminino, disse à agência Lusa o principal autor do artigo, Pedro Saraiva, salientando que a análise excluiu à partida a cobertura do futebol para não enviesar os resultados.

“Quando temos em consideração que a percentagem de mulheres a participar nos dez desportos incluídos para a análise era de cerca de 40% em 2016, conseguimos perceber como todos os jornais têm um défice de cobertura de desportos femininos”, concluiu o artigo, que partiu das conclusões da tese de mestrado de Pedro Saraiva em Sociologia, na Universidade de Coimbra.

O estudo recorreu a uma amostra que passou por escolher uma semana, de forma aleatória, em cada um dos anos analisados, e analisar a cobertura de três dias dessa semana, nos mesmos jornais diários de desporto, ao longo de 20 anos.

Ao todo, foram analisados 1.207 artigos e 1.207 fotografias, num total de 186 edições de cada um dos jornais entre 1996 e 2016, que cobrissem as dez federações desportivas que contassem com o maior número de federados em 2014 em Portugal, excluindo o futebol.

Ao longo dos 20 anos, apesar de um aumento substancial de mulheres a participar em desportos federados (cinco vez mais), não houve qualquer tendência de crescimento ou redução do número de artigos publicados, quando a expectativa seria “um aumento da cobertura”, refere o estudo.

Para além da análise quantitativa, o estudo fez também uma análise qualitativa da representação das mulheres nos jornais desportivos.

Na análise, foram encontrados “alguns exemplos de infantilização” de atletas e objetificação sexual.

“Susana tenta esquecer assalto”, “A bela russa Maria Sharapova”, “A sua pele bronzeada e o cabelo castanho com madeixas loiras [da tenista Maria Antónia Lorenzo] dá-lhe uma imagem algo diferente das novas barbies do circuito” ou “Serena (Williams) mas muito chorosa”, são outros desses exemplos.

Também nas imagens, há diferenças de tratamento, com os jornais desportivos a optarem, por vezes, por usarem fotografias de atletas não a competir, mas em fotografias em pose, na praia ou em eventos.

“Mais do que mulheres, são atletas de alto rendimento que devem ser respeitadas por aquilo que são. Estão lá por mérito e não por se despirem para a Playboy. Há uma tenista que se despiu para a Playboy e esse era o destaque, quando ela tinha participado nos Jogos Olímpicos de Sidney. É preciso uma mudança nos media“, vincou Pedro Saraiva, em declarações à agência Lusa.

Para além de Pedro Saraiva, assinam o artigo as docentes da Universidade de Coimbra Virgínia Ferreira e Maria João Silveirinha.

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País

Aprovado relatório da audição de Mário Centeno para governador do Banco de Portugal

Economia

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Mário Centeno. Foto: DR / Arquivo

O relatório da audição de Mário Centeno no âmbito da proposta de designação para governador do Banco de Portugal foi hoje aprovado pelos deputados com voto favorável do PS e a abstenção do PSD e do PCP.

O relatório, votado hoje na Comissão de Economia e Finanças, teve os votos contra do CDS-PP, Bloco de Esquerda, Iniciativa Liberal, PAN e do deputado do PSD Álvaro Almeida.

Durante o debate que antecedeu esta votação, deputados de vários partidos precisaram que o seu voto contra não visa o conteúdo do relatório, mas o facto de não concordarem com a escolha de Mário Centeno para ocupar aquelas funções depois de ter sido ministro das Finanças.

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País

Fiscalização da GNR a motociclos regista 58 crimes e 695 contraordenações

Operação

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Foto: Divulgação / GNR

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre 07 e 13 de julho, em todo o país, 58 crimes e 695 contraordenações relacionadas com a fiscalização de veículos de duas rodas, foi hoje anunciado.

A GNR efetuou naquele período “uma operação de âmbito nacional, promovendo ações de sensibilização e de fiscalização rodoviária, no sentido de prevenir comportamentos de risco durante a condução de motociclos e ciclomotores nas vias com maior intensidade de tráfego”, com o “objetivo de inverter a tendência de aumento da sinistralidade” que tem vindo a verificar-se nestes veículos.

No total, militares dos comandos territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito fiscalizados 6.712 veículos de duas rodas, ações das quais resultaram 58 crimes, sendo 41 por falta de carta de condução e 14 por excesso de álcool.

Quanto a contraordenações foram registadas 695, sendo 122 relacionadas com iluminação e sinalização; 42 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório; 41 por excesso de velocidade; 36 por excesso de álcool no sangue (sem ser à taxa criminal); 31 por falta ao mau uso de capacete e 16 relacionadas com pneus.

Durante o dia 12 de julho, a GNR organizou ainda, em todo o território nacional, passeios de sensibilização para os motociclistas, empenhando 68 militares e sensibilizado 346 condutores.

Na terça-feira, a PSP anunciou também resultados de uma semana de fiscalização similar, neste caso nas áreas metropolitanas onde tem jurisdição, durante a qual realizou 156 detenções, das quais 72 por condução sob o efeito do álcool e 84 por condução sem habilitação legal.

“Destas [detenções], 12 foram registadas com o condutor a dirigir um veículo de duas rodas a motor”, adiantou a PSP, que no total apreendeu 77 veículos, 69 títulos de condução e 61 documentos de veículos por infrações de diversas tipologias.

A PSP refere que a operação dedicou especial atenção à fiscalização específica dos veículos de duas rodas com motor e que das 1.268 viaturas controladas em excesso de velocidade, 77 eram motociclos.

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País

Ventilador produzido em Portugal recebe autorização de utilização do Infarmed

Covid-19

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Foto: Divulgação / CEiiA

O ventilador produzido em Portugal designado Atena recebeu na terça-feira a autorização do Infarmed para o seu uso em contexto hospitalar na luta contra a covid-19, anunciou hoje o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento, em Matosinhos.

Numa publicação na rede social Facebook, o CEiiA avança hoje que o Atena foi “autorizado pelo Infarmed para uso no âmbito do procedimento da covid-19”.

“Foi com humanidade, resiliência, paixão e entrega que a comunidade 4Life, através do CEiiA, desenvolveu e produziu em 45 dias o ventilador Atena e recebeu ontem (14 de julho) autorização especial do INFARMED para o seu uso em contexto covid-19”, revela.

Para o centro, este é um “passo importante” para a distribuição nacional e internacional daquele ventilador médico invasivo para dar suporte ao tratamento de doentes com falência respiratória aguda provocada pela covid-19 produzido em Portugal.

“Um momento histórico que valida definitivamente a nossa capacidade para desenvolver e produzir novos produtos críticos para a soberania do país”, adianta o CEiiA.

ATENA autorizado pelo INFARMED para uso no âmbito do procedimento COVID-19 // Foi com humanidade, resiliência, paixão e…

Publicado por CEiiA em Quarta-feira, 15 de julho de 2020

O ventilador, produzido em 45 dias pelo CEiiA, no âmbito da comunidade 4Life, juntou o conhecimento médico especializado, empresas, universidades e o apoio financeiro de mecenas e de milhares de portugueses.

O equipamento, que foi distinguido entre 349 iniciativas no concurso ‘express’ do programa Caixaimpulse da Fundação da Caixa, conta com o apoio da Clarke Modet para a obtenção da Propriedade Intelectual e Industrial, anunciado pela empresa no dia 21 de maio.

A primeira fase do projeto já foi concluída, com a entrega de 100 unidades que passaram nos ensaios pré-clínicos, e na segunda fase a previsão do CEiiA é produzir mais 400 unidades até setembro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infetou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.676 pessoas das 47.426 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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