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Alto Minho

Mulher em estado grave após ser atingida por árvore em Paredes de Coura

Vítima estava a cortar madeira

em

Foto: DR / Arquivo

Uma mulher, de 68 anos, sofreu ferimentos considerados “graves” após ter sido atingida por uma árvore, esta segunda-feira de manhã, em Vascões, Paredes de Coura, disse a O MINHO fonte do CDOS de Viana do Castelo.


A vítima estaria a proceder a trabalhos florestais, nomeadamente ao corte de madeira, no lugar de Giesteiras, quando terá sido atingida por uma árvore abatida durante os mesmos trabalhos.

Luciano Sousa, segundo-comandante dos Bombeiros de Paredes de Coura indicou a O MINHO que a vítima sofreu “traumatismos nos membros superiores e inferiores”, sendo transportada para o Hospital de Viana do Castelo.

No local, estiveram os Bombeiros de Paredes de Coura com uma ambulância e uma viatura táctica de apoio, com quatro operacionais, e ainda a VMER do Alto Minho, que fez o acompanhamento da vítima até à unidade hospitalar.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recebeu o alerta às 13:49.

A GNR registou a ocorrência.

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Alto Minho

Carro abalroado por comboio em Caminha. Mãe e filhos escapam ilesos

Acidente

em

Foto: Jornal C - O Caminhense

Um carro foi abalroado por um comboio, ao início da manhã desta sexta-feira, na passagem de nível de Coura, em Seixas, Caminha, mas os ocupantes conseguiram escapar, confirmou O MINHO junto de fontes da GNR e dos bombeiros.

O carro ficou preso na passagem de nível e os ocupantes abandonaram a viatura antes do embate, pelo que não há feridos a registar.

Segundo a Rádio Vale do Minho, que avançou a notícia, no carro seguiam três pessoas.

Trata-se de uma mãe que ia levar os filhos à escola. “Ao atravessar a linha uma das rodas da viatura ficou presa e já não consegui tirar o carro. Eu e os meus filhos conseguimos sair do carro muito antes do comboio passar. Ainda tentei com a ajuda de uns amigos retirar o carro mas não conseguimos”, contou ao Jornal C a condutora, residente naquela freguesia.

Passagem de nível de Coura, Seixas. Foto: JF de Seixas

A passagem de nível não tem barreiras.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, explicou que a passagem nível “tem sinalização horizontal e vertical”, desconhecendo-se, até ao momento, as razões que levaram a condutora a não seguir pela via destinado ao atravessamento da linha férrea”.

“A condutora meteu o carro fora da via de atravessamento, e o veículo caiu dentro dos carris. Na altura não passava nenhum comboio. Como não conseguiu tirar o carro da linha, retirou as duas crianças que seguiam na viatura colocando-se a salvo. Entretanto, acabou mesmo por passar o comboio que levou o carro pela frente”, especificou.

O autarca explicou que a passagem de nível “está devidamente assinalada” e que, “no âmbito da empreitada de modernização da Linha do Minho, em curso, vai também ser dotada de barreiras”.

O alerta foi dado às 07:52.

Os Bombeiros de Caminha prestaram socorro com quatro operacionais e duas ambulâncias.

Além da GNR, também esteve no local um representante da REFER.

A circulação ferroviária foi retomada às 08:40, cerca de uma hora e meia depois do acidente, que aconteceu com uma composição que seguia no sentido norte/sul da Linha do Minho.

Notícia atualizada às 09h56 com mais informação.

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Viana do Castelo

219 mil euros para reforçar transportes públicos em Viana

Transportes públicos

em

Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, o contrato a estabelecer com a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho para receber 219.228 euros destinados ao reforço da oferta de transporte público coletivo.

Em causa está o Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP) que tem como objetivo “promover o reforço dos atuais serviços e a implementação de novos serviços de transporte público, regular e flexível, que resultem em ganhos em termos da acessibilidade dos territórios e das suas populações aos principais serviços e polos de emprego”.

No final da reunião camarária que aprovou aquela medida, o autarca socialista José Maria Costa explicou que “o montante atribuído ao município corresponde a cerca de um terço do valor total atribuído à CIM do Alto Minho, 624,7 mil euros”.

Aquela estrutura agrega os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Segundo José Maria Costa aquela verba será investida “na retoma de algumas redes de transportes que estavam desativas ou na criação de novas linhas”.

As 21 CIM do país vão receber 15 milhões de euros para reforçarem a oferta de transporte público coletivo com o objetivo de reduzir o uso do transporte individual, de acordo com um diploma publicado, em maio, no Diário da República.

O diploma, estabelece as regras para a aplicação e distribuição pelas 21 CIM de 15 milhões de euros, já previstos no Orçamento do Estado para 2020, no âmbito do PROTransP.

O autarca de Viana do Castelo, que é também presidente da CIM do Alto Minho disse tratar-se de um “bom programa”, mas disse que a verba atribuída à região “não é suficiente”.

“Temos de encontrar uma fórmula mais generosa para o próximo ano. A CIM do Alto Minho já pediu ao Governo que, no próximo Orçamento de Estado esta linha de financiamento de reforço das redes de transportes nos territórios de baixa densidade tenha continuidade e, se possível, aumentada”, especificou.

Segundo o autarca, os municípios da região estão “a notar muita dificuldade das empresas transportadoras na manutenção das concessões”.

“Temos de criar novos serviços públicos e, para isso, temos de fazer o pagamento desses serviços públicos para assegurar a mobilidade das populações”, reforçou.

De acordo com o diploma do Governo, as CIM, como autoridades de transporte, terão de desenvolver “ações que promovam o reforço e a densificação da oferta de transporte público coletivo em zonas onde a penetração deste modo de transporte é mais reduzida”, com o objetivo de promover o uso do transporte públicos em relação ao automóvel.

Os critérios de distribuição das verbas pelas CIM “tem em consideração o potencial de captação de procura ao automóvel, aferido com base na população que utiliza o automóvel nas deslocações pendulares”, com base nos dados dos Censos de 2011.

As CIM vão receber 40% das verbas que lhes foram atribuídas agora e os restantes 60% até trinta dias após a apresentação de um plano de aplicação do PROTransP.

Este plano deverá ser remetido nos próximos dois meses ao Fundo Ambiental, com a descrição das medidas a executar, dos serviços de transporte considerados essenciais, as datas de início e de fim das medidas, estimativas de encargos e previsão do número mensal adicional de passageiros a transportar.

Até 15 de fevereiro de 2021, as CIM têm de remeter ao Fundo Ambiental relatórios anuais de execução do programa, que resultarão num relatório nacional de avaliação, a ser publicado até 30 de abril de 2021 pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Além do PROTransP, também o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART) pretende promover o uso dos transportes públicos, mas as verbas do PART são distribuídas pelas duas Áreas Metropolitanas, de Lisboa e do Porto.

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Viana do Castelo

Viana lança a concurso duas empreitadas de mais de um milhão de euros

Obras públicas

em

Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, a abertura de concursos públicos para a realização de duas empreitadas, nas áreas do desporto e cultura, num valor superior a mais de um milhão de euros.

Uma das empreitadas prende-se com a reabilitação do pavilhão municipal José Natário, com uma “estimativa orçamental” no valor de 807 mil euros.

De acordo com a proposta hoje aprovada em reunião ordinária do executivo municipal, o projeto prevê a “adaptação” do pavilhão “às novas exigências regulamentares, nomeadamente, acessibilidades, caminhos de evacuação, coberturas, balneários e recuperação do piso desportivo”.

O prazo de execução da obra, agora lançada a concurso público, é de 180 dias.

Em causa está o antigo pavilhão municipal de Monserrate, rebatizado pela Câmara Municipal, em novembro de 2019, numa homenagem póstuma ao empresário José Natário, fundador da Juventude de Viana, equipa de hóquei em patins que disputa a primeira divisão nacional da modalidade.

A autarquia decidiu ainda abrir concurso público da empreitada de execução do Fórum Cultural das Neves, comum a três freguesias, Vila de Punhe, Mujães e Barroselas, todas na margem esquerda do rio Lima, em Viana do Castelo.

O município “pretende dotar o lugar das Neves de um equipamento apropriado para acolher eventos culturais”, sendo que “o projeto de execução apresenta uma estimativa orçamental de 295.700 euros”.

A empreitada, com prazo de execução de 180 dias, e prevê a reconstrução integral de um edifício no centro daquele lugar, “visa a promoção e divulgação do Castro de Roques, assim como a criação de um espaço para exposições temporárias e permanentes, colóquios e palestras”.

O Castro de Roques, também referido como Monte Santinho, distribui-se pelas freguesias de Vila de Punhe, Vila Franca e Subportela. Trata-se de um castro da Idade do Ferro, considerado uma das maiores cividades desse período na Península Ibérica.

No período antes da ordem do dia, a vereadora do PSD, Cristina Veiga, manifestou o “repúdio” da bancada “pela intenção do Governo de aprovar um regime especial de expropriações, que vai contra a vontade das populações, que veem nele o risco de destruição do seu património privado e coletivo”.

Segundo Cristina Veiga, “no caso concreto da mineração de depósitos minerais, esta lei vem legitimar o Ministério do Ambiente e Ação Climática ou as assembleias municipais a declarar qualquer parcela de território como de utilidade pública, expropriando sem grandes impedimentos”, referindo à eventual exploração de lítio na Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo.

Na resposta, o presidente da Câmara, José Maria Costa não quis pronunciar-se sobre documentos que disse não estarem em vigor.

A vereadora social-democrata questionou sobre “inúmeras falhas estruturais” nos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, apontando os exemplos dos “equipamentos obsoletos ou fora de prazo, propositadamente alterados para fingir uma função ou simplesmente insuficientes, como é o caso das botas, um par para cada bombeiro e muitas já danificadas, sem grande possibilidade de serem substituídas”.

“Grande parte da corporação encontra-se desmotivada, porque há mais de 20 anos, incompreensivelmente, não progride na sua carreira”, disse Cristina Veiga.

O autarca socialista acusou a vereadora de “estar mal informada” e garantiu que a corporação “é das mais bem equipadas do país”. José Maria Costa admitiu “atrasos” no processo de progressão nas carreiras, mas garantiu que o “organigrama de progressão está a ser cumprido”.

No final da sessão camarária, o período aberto ao público, ficou marcado pelo debate, entre o presidente da Câmara e vários eleitos da Junta de Darque (CDU), com troca de acusações, sobre a construção de uma rotunda, na avenida do Cabedelo, naquela freguesia, prevista na última fase da empreitada dos novos acessos rodoviários ao porto de Mar, e que é contestada por implicar o abate de 30 das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.

A construção da rotunda deveria ter sido iniciada no dia 14, mas foi embargada por moradores.

A contestação motivou, na semana passada, uma reunião extraordinária do executivo municipal, a pedido da oposição (PSD E CDU). No final dessa sessão, José Maria Costa anunciou a suspensão da construção da rotunda, até 30 de setembro, para avaliar com os moradores o abate das árvores.

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