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Região

Ministro diz que não faz sentido ligar Braga e Guimarães por metro de superfície

José Matos Fernandes

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Foto: Ilustrativa

O ministro do Ambiente e da Ação Climática disse hoje no parlamento que não faz sentido ligar as cidades de Braga e Guimarães por metro de superfície, defendendo, ao invés, um reforço do sistema de transportes.

“Braga e Guimarães em linha reta são, para aí, 17 quilómetros. Não tem sentido, com todo o respeito, haver um metro de Braga a Guimarães. Tem sentido, isso sim, haver um reforço do sistema de transportes em Braga e Guimarães”, afirmou João Matos Fernandes.

Milhões europeus pela covid podem desbloquear metro entre Braga e Guimarães

O ministro, que falava numa audição parlamentar para apreciação da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2021, na Assembleia da República, em Lisboa, respondia desta forma a uma pergunta do deputado do PS Hugo Pires sobre uma eventual ligação entre as duas cidades minhotas.

Esta posição do ministro do Ambiente e da Ação Climática surge cerca de três meses depois de o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança (PS), ter anunciando que estava em conversações com a autarquia de Braga para conseguir uma ligação entre as duas cidades por metro de superfície.

Segundo o autarca de Guimarães esse investimento poderia ascender a 150 milhões de euros.

Na altura, também o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio (PSD) se manifestou sobre este projeto, afirmando estar convicto de que haveria condições para a concretização da ligação, num futuro próximo.

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Alto Minho

Cerveira pede ajuda na Galiza para combater surto em lar

Recrutamento de voluntários

Foto: DR

A Câmara e a Misericórdia de Vila Nova de Cerveira lançaram hoje um apelo transfronteiriço de recrutamento de voluntários para ajudar a combater um surto de covid-19 que infetou os 66 idosos do lar Maria Luísa.

Em comunicado conjunto, as duas instituições referem que o apelo ao voluntariado transfronteiriço foi acionado através da Eurocidade Cerveira-Tomiño(Galiza), na sequência de uma reunião de “emergência da comissão municipal de proteção civil, perante a situação de calamidade de saúde pública que se vive no lar Maria Luísa”.

A autarquia e a Misericórdia adiantam ter ainda ter contactado “o Centro de Emprego da Junta da Galiza para recrutar pessoas dentro da área para desempenhar funções, estando a aguardar resposta”.

Recorreram também “à Bolsa de Voluntários de Vila Nova de Cerveira e contactado o Instituto de Emprego Formação Profissional do Alto Minho”.

“À data de hoje, há quatro mortes a lamentar, sendo que a totalidade dos 66 utentes da instituição estão infetados”, descrevem.

No que diz respeito aos colaboradores, “de um total de 52, 10 estão de baixa média prolongada sem previsão de regresso, 32 estão infetados e, consequentemente, em isolamento profilático, estando apenas 10 neste momento ao ativo para garantir o funcionamento da instituição 24horas por dia”, destaca a nota.

A falta de recursos humanos foi um dos temas hoje discutidos na reunião da comissão municipal de proteção civil, a segunda realizada em quatro dias, devido à necessidade de uma “intervenção musculada de emergência”.

“Mediante a disponibilidade manifestada por alguns trabalhadores para regressar ao trabalho, mesmo estando positivos, mas assintomáticos, foi colocada à consideração da Saúde Pública e da ULSAM a autorização para estes puderem prestar o apoio aos utentes, tendo em conta que a taxa de infeção no lar é de 100%”, refere a nota.

O “primeiro caso de infeção foi detetado no dia 12, tendo sido ativado imediatamente o plano de contingência da instituição”.

Segundo a Câmara e a Santa Casa da Misericórdia, na sexta-feira “foram desencadeados todos os meios legais e logísticos ao dispor, nomeadamente a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), a Delegação Distrital de Saúde, a Segurança Social distrital e a Direção-Geral da Saúde, solicitando um reforço de pessoal médico e auxiliar para dar resposta às necessidades prementes”.

“A resposta tem sido escassa, devido à falta de recursos humanos no concelho e no distrito, tendo a Segurança Social distrital ativado, até ao momento, as Brigadas de Apoio aos Lares criadas pelo Governo, através das quais foram destacados dois enfermeiros e cinco auxiliares de ação direta”, refere a nota.

A Câmara adiantou “estar a colaborar, logística e financeiramente, nomeadamente com a aquisição de todas as refeições no exterior, bem como a aquisição de material de desinfeção e equipamento de proteção individual”.

“Quer a Câmara, quer a Santa Casa têm procurado encontrar pessoas voluntárias para prestar o necessário e devido serviço de apoio aos utentes, numa primeira fase recorrendo a meios e contactos próprios e, nesta fase, lançando um apelo público aos familiares dos utentes e a pessoas da comunidade em geral para prestar serviço de voluntariado”, reforçam.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.041.289 mortos resultantes de mais de 95,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.246 pessoas dos 566.958 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Viana do Castelo

Unidade Móvel percorreu 14 freguesias e atendeu 113 pessoas em Viana

Saúde

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje que a unidade móvel que integra o projeto “Saúde mais Próxima”, percorreu, em um mês, dois dias por semana, 14 das 27 freguesias do concelho e atendeu 113 munícipes.

Em comunicado enviado às redações, o município explicou que aquela iniciativa, realizada em parceria com o Centro Humanitário do Alto Minho da Cruz Vermelha Portuguesa, “pretende promover a equidade na saúde e reforçar a rede de cuidados de saúde de proximidade no concelho, beneficiando a população e as freguesias com maiores limitações físicas e geográficas no acesso aos serviços de saúde”.

Além de prestar diversos cuidados de saúde, a Unidade Móvel de Saúde (UMS) “pode, quando necessário, promover a realização de testes rápidos no âmbito da pandemia de covid-19”.

A aquisição daquela unidade representou, por parte da autarquia, um investimento de 15 mil euros, sendo que o apoio para a constituição de uma equipa multidisciplinar implica um investimento de 3.000 euros por mês.

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Ave

Cabeceiras de Basto destina 15 mil euros ao orçamento participativo

Tem como tema a covid-19

Foto: DR / Arquivo

O Orçamento Participativo de Cabeceiras de Basto tem em 2021 uma verba de 15 mil euros e como tema a covid-19, “designadamente programas, projetos, ações ou iniciativas que visem o combate e mitigação” da pandemia, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, aquela câmara do distrito de Braga explica que a iniciativa é “aberta a todos os cidadãos com mais de 16 anos, que sejam naturais, residentes, trabalhadores ou estudantes no município de Cabeceiras de Basto e ainda a todas as instituições e associações do concelho”.

As candidaturas podem ser apresentadas a partir de 01 de fevereiro e até 15 de março, sendo que a votação decorrerá entre 19 de abril e 31 de maio de 2021 através do sistema de votação que inclui o voto pela plataforma eletrónica na internet.

“O Orçamento Participativo tem como objetivo continuar a reforçar a participação dos munícipes e, através dos seus contributos, apoiar os processos de tomada de decisão, contribuir para a educação de uma cidadania ativa, participativa, responsável e inclusiva, e ainda incentivar o diálogo entre eleitos, técnicos municipais, cidadãos e sociedade civil”, descreve a autarquia.

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