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Menina de dois anos morre afogada em piscina na Póvoa de Varzim

Óbito

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Foto: DR / Arquivo

Uma criança de dois anos perdeu a vida depois de se ter afogado numa piscina na Póvoa de Varzim, ao final da tarde desta sexta-feira.


De acordo com o Jornal de Notícias, a menina foi encontrada pelos pais já a boiar na piscina da casa, depois de terem dado pela falta da criança.

Para o local deslocaram-se os Bombeiros da Póvoa de Varzim, a VMER e uma equipa de psicólogos para apoiar os pais.

A piscina estaria tapada, referem os progenitores.

A vítima será transportada para o Instituto de Medicina Legal.

O alerta foi dado às 18:28.

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Violenta colisão na A28 no sentido Porto-Viana faz um ferido grave

Na Estela

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Foto: Carlos Barbosa

Uma colisão entre duas viaturas ligeiras de passageiros condicionou o trânsito na A28, junto ao nó da Estela, em Póvoa de Varzim e provocou ferimentos em três pessoas.

O alerta foi dado às 19:29 para um acidente ao quilómetro 39,5, no sentido Porto-Viana.

Do sinistro resultaram dois feridos ligeiros e um em estado grave.

Os Bombeiros da Póvoa de Varzim estiveram no local com três ambulâncias.

As vítima foram transportadas para o hospital local.

A BT da GNR registou a ocorrência.

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Casos covid disparam em Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Proibidas visitas a lares

Pandemia

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Foto: DR

O aumento exponencial do número de casos em Vila do Conde e na Póvoa de Varzim levou a que as autoridades de saúde decidissem pedir a suspensão de visitas a lares naqueles dois concelhos.

Segundo o Jornal de Notícias, a decisão foi levada a cabo pela delegação de saúde local, mantendo a suspensão durante as próximas duas semanas.

Na última semana, estes dois municípios somaram 90 novos casos de infeção por covid-19, depois de alguns surtos já na fase de desconfinamento, como foi o caso da conservaria das Caxinas, em junho, com 15 pessoas infetadas e que levou ao encerramento de um jardim de infância na Póvoa de Varzim.

Também a zona industrial da Varziela, a freguesia de Guilhabreu e a de Mindelo registaram casos, isto já em meados de julho. De acordo com os presidentes de junta, Guilhabreu soma cerca de 30 e Mindelo 20.

Na freguesia de Junqueira, também em Vila do Conde, o posto dos CTT foi encerrado depois de uma funcionária testar positivo à infeção do coronavírus.

A presidente da Câmara, Elisa Ferraz, já tinha admitido alguma intranquilidade no concelho, depois de anunciar que existiam 130 casos ativos em Vila do Conde. Hoje, são mais 61 casos naquele concelho e 29 na Póvoa de Varzim.

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Vigília contra a mina de lítio marcada para sábado em Montalegre

Na freguesia de Morgade

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Foto: DR / Arquivo

A Associação Montalegre Com Vida marcou uma vigília no sábado para alertar contra a mina de lítio a céu aberto prevista para aquele concelho e mostrar que a luta não esmoreceu com o confinamento e a covid-19.

“O objetivo é chamar a atenção e, mais uma vez, alertar para o que está a acontecer. Queremos também demonstrar que nós estamos atentos, que não esmorecemos e que estamos unidos”, afirmou hoje à agência Lusa Armando Pinto, dirigente da associação que foi criada para lutar contra a exploração mineira.

A iniciativa marcada para sábado vai decorrer no local previsto para a mina de lítio, na freguesia de Morgade.

A vigília inclui uma plantação simbólica de árvores, uma por cada furo feito pelas sondagens e prospeções, ainda uma tertúlia e realiza-se no dia em que decorreria a tradicional festa em honra de São Domingos.

Sem festa por causa da pandemia de covid-19, o dia será marcado pela luta contra a mina que a empresa Lusorecursos quer implantar no território do distrito de Vila Real.

Armando Pinto referiu que se pretende também informar os emigrantes que este verão vieram de férias e aproveitar para divulgar a causa. Na iniciativa participam associações e movimentos provenientes de outras zonas do país.

“Nós vamos defender aquilo que é nosso”, frisou Armando Pinto.

A população, nomeadamente das aldeias de Morgade, Rebordelo e Carvalhais, opõe-se ao projeto, elencando preocupações ao nível da dimensão da mina e consequências ambientais, na saúde e na agricultura.

Os opositores à mina têm também alertado para a incompatibilidade entre o Património Agrícola Mundial, distinção atribuída a Montalegre e Boticas em 2018, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e a mina do Romano (Sepeda).

O contrato de concessão de exploração de lítio no concelho de Montalegre foi assinado em março de 2019, entre o Governo e a Lusorecursos Portugal Lithium, e tem estado envolto em polémica.

A empresa tem dito que a exploração da mina de lítio em Morgade vai ser mista, efetuando-se primeiro a céu aberto e depois em subterrâneo, e prevê a construção de uma unidade industrial para transformação do minério.

Em janeiro, a Lusorecursos Portugal Lithium anunciou a entrega do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto “Concessão de Exploração de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados – Romano” à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

No entanto, dias depois, a APA esclareceu que “não foi efetuada a instrução” do EIA da exploração de lítio em Montalegre pelo incumprimento de condições como, por exemplo, um documento relativo aos impactos transfronteiriços.

Armando Pinto criticou ainda a nova legislação sobre minas, classificando-a como “absurda” porque dá plenos poderes à Direção-Geral de Geologia e Energia (DGEG), retirando poder de intervenção às câmaras e populações.

Para Armando Pinto, o novo decreto-lei que regulamenta a exploração de recursos minerais em solo público “é traiçoeiro porque, com os ‘s’, acaba por englobar todas as áreas protegidas”.

Esta nova legislação, cuja consulta pública decorreu até final de julho, não se aplica à mina do Romano, mas, segundo o dirigente poderá incidir sobre os novos pedidos de prospeção que abrangem também este território.

O interesse pelo lítio português despertou em 2016, ano em que deram entrada 30 novos pedidos de prospeção e pesquisa deste metal, impulsionado pelo aumento da procura global devido à utilização nas baterias do automóvel elétrico.

Desde então, várias associações ambientalistas, câmaras municipais e população já se pronunciaram contra a prospeção e exploração de lítio, com o Governo a defender, por outro lado, que aquele recurso é essencial para a transição energética.

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