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Alto Minho

Mais de 300 diabéticos tratados com projeto “inovador” de hospital de Viana

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Mais de 300 doentes com diabetes tipo 2 estão a ser tratados no hospital de Viana do Castelo através de um projeto “inovador” que identifica a doença mais cedo e ajuda as pessoas diagnosticadas a ter uma vida melhor.


“Já conseguimos classificar mais de 300 doentes diabéticos num código de três cores – verde, amarelo, vermelho – de acordo com o controlo da doença. Este sistema de classificação visual e universal facilita a comunicação com o doente e a coordenação entre os profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários e hospitalares”, explicou hoje presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Franklim Ramos.

O objetivo do projeto, intitulado “Saber viver com diabetes“, é “melhorar a articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares, de forma a promover uma referenciação mais rápida e um acompanhamento mais adequado às pessoas com diabetes que vivem no Alto Minho”. O hospital de Santa Luzia, situado na capital do Alto Minho, serve cerca de 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

 

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Alto Minho

Ponte de Lima investe 200 mil para transformar antiga escola em incubadora de empresas

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Foto: DR

O Auto de consignação da empreitada de “Recuperação da Antiga Escola de Serdedelo para Incubadora de Empresas” pelo valor de 199.313,98 euros foi assinado na terça-feira, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Ponte de Lima, anunciou hoje a autarquia local.

A recuperação da antiga Escola Primária de Serdedelo tem como finalidade a dinamização do imóvel, através da instalação de uma Incubadora de Empresas, a integrar o “Terra Incubadora”.

Este é um projeto municipal que “apoiou já 25 empresas, ou seja, 50% das candidaturas entregues, (…) destas, 18 ainda estão em funcionamento, o que corresponde a uma taxa de sucesso na ordem dos 72%”, revelou o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes.

O autarca considerou que se trata da “requalificação de um imóvel de propriedade do Município de Ponte de Lima, onde se instalará uma infraestrutura que terá o intuito de “ajudar empresas numa fase inicial, (…) para que possam dar início ao seu percurso do ponto de vista empresarial”.

Assinatura de protocolo. Foto: CM Ponte de Lima 

Segundo o edil, este projeto contribui para a “descentralização de um conjunto de investimentos de âmbito municipal, (…) correspondendo a requalificação deste equipamento a um investimento total de 200 mil euros, com comparticipação de 85% pelo Norte2020.”

O presidente da Junta de Serdedelo, Fernando Fiúza considera esta uma “obra bem pensada, à entrada da freguesia”, afirmando que “este é um edifício que merece ser recuperado e rentabilizado”, e que espera um “retorno do investimento”.

Fernando Fiúza agradeceu “ao Município, o esforço feito com a freguesia de Serdedelo, onde só neste mandato, [no conjunto de empreitadas realizadas], foi feito um investimento de cerca de um milhão de euros”.

Nas palavras do presidente da Câmara, “É nossa responsabilidade requalificar o património municipal”, neste sentido a autarquia efetua um “esforço do ponto de vista financeiro, na freguesia de Serdedelo, que ficará certamente para sempre ligada à história destas empresas”.

Víctor Mendes deixou ainda uma “palavra de agradecimento pelo trabalho como autarca” a Fernando Fiúza, por 12 anos de mandato.

O prazo de execução da obra é de oito meses.

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Alto Minho

Solar do século XVI em Melgaço classificado como Monumento de Interesse Municipal

Solar da Quinta do Reguengo

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Foto: CM Melgaço

Um solar situado numa quinta na freguesia de Paderne, em Melgaço, mandado construir no século XVI pela rainha D. Leonor, foi hoje classificado como Monumento de Interesse Municipal, de acordo com o aviso publicado em Diário da República.

Em causa, de acordo com aquele documento hoje consultado pela Lusa, está “um imóvel que, no domínio histórico e arquitetónico, traduz um testemunho notável de vivências e factos históricos”.

“Pela sua conceção arquitetónica, pela memória coletiva que reflete e pela sua singularidade, representa um bem de valor cultural de significado preponderante para o município”, descreve o Diário da República (DR).

Contactado pela agência Lusa, o presidente daquele concelho, Manoel Batista, destacou a “relevância histórica” do imóvel e o seu “enquadramento paisagístico” por se encontrar “completamente rodeado de vinha”.

“Numa altura em que a aposta na economia do vinho Alvarinho e da marca Monção e Melgaço se procura afirmar cada vez mais, era muito importante que este imóvel e a quinta onde está inserido, fossem classificados”, reforçou o autarca.

Segundo o autarca socialista, o processo de classificação, iniciado em 2017, foi proposto pelos atuais proprietários.

“A autarquia acarinhou o processo desde a primeira hora e congratula-se com a sua classificação”, referiu.

O solar da Quinta do Reguengo foi mandado construir pela rainha D. Leonor, no século XVI, tendo desde então estado na posse de vários proprietários.

De acordo com a descrição que integrou o processo de classificação, a que a Lusa teve acesso, atualmente, o imóvel está adaptado à função de hotel rural, resultado de um projeto de recuperação e remodelação realizado em 2001.

A família Cardadeiro, atual proprietária, adquiriu a propriedade em 1997, reconstruiu o solar, plantou a vinha e construiu uma adega para a produção de Vinho Alvarinho.

O solar “encontra-se inserido em meio rural, e enquadrado por grandes vinhedos, com cerca de oito hectares”.

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Alto Minho

Perito jurídico estuda criação de plano de gestão transfronteiriço para o rio Minho

Projeto do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial

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Foto: DR / Arquivo

Um perito jurídico vai estudar soluções que permitam elaborar um plano de gestão transfronteiriço “comum e coordenado” para o rio Minho, fronteira natural entre o Alto Minho e a Galiza, foi hoje divulgado.

Em comunicado hoje enviado às redações, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho explicou que o objetivo é “mobilizar os governos de Portugal e de Espanha, e a Junta da Galiza, para a importância de uniformizar os critérios de atuação e proteção” daquele rio internacional.

Em causa está um projeto do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho candidatado ao programa B-Solutions de 2020, promovido pela Comissão Europeia e pela Associação de Regiões Fronteiriças Europeias (ARFE).

O programa B-Solutions de 2020 tem como objetivos identificar e promover a resolução de obstáculos fronteiriços de caráter jurídico ou administrativo ao longo das fronteiras internas da União Europeia.

A candidatura agora aprovada “permitirá o contacto mais próximo entre especialistas e consultores da União Europeia (EU) com as administrações, de forma a resolver os problemas jurídicos que, na prática, fazem com que o rio Minho seja tratado de dois modos diferentes, do lado português e o lado galego”.

“Apesar de ser um espaço de proteção ecológica de âmbito europeu graças à Rede Natura 2000, que se rege por uma normativa europeia única para todos os países membros, no caso do rio Minho são várias as administrações (portuguesa, galega e espanhola) que interpretam essa legislação europeia de proteção, resultando em critérios diferentes e que geram disfunções nos pareceres e autorizações necessárias”, especifica a nota.

O diretor do AECT Rio Minho, Fernando Nogueira, citado na nota, refere que, “mais do que um simples curso de água internacional, falar do Rio Minho é interagir com um vasto património secular comum a dois povos irmãos – Portugal e Espanha – e um inigualável potencial identitário, histórico, económico, cultural, ambiental e turístico”.

Para o também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, “as vontades em prol de um recurso endógeno comum como o rio Minho têm de ser alicerçadas, apoiadas e consensualizadas com um forte cariz transfronteiriço, em prol de uma causa comum como é a sua valorização e potenciação”.

Já o vice-diretor daquela entidade, Uxio Benítez, sublinhou que “qualquer atuação de uma margem se repercute na outra e que a disparidade atual de critérios está a criar problemas ambientais e socioeconómicos”.

“O AECT pretende uma gestão justa e coordenada do espaço fluvial natural transfronteiriço, onde as barreiras políticas e administrativas nunca estejam acima do sentido comum”, sublinhou, também citado naquela nota.

Através do projeto agora aprovado, designado “Minho River Nature 2000 – Boosting Cross-Border Multi-level Governance”, “a Comissão Europeia (DG Regio) vai colocar à disposição do AECT Rio Minho uma pessoa especializada para assessorar a formulação de propostas às administrações competentes galegas, espanholas e portuguesas, com o objetivo de superar os obstáculos que, atualmente, impedem o planeamento conjunto”.

Constituído em fevereiro de 2018, e com sede em Valença, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.

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