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Região

Caminhos de Santiago são prioridade para novo presidente da Turismo e Norte de Portugal

Presidentes da Câmara de Paredes de Coura e Arcos de Valdevez em lugares de destaque

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Foto: Divulgação

A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinha preside, hoje, à tomada de posse dos órgãos sociais da Entidade do Turismo do Porto e Norte de Portugal marcada para as 17:00, em Viana do Castelo.

A recém-eleita Comissão Executiva da TPNP é liderada por Luís Pedro Martins, que venceu as eleições com 73 votos, uma das mais expressivas votações no historial da entidade. Para o novo presidente da TPNP, este é um momento “de união e que pretendemos, com o nosso trabalho, dar um forte contributo para a economia da região Norte”, frisando ainda que a equipa que vai tomar posse “quer trabalhar para as pessoas, designadamente as que aqui vivem, as que aqui decidiram investir e, claro está, as que nos visitam”.

A Comissão Executiva tem como Vice-Presidente, Inácio Ribeiro e como Vogal Vítor Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura. João Manuel Esteves, presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, é o novo Presidente da Mesa da Assembleia Geral e Ângelo Manuel Moura, Presidente da Câmara Municipal de Lamego, o Secretário da Mesa da Assembleia Geral.

Em entrevista à agência Lusa, no âmbito da tomada de posse hoje enquanto presidente da Comissão Executiva da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins assume que quer “juntar” e “unir” a região Norte e que não está para “criar divisões entre territórios”, desvendando que vai privilegiar os produtos que consigam ser “transversais” na região e que sirvam para juntar vários municípios e dar escala ao Norte.

“O Douro e toda a temática relacionada com o vinho, mas também o projeto (…) da Estrada Nacional 2 (EN2) que percorre vários municípios, (…) os Caminhos de Santiago e tudo o que estiver relacionado com a gastronomia, são tudo produtos que são transversais ao território e que eu irei dar, sem dúvida nenhuma, prioridade”, assumiu Luís Pedro Martins.

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Aqui Perto

População manifesta-se contra encerramento de agência bancária em Montalegre

Em Salto

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Imagem via SIC Notícias

Várias dezenas de populares de Salto, em Vila Real, manifestaram-se contra o encerramento naquela vila da agência bancária Crédito Agrícola, previsto para sexta-feira, criticando mais uma medida que “patrocina o desinvestimento”.

O balcão do Crédito Agrícola em Salto, no concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, irá encerrar na sexta-feira, deixando a vila apenas com uma agência bancária com presença física, o Millennium BCP.

Após terem recebido cartas a dar conta do encerramento, os habitantes de Salto concentraram-se hoje junto às instalações do banco e manifestaram a sua preocupação, sobretudo para com a população mais envelhecida.

O protesto contou ainda com a presença de pessoas de localidades próximas à vila do concelho de Montalegre, que utilizam o balcão, como do concelho de Boticas, também do distrito de Vila Real, e dos concelhos de Cabeceiras de Basto e Vieira do Minho, no distrito de Braga.

Entre as palavras de revolta e protesto, vários populares manifestaram a intenção de fecharem as suas contas naquela instituição.

As alternativas para os clientes do banco se deslocarem a balcões mais próximos estão a cerca de 20 ou mais quilómetros. O balcão de Cabeceiras de Basto é o mais próximo (20 quilómetros), seguindo-se Vieira do Minho (32 quilómetros), Boticas (33 quilómetris) e Montalegre (37 quilómetros).

Para Hernâni Carvalho, o fecho do banco causa um grande transtorno à população envelhecida, pois “os serviços bancários disponibilizados ‘online’ não servem a grande parte das pessoas de Salto”.

“O Interior tem de ter outra dinâmica e, quando perdermos ciclicamente o pouco que ainda temos, isso é devastador para nós”, alertou o habitante da vila transmontana que é também o comandante dos Bombeiros Voluntários de Salto.

Hernâni Carvalho realçou ainda que a “retirada de serviços patrocina o desinvestimento e o despovoamento”.

Apenas com uma instituição bancária com presença física em Salto, a preocupação da população prende-se ainda com os “rumores” de que o balcão do Millennium BCP irá fechar “durante dois ou três dias por semana”.

Também João Poças, habitante de Salto, marcou presença no protesto, lembrando que um banco é “indispensável”, principalmente numa localidade virada para o sector agrícola.

“Esta situação afeta-nos bastante. Grande parte das pessoas habitantes são agricultores e seria importante fazerem-se alguns esforços, a nível das entidades competentes, para evitar este fecho”, vincou.

João Poças teme que “o Interior e Norte do país acabem por ficar totalmente desertificado”.

A Lusa contactou a instituição bancária, que indicou não ter mais nada a acrescentar sobre o tema.

Autarcas com “esperança”

Os presidentes das câmaras de Montalegre e Ribeira de Pena saíram hoje da reunião com o presidente do Crédito Agrícola com a “esperança”, e “quase certeza”, de que não serão encerrados os balcões em Salto e Cerva.

Os autarcas dos concelhos do distrito de Vila Real promoveram hoje, em Lisboa, uma reunião com o presidente do conselho de administração do Crédito Agrícola para contestar o encerramento anunciado dos balcões na vila de Salto, no concelho de Montalegre, e na vila de Cerva, no concelho de Ribeira de Pena.

No final da reunião, o autarca de Montalegre, Orlando Alves, disse à Lusa ter ficado com “esperança” de que os argumentos apresentados “foram atendidos”.

“É uma esperança – dita de forma enfática, feita quase de certeza, – de que as nossas razões e argumentos foram atendidos e que os balcões vão ter continuidade”, destacou.

Para o presidente da Câmara de Montalegre, o Crédito Agrícola é um “banco do mundo rural, para apoiar as pessoas que não dominam as novas tecnologias, e que tem de estar próximo dos pequenos e grandes produtores agrícolas e de pecuária”.

“Foi isso tudo que viemos dizer, eu e o presidente da Câmara de Ribeira de Pena [João Noronha]”, acrescentou.

A população de Salto manifestou-se hoje contra o encerramento do único balcão da instituição bancária na vila, anunciado para o final do mês.

Após terem recebido cartas a dar conta do encerramento, os habitantes de Salto concentraram-se hoje junto às instalações do banco e manifestaram a sua preocupação, sobretudo para com a população mais envelhecida.

As alternativas para os clientes do banco se deslocarem a balcões mais próximos estão a cerca de 20 ou mais quilómetros. O balcão de Cabeceiras de Basto é o mais próximo (20 quilómetros), seguindo-se Vieira do Minho (32 quilómetros), ambos no distrito de Braga. Boticas (33 quilómetros) e Montalegre (37 quilómetros) são alternativas no distrito de Vila Real.

Já para os clientes do balcão de Cerva, a alternativa mais próxima é na sede de concelho, em Ribeira de Pena, a uma distância de 15 quilómetros. Cabeceiras de Basto (20 quilómetros) e Vila Pouca de Aguiar (30 quilómetros) são também alternativas.

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Cávado

Esposende investe em miradouros nas aldeias

Turismo de natureza

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Miradouro da Sra. da Paz, em Marinhas. Foto: Divulgação / CM Esposende

A Câmara de Esposende vai investir 41 mil euros na criação de miradouros e pontos de observação de aves e na valorização dos percursos pedestres, reforçando a aposta no Turismo de Natureza, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município refere que a rede de miradouros será constituída pelos montes de Arnelas (Gemeses), Faro (Palmeira), S. Lourenço (Vila Chã), Senhora da Paz (Marinhas), Picotinho (Mar) e da Senhora da Guia (Belinho).

Segundo o município, a rota será “devidamente assinalada” e “valorizará não só aqueles locais, mas também todo o património natural e paisagístico no concelho de Esposende”.

Em alguns dos pontos, serão instaladas lunetas de observação e colocados painéis interpretativos da paisagem.

Realizar-se-ão também visitas guiadas frequentes e será editada uma brochura promocional e informativa da rota.

Paralelamente, o município vai instalar observatórios de aves, com vista à valorização da biodiversidade existente no cordão dunar ao longo dos 16 quilómetros de frente marítima e dos estuários dos rios Cávado e Neiva, inseridos no Parque Natural do Litoral Norte.

Os equipamentos vão nascer em Esposende, junto à foz do rio Cávado, e em Antas, na foz do rio Neiva, juntando-se assim aos já existentes na Lagoa de Apúlia e em Belinho.

O terceiro eixo de valorização da natureza incide nos percursos pedestres da rede municipal, relevando o património arqueológico, arquitetónico, religioso e etnográfico.

O comunicado alude à Rede Municipal de Percursos Pedestres, desenhada em mais de 140 quilómetros de trilhos, às ecovias do Litoral Norte (de Apúlia a Antas) e do Cávado (de Fão a Rio Tinto) e às rotas de peregrinação, como o Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela e o Caminho para S. Bento (Porta Aberta e Várzea).

O investimento será comparticipado em 88,42% no âmbito do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

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Região

Cadeias de Braga e Viana com greve dos funcionários das cantinas

Exigem pagamento das horas extra

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores das cantinas dos estabelecimentos prisionais de Braga e Viana do Castelo, assim como das de Bragança, Porto, e Vila Real, vão fazer greve no dia 07 de fevereiro para exigir o pagamento do trabalho suplementar e categorias profissionais, informou hoje o sindicato.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte acusou a empresa “Uniself, de explorar os trabalhadores do serviço de refeições das prisões e de não respeitar os direitos dos trabalhadores”.

Em causa, aponta, “está o pagamento de trabalho suplementar em dívida, reclamado por diversas vezes entre maio e novembro de 2019, e a reclassificação das categorias profissionais de cozinheiro, motorista, e das empregadas de refeitório”.

Segundo aquela estrutura sindical os trabalhadores exigem ainda a “atribuição de um subsídio de risco igual aos dos professores que trabalham nas prisões, no valor de 170 euros mensais, e um aumento salarial de 90 euros para todos os trabalhadores”.

“A empresa paga salários muitos baixos e mantém condições de trabalho inaceitáveis. O sindicato solicitou uma reunião à empresa, mas esta nem se dignou a responder”, acrescenta a nota.

A paralisação anunciada para o dia 07 de fevereiro abrange “os estabelecimentos prisionais dos distritos de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real, bem como os que trabalham em cantinas e cozinhas que confecionam refeições para as mesmas prisões”.

A Lusa questionou a Uniself, mas não obteve resposta até ao momento.

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