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Braga

Longas filas, distanciamento e algum receio no regresso da população ao Braga Parque

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Carmo Lopes veio à Zara trocar peças de roupa compradas pela internet. Já José Ferreira veio de Barcelos para trocar uma cadeira de bebé. São alguns dos exemplos no regresso da população ao Braga Parque, que decorre esta segunda-feira, no início da terceira fase do desconfinamento.


Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO esteve na chamada reabertura, embora o centro comercial nunca tenha fechado, como explica António Afonso, diretor-geral. “Nunca existiu um encerramento dos centros comerciais, como é referido pela opinião pública. Das 180 lojas que existem dentro das instalações, 15 mantiveram-se abertas”, conta.

Mas a adesão diminuiu em cerca de 90% ao longo dos últimos três meses. Para esta nova fase, o responsável explica que foram tomadas várias medidas para evitar possíveis contágios, mesmo quando o vírus parece já ter dado tréguas na região minhota.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Limitámos o acesso, neste momento o máximo permitido é de quatro mil pessoas, retirámos 50% das mesas da restauração, onde deixámos ficar apenas as de quatro lugares para grupos, e promovemos o uso obrigatório de máscaras”, explica.

Porém, nem todos cumprem, como admite o diretor. “Caso alguém entre sem máscara, nas lojas serão barrados, porque os lojistas têm indicação de não deixar entrar ninguém sem a devida proteção”, assegura.

Muita gente voltou a entrar no Braga Parque. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Para além das medidas supra citadas, as casas de banho também foram alvo de redefinição. Agora, por cada mictório disponível, outros dois estão interditos, o mesmo sucedendo com as cabines e com os lavatórios. Nos elevadores, só podem entrar duas pessoas de cada vez, excepto grupos que já venham juntos.

Distanciamento social na área de restauração. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Outra das medidas foi a não circulação do ar condicionado: “Todas as janelas foram abertas para facilitar a circulação de ar natural. Temos também as portas de entrada e saída todas abertas, não só para ajudar o ar a circular mas também para evitar potenciais contágios com o toque nas mesmas”.

Sobre as lojas, António Afonso refere que já quase todas das 180 existentes abriram, tirando as que ainda não tinham as medidas todas implementadas, mas essas abrirão até amanhã.

Trocas

Carmo Lopes veio da cidade de Braga para trocar roupa. Encomendou-a através do site da loja mas acabou por não servir. Apesar de achar o ambiente “pacíficio”, admite sentir “sempre algum receio”.

Carmos Lopes veio da cidade de Braga para trocar roupa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“As regras estão bem expostas, há dispensadores em todo o lado mas em termos de distanciamento, acho que algumas pessoas não se preocupam muito com isso”, aponta, dando como exemplo o distanciamento na fila de pagamento na loja da Zara. “Há uma ou outra pessoa que não cumpre, mas, regra geral, toda a gente está a ser um verdadeiro agente de saúde pública”, afirma.

José Ferreira veio de Barcelos de propósito para trocar uma cadeira de bebé para uma neta de 16 meses, na loja da Chicco. Comprou a cadeira, mas foi decretado o Estado de Emergência então teve de esperar por agora para poder voltar a trocar.

José Ferreira veio de Barcelos para trocar uma cadeira de bebé. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre o regresso em massa ao shopping, acha que as pessoas estão a cumprir as regras de distanciamento e o uso de máscara. Também está contente com os dispensadores colocados. “Acho que estão reunidas as condições para aos poucos regressar tudo ao normal, caso não haja nova vaga”.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Jurista de profissão, está agora em teletrabalho, depois de, no escritório, alguns dos colegas não encararem inicialmente a pandemia como José acha que deveriam. “Na altura, eu e outros colegas mais velhos decidimos colocar um atestado médico até que fossem colocados horários rotativos para podermos trabalhar em maior segurança, sobretudo por causa do espaço. Agora até estou em teletrabalho por isso tem sido tranquilo nesse aspecto”, sublinha.

Primark

Na Primark, as filas são longas, assim como na Sport Zone e na Nespresso. O MINHO tentou obter reação dos responsáveis das lojas mas o mesmo foi descartado, por apenas ser permitida a comunicação a nível central. Dentro da Primark, no entanto, apesar do dispensador obrigatório na entrada, os clientes iam mexendo na roupa, como antes da pandemia.

Longa fila na Primark. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Falámos com Maria Sequeira, vinda de Famalicão. Era a 15ª pessoa na fila de entrada, cerca das 13:30. Admite que há muita gente na fila mas que todos estão de máscara e a cumprir “mais ou menos” o distanciamento. “Há sempre quem se chegue, mas comigo a experiência tem sido positiva”.

Braga Parque. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“É sempre chato estar na fila mas preciso de comprar umas calças para o meu filho e aqui acaba por ser mais barato. Em layoff, numa fábrica têxtil, admite que “o momento não está para compras em lojas mais caras”, acrescentou.

A controlar a fila, que se estendia por mais de 100 metros, existiam dois funcionários, que iam assegurando o cumprimento das regras.

“Só fechamos três dias”

A tabacaria e papelaria Kiosku só fechou três dias ao longo do confinamento. Para além de um restaurante de take away, foram a única loja aberta em todo o segundo piso, como explica o casal de proprietários. Admitem, no entanto, que existiu uma quebra de 90% nas vendas o que levou a que fosse necessário ativar lay-off e rotatividade por turnos. “A administração do Braga Parque ajudou-nos muito, deram-no sempre tranquilidade, acho que estiveram à altura do que aconteceu”, confessam.

Proprietários da tabacaria e papelaria Kiosku. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre esta segunda-feira, parece ter melhorado, aos olhos dos proprietários. “Já tem muita mais gente, mesmo assim ainda não há aquele movimento de clientes como antes desta situação toda”.

Chegada dos emigrantes

A Smart Talk foi das últimas lojas a fechar. Situada num stand no centro do shopping, reabriu hoje, mas Paulo Pinto, que gere o espaço, confessa-se apreensivo.

Paulo Pinto, gerente da Smart Talk. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Acho que poderíamos ter sido mais resguardados, uma vez que estamos aqui no meio dos corredores, mas é justo dizer que a administração tem lidado bem com tudo isto”, elogia.

Paulo refere que o shopping “está cheio de gente”. “É bom para o negócio mas em termos de saúde, não sei se será assim tão positivo”, admite, confessando que é necessário perder o receio de vir às grandes superfícies.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mas o maior receio de Paulo é outro: a chegada dos emigrantes, temendo mesmo “uma balbúrdia”.

Admite ainda que já atendeu “um ou dois” clientes sem máscara. “Atendi porque estavam distanciados e nesse sentido acho que até cumpriram essa regra. “98% usam máscara”, remata.

A nível global, de acordo com um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia da covid-19 já provocou mais de 372 mil mortos e infetou mais de 6,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.424 pessoas das 32.700 confirmadas como infetadas, e há 19.552 casos recuperados, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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Braga

Feira do Livro virtual de Braga regista cinco mil visitas

Cultura

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Foto: Divulgação

A Feira do Livro de Braga, que arrancou virtualmente na sexta feira, dia 03, contou já com a visita de mais de cinco mil pessoas. A este número juntam-se ainda 500 pessoas que assistiram, nestes primeiros seis dias, às várias sessões do programa cultural promovido pelo Município e pelo mecenas do evento, o dstgroup.

Fonte da empresa municipal InvestBraga adiantou, hoje, que a programação cultural da 29.ª edição conta com várias “Conversas em streaming” com autores nacionais e estrangeiros, passatempos, ofertas de livros e também iniciativas da responsabilidade do patrocinador principal, há mais de 25 anos, o dstgroup, dirigido por José Teixeira.

Nesta edição digital, e para o mundo, é possível visitar entre livrarias, editoras e alfarrabistas, 20 expositores presentes na feira através de um Virtual Tour, e adquirir diversos os produtos a partir da plataforma de vendas online, Dott, que conta com mais de cinco mil livros.

A viagem virtual pela feira inicia-se numa «street view» das avenidas onde a feira tinha usualmente lugar e é nesse espaço que é possível entrar em cada um dos stands dos diferentes expositores para consultar os seus catálogos de livros. Nessa fase, os  visitantes são direcionados para a loja online da Feira, onde podem efetuar todo o processo de compra dos produtos escolhidos. A entrega das encomendas fica, por sua vez, a cargo dos CTT.

De referir que a Feira do Livro é uma organização do Município de Braga e da InvestBraga em estreita colaboração com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, com a The Book Company | Booktailors, os CTT e a DOTT e com o mecenato da dst group.

A feira virtual está disponível desde o dia 3 e prolonga-se até ao dia 03 de setembro de 2020.

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Braga

Advogados querem que brasileira detida na Cairense deixe de se apresentar na PSP

Provas de que se prostituía são “meras conjeturas”

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Imagem via Google Maps

O Tribunal Central Administrativo do Norte rejeitou um recurso do SEF e confirmou a decisão do Administrativo de Braga de suspender a expulsão de uma cidadã brasileira, a qual não chegou a sair de Portugal, devido à interposição de uma providência cautelar.

A imigrante havia sido detida, em dezembro, com outras sete mulheres, numa operação policial na Residencial Cairense em Braga. Agora, o seu advogado de defesa, João Magalhães que representa, ainda, outra cidadã brasileira detida na mesma noite na Cairense, pediu à juíza que anule a obrigatoriedade de as duas se apresentarem semanalmente na PSP.

‘Rusga’ em ‘casa de alterne’ de Braga termina com identificação de 28 mulheres e 50 clientes

No requerimento, o jurista lembra que, e conforme o MINHO noticiou, o Administrativo de Braga já considerara, na sua sentença, não ter ficado provado que a mulher trabalhasse no alterne ou na prostituição já que foi encontrada a tomar café naquela unidade hoteleira.

O Tribunal do Norte, a segunda instância, confirmou esta versão e diz que o SEF a expulsou com base em “meras conjeturas, não demonstradas e apenas com provas indiciárias”.

Embora o advogado não o especifique, a verdade é que, se a medida de coação de apresentações semanais na Polícia não for revogada, as duas imigrantes terão de ali se deslocar ao longo de vários anos, já que, como é sabido e não se prevê que tenha alteração a breve prazo, um processo no Tribual Administrativo de Braga pode durar seis a dez anos a ser decidido, por falta de juízes e de salas.

“É inaceitável e inconcebível que o Estado Português e o Tribunal continue a tratar a aqui Requerente , como uma prostituta. Quando, na verdade, a mesma, tem uma Sentença do Tribunal Administrativo Fiscal de Braga e um Acórdão do Tribunal Central Administrativo do Norte, que prova, inegavelmente, que a mesma não se encontra em território português a prostituir-se. Encontrando-se sim, à procura de emprego, na tentativa de se estabilizar profissional e economicamente”, lê-se no requerimento.

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Braga

Braga prevê investir 11 milhões na requalificação do parque escolar

Investimento público

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Foto: DR

O município de Braga prevê investir, até ao final do próximo ano letivo, cerca de 11 milhões de euros em obras de requalificação do parque escolar concelhio, entre as quais seis “grandes intervenções de fundo”, disse hoje o presidente da câmara à Lusa.

Ricardo Rio adiantou que, naquelas seis escolas, serão investidos oito milhões de euros.

Hoje, foi publicado, em Diário da República, o concurso público para a requalificação da Escola Básica de Figueiredo, pelo preço-base de 1,4 milhões de euros. Os interessados têm 30 dias para apresentação de propostas, sendo o prazo de execução de um ano.

Entretanto, os alunos terão aulas em contentores. “São contentores com todas as condições”, acentuou Ricardo Rio.

Igualmente em concurso está a requalificação da Escola Básica de São Pedro de Este, pelo valor de 1,2 milhões de euros.

Para breve, está previsto o lançamento dos concursos para obras “igualmente de fundo” nas escolas de Nogueira, S. Vicente, Ponte Pedrinha e Bairro Económico.

Segundo Ricardo Rio, estão igualmente previstas intervenções de “menor monta” noutras escolas, que, no total, poderão ascender a perto de três milhões de euros. É o caso da escola de Sequeira, já em concurso público por 177 mil euros.

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