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País

Leiria cancela peregrinação diocesana a Fátima em 29 março

Covid-19

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Foto: DR

O bispo de Leiria-Fátima, cardeal António Marto, cancelou, esta quinta-feira, a realização da peregrinação diocesana ao Santuário de Fátima, prevista para o dia 29 de março, devido à pandemia de Covid-19.


Tendo em conta a grande tradição que esta peregrinação tem na diocese, em nota, esta quinta-feira, divulgada o cardeal António Marto apresenta alternativas para a vivência daquele dia nas comunidades paroquiais, de preferência em pequenos grupos e ao ar livre.

“Recomendo aos fiéis que vivam esse dia em espírito de peregrinação e que, sem prejuízo das recomendações das autoridades de saúde no que se refere aos cuidados para evitar contágios, tomem iniciativas de alguma atividade piedosa, além da participação na Eucaristia da comunidade, por exemplo, a oração em família, de preferência o rosário, ou a caminhada com santa Jacinta Marto, da própria casa até à igreja mais próxima ou outro lugar”, escreve o bispo de Leiria-Fátima.

Além do anúncio do cancelamento da peregrinação, foi publicado um documento que apresenta algumas orientações a serem obrigatoriamente observadas nas paróquias, alertando, desde logo, que os diocesanos, “apresentando sintomas que façam suspeitar de infeção, mesmo que não comprovada, não devem participar nas celebrações litúrgicas e outras atividades”.

No documento, o cardeal António Marto explica que “a emergência sanitária do coronavírus está a pôr à prova, duramente, numerosos países perante uma epidemia inesperada e de tão rápido contágio, que já foi declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde”, pelo que é exigível que se alterem os “hábitos, e porventura o estilo de vida, em virtude do apelo à responsabilidade que está a limitar algumas das (…) atividades quotidianas”.

Entretanto, já esta tarde, o Santuário de Fátima anunciou o adiamento, para data ainda não definida, da quinta edição do evento Fátima (En)Contraste, com o tema Dar corpo ao dom — “…uma grande ferida aberta no peito”, inicialmente prevista para 28 de março, também devido ao surto de Covid-19.

O centenário da morte de Santa Jacinta Marto é o mote para este encontro, destinado a jovens e promovido pelo Departamento da Pastoral da Mensagem de Fátima, estando prevista a presença da bielorrussa Inesa Markava, “utilizando a dança como modo de expressar a santidade enquanto vivência”.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.

Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou hoje o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (19), ao passar de 59 para 78, dos quais 69 estão internados.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de casos confirmados (44), seguida da Grande Lisboa (23) e das regiões Centro e do Algarve, ambas com cinco casos confirmados da doença.

O boletim divulgado, esta quinta-feira, assinala também que há 133 casos a aguardar resultado laboratorial e 4.923 contactos em vigilância, mais 1.857 do que na quarta-feira.

No total, desde o início da epidemia, a DGS registou 637 casos suspeitos.

O Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou na quarta-feira que só devem ser encerradas escolas públicas ou privadas por determinação das autoridades de saúde.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou que esta recomendação “faz sentido” e que o encerramento de escolas será feito de forma casuística “analisando o risco, caso a caso, situação a situação”.

Várias universidades e outras escolas já decidiram suspender as atividades letivas.

As medidas já adotadas em Portugal para conter a pandemia incluem, entre outras, a suspensão das ligações aéreas com a Itália, a suspensão ou condicionamento de visitas a hospitais, lares e prisões, e a realização de jogos de futebol sem público.

 

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País

Marcelo apela a “férias cá dentro” para o turismo recuperar

Economia

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República insistiu hoje, em Vila Real, no apelo para que os portugueses façam turismo “cá dentro” no Natal, Páscoa ou próximo verão para ajudarem o turismo a “rearrancar”.

Marcelo Rebelo de Sousa jantou esta noite, em Vila Real, com cerca de 10 empresários ligados ao ramo da hotelaria e referiu que tem estado a percorrer o país “para perceber como é que o nosso turismo pode rearrancar” após a crise provocada pela pandemia de covid-19.

“Houve um período de recuperação que foi ali o mês de agosto e um bocadinho do início de setembro, mas é evidente que as taxas voltaram a cair e apesar dos portugueses terem, com o turismo interno, dado tudo o que podiam dar, um contributo notável, o que é facto é que não chega”, afirmou.

O Presidente da República aproveitou para apelar outra vez aos portugueses para que “façam turismo cá dentro”.

“No Natal e no fim do ano, na Páscoa e na programação das férias, os que puderem tê-las no verão que vem, porque isto vai continuar até lá, não vai haver recuperação do turismo a nível internacional até lá”, salientou.

E continuou: “para além disso temos que ver qual é a situação exata e como é que se pode apoiar, na base de medidas, algumas o Governo já anunciou, mas ainda não foram definitivamente aprovadas como seja, garantir o emprego, isto um regime que substitua o ‘lay-off’ simplificado, onde o que o substitui não chegou”.

“Segundo, aguentar as empresas, porque é preciso aguentá-las e aguentar o emprego senão quando for preciso rearrancar as empresas já não estão lá e os trabalhadores já não têm nada a ver com aquele tipo de atividade profissional”.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), desde o início da pandemia, Portugal já registou 2.018 mortes e 79.885 casos de infeção, estando hoje ativos 27.413 casos, mais 474 casos do que no domingo.

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País

Novo coronavírus terá infetado 10% da população mundial

Segundo a OMS

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Foto: DR / Arquivo

O novo coronavírus terá infetado 10% da população mundial, cerca de 780 milhões de pessoas, muito acima dos 35 milhões de casos oficialmente confirmados desde o início da pandemia de covid-19, admitiu hoje a Organização Mundial de Saúde.

A estimativa foi avançada pelo diretor de emergências de saúde da OMS, Michael Ryan, que revelou também que a entidade já escolheu os membros da equipa internacional que vai investigar as origens da pandemia, embora não tenha adiantado uma data para o arranque dos trabalhos.

A origem do vírus é um dos temas que mais críticas trouxe à OMS na resposta à pandemia, nomeadamente dos Estados Unidos, que apontou o dedo à China e a uma excessiva proximidade da organização a Pequim.

Numa intervenção na abertura de uma sessão especial do Conselho Executivo sobre a resposta ao SARS-CoV-2, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, vincou a necessidade de acelerar a reforma da instituição ao nível da gestão de emergências, sem deixar de defender o trabalho efetuado no combate à pandemia.

Tedros Ghebreyesus valorizou a reforma que implementou nos últimos três anos na OMS, que tinha sido acusada de subestimar a extensão da crise do Ébola na África Ocidental entre finais de 2013 e 2016. No entanto, esse trabalho não o impediu de apelar a uma reforma mais rápida da organização sediada em Genebra para a tornar ainda mais eficaz.

“Não estamos no caminho errado, mas precisamos de andar mais depressa. A pandemia é um despertar para todos nós”, disse ele, sublinhando: “Todos precisamos de nos olhar ao espelho e perguntar o que podemos fazer melhor”.

Esta reunião extraordinária de dois dias do Conselho Executivo da OMS, que reúne representantes de 34 países eleitos para um mandato de três anos e é responsável pela preparação e implementação das decisões dos membros da organização, é apenas a quinta na sua história.

Foi convocada pela OMS em resposta a uma resolução aprovada pelos estados membros da União Europeia em maio, que pediram uma “avaliação independente” da resposta à pandemia.

“O mundo precisa de um sistema robusto de revisão pelos pares. Encorajamos os países a apresentarem novas ideias. Temos de estar abertos à mudança e temos de implementar mudanças agora”, finalizou o diretor-geral da OMS.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e trinta mil mortos e mais de 34,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Parlamento Europeu aprova regras comuns para ‘crowdfunding’

Política

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Foto: DR / Arquivo

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje regras comuns para as plataformas de ‘crowfunding’, um mecanismo de financiamento coletivo digital que junta potenciais investidores a negócios à procura de investimento, prevendo mais proteção para os que financiam.

Em nota de imprensa, o PE salienta que as novas regras “servem para fomentar campanhas de ‘crowdfunding’ transfronteiriças no seio da União Europeia (UE)” e assegurar que os serviços de ‘crowdfunding’ funcionem de “maneira fluida dentro do mercado interno”.

Todos os serviços de ‘crowdfunding’ europeus cujas ofertas atinjam um valor máximo de cinco milhões de euros passam assim a ser abrangidos pela mesma legislação.

A lei hoje aprovada prevê também uma maior proteção aos investidores, salvaguardando-os de perdas financeiras.

Os responsáveis da campanha de ‘crowdfunding’ terão agora que fornecer “informações claras sobre os riscos financeiros e eventuais cobranças” que os investidores possam ter que suportar, incluindo riscos de insolvência, realça o documento.

O pacote hoje aprovado já tinha sido negociado com o Conselho Europeu em dezembro de 2019.

O ‘crowdfunding’ tem conhecido um crescimento nos últimos anos, sendo uma das fontes de financiamento privilegiadas por pequenas e médias empresas à procura de novos investidores.

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