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Legislativas: Porta-voz dos motoristas vai ser candidato do partido de Marinho e Pinto

Advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques

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Foto: Facebook

O presidente do Partido Democrático Republicano (PDR), António Marinho e Pinto, anunciou hoje que o advogado e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, é candidato às eleições legislativas de outubro.

“Pardal Henriques vai ser candidato pelo PDR, mas na altura própria divulgaremos o círculo eleitoral por onde se candidatará”, disse aos jornalistas o advogado e ex-deputado europeu, depois de entregar a lista dos candidatos pelo círculo eleitoral do Porto.

Marinho e Pinto assumiu que ter Pardal Henriques nas listas é um “grande orgulho” porque ele foi a “imagem e a cara de um combate sindical extremamente importante por ter fugido ao controlo que os aparelhos partidários têm sobre o sindicalismo em Portugal”.

“Portanto, isto é de enaltecer e de elogiar”, frisou.

O advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, foi noticiado como sendo o cabeça-de-lista do PDR pelo círculo eleitoral de Lisboa, cabendo a Marinho e Pinto a primeira posição pelo Porto.

Em outubro de 2015, o PDR foi a sétima força política mais votada nas eleições legislativas, com 1,14% (61.632 votos), atrás do PAN, que elegeu um deputado.

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País

Rendimento da agricultura deverá aumentar 5,8% em 2019

Instituto Nacional de Estatística

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Fernando Xavier aponta novos caminhos para a agricultura em Braga. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O rendimento gerado pela atividade agrícola em Portugal deve aumentar 5,8% em 2019, face a 2018, após ter diminuído 0,1% no ano passado, segundo a primeira estimativa das contas económicas da agricultura hoje divulgada pelo INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), este aumento de 5,8% do rendimento da atividade agrícola, em termos reais, por unidade de trabalho ano (UTA), surge “em consequência dos acréscimos perspetivados para o Valor Acrescentado Bruto (VAB)”, de mais 4,4%, e para os outros subsídios à produção, de mais 6%, enquanto o volume de mão-de-obra agrícola deve cair 1,8%.

O INE diz ainda que o aumento de 5,5% da produção do ramo agrícola, conjugada com um crescimento menos acentuado do consumo intermédio, de mais 2,9%, concorreu para o aumento de 4,4% do VAB em valor, e que, em termos reais, o VAB “deverá aumentar 4%”.

A produção do ramo agrícola vai aumentar 2,8% em volume, enquanto a produção vegetal deve aumentar 4,3%, em resultado de um acréscimo em volume (mais 4,8%) e de uma redução dos preços de base (menos 0,5%).

As estimativas apontam para um volume inferior ao do ano anterior na produção de cereais, com uma descida de 3,9%, uma vez que, exceto o milho, todos registam menor volume de produção, segundo o INE.

“Com efeito, a escassez de precipitação, associada a altas temperaturas durante a primavera, interferiu negativamente nos cereais de sequeiro”, explica, adiantando prever-se, no entanto, um aumento de 0,2% no volume da produção de milho, dado que o tempo quente e seco não afetou o desenvolvimento desta cultura de regadio.

Para o arroz, o instituto estima que a produtividade por hectare fique abaixo da do ano anterior, devido às temperaturas mais amenas e a menor luminosidade no verão.

“A produção deverá ser inferior à da campanha anterior, posicionando esta campanha como a menos produtiva da última década”, lê-se no documento, adiantando o INE que o preço no produtor para os cereais deve aumentar 2,8%.

O INE diz ainda que o aumento de 7,7% em volume previsto para os vegetais e produtos hortícolas reflete sobretudo a evolução dos hortícolas frescos, incluindo o tomate que aumentou 12,4%.

A produção de batata registou um aumento de área e de produtividade, prevendo o instituto um aumento em volume de 14,9%, enquanto nos frutos se estima um acréscimo de 8,9% no volume, destacando o INE os contributos da maçã, pequenos frutos, amêndoa e azeitona.

“Com efeito, a produção de maçã terá aumentado cerca de 35%, podendo atingir a maior produção dos últimos 30 anos, beneficiada pelas condições meteorológicas e pela entrada em produção de pomares novos”, afirma o instituto, adiantando que a os preços devem cair 2,5%.

A produção de pera, afetada por problemas fitossanitários que conduziram à queda precoce do fruto ou impediram a sua comercialização, levaram o INE a prever uma diminuição de 5% em volume.

Para a produção animal a estimativa é de aumento de em valor de 2,1%, face a 2018, em resultado de um aumento dos preços de base, uma vez que o volume caiu.

A estimativa para este ano prevê uma redução em volume de 3,4% nos bovinos, tendo em conta a diminuição dos abates, enquanto a produção de suínos, em volume, se deve manter próxima dos valores de 2018.

Para a produção de leite, o INE estima um decréscimo de 0,9% da produção em volume e um aumento de 1,2% do preço.

O Consumo intermédio (CI) deve aumentar este ano 2,9%, em termos nominais, em resultado de um aumento generalizado dos consumos de vários produtos, como alimentos para animais (mais 2,7%), energia (mais 2,9%), adubos e corretivos do solo (mais 6%) e produtos fitossanitários (mais 9%).

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País

Dormidas de turistas crescem 2,1% em outubro suportadas pelo alojamento local

Turismo

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Braga. Foto: O MINHO (2019)

As dormidas em alojamento turístico desaceleraram em outubro, aumentando 2,1% face ao mês homólogo de 2018 e impulsionadas pelo alojamento local, que subiu 11,3%, já que a hotelaria cresceu 0,7%, divulgou hoje o INE.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam aumentos de 2,1% nas dormidas, para 6,4 milhões, e de 5,4% nos hóspedes, para 2,5 milhões, que comparam com 3,4% e 5,1%, respetivamente, registada em setembro.

Em outubro, as dormidas de residentes registaram um “forte abrandamento” e apresentaram um “aumento marginal” de 0,1% em termos homólogos (+4,6% em setembro), para 1,6 milhões, ficando aquém da subida de 2,7% das dormidas de estrangeiros (+2,9% em setembro).

Segundo o INE, nos primeiros 10 meses do ano as dormidas aumentaram 3,7%, com contributos positivos quer dos residentes (+5,8%), quer dos não residentes (+2,9%).

As dormidas na hotelaria representaram 83,4% do total e registaram um aumento de 0,7%, enquanto as dormidas nos estabelecimentos de alojamento local (peso de 14,2% no total) cresceram 11,3% e as de turismo no espaço rural e de habitação (quota de 2,3%) aumentaram 0,9%.

A estada média (2,55 noites) reduziu-se 3,2% (-1,0% nos residentes e -4,7% nos não residentes) e a taxa líquida de ocupação (48,7%) recuou 1,2 pontos percentuais (-1,3 p.p. em setembro).

Já os proveitos totais desaceleraram em outubro para 5,4% (+6,8% em setembro), atingindo 387,9 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (289,1 milhões de euros) cresceram 6,7% (+6,9% no mês anterior).

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 50,3 euros, aumentando 2,2% (+1,7% no mês anterior) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 84,8 euros (+3,1%, +2,8% no mês anterior).

Dos 16 principais mercados emissores, representativos de 85,7% das dormidas de não residentes em outubro, destacaram-se o mercado britânico (21,4% do total de dormidas de não residentes, com um aumento de 2,7%) e norte-americano (6,4% do total, com uma crescimento de 20,5%).

Dos mercados que mais aumentaram as dormidas, destacam-se também o chinês (+17,7%) e brasileiro (+15,6%), que desde o início do ano já acumulam crescimentos de 16,4% e 14,0%, respetivamente.

Em quebra estiveram as dormidas de hóspedes alemães (13,5% do total), que diminuíram 8,9% em outubro e 6,9% desde o início do ano, franceses (8,6% do total e uma diminuição de 2,6% em outubro e de 1,6% desde o início do ano) e espanhóis (7,3% do total e um decréscimo de 5,9% em outubro, apesar de desde janeiro estar a aumentar 6,6%).

Em outubro, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção do Algarve (-0,6%) e Madeira (-5,9%), tendo-se o Norte e os Açores destacado com crescimentos de 7,6%.

O Algarve concentrou 30,5% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (27,1%) e o Norte (15,6%).

Desde o início do ano, o INE realça os acréscimos no Norte (+9,4%), Alentejo (+7,4%) e Açores (+6,6%).

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Associação Portuguesa de Bancos rejeita alterações legislativas ao MB Way

Cobrança de comissões

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Foto: O MINHO

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) considerou hoje no parlamento que não deve haver qualquer alteração legislativa que possa introduzir limitações na cobrança de comissões da aplicação móvel MB Way.

“Aquilo que a APB advoga é que não deve haver qualquer tipo de intervenção legislativa em cima daquelas que nós já temos, que altere e que crie mais condicionantes à capacidade que os bancos têm de fixar livremente os preços dos serviços que prestam”, disse hoje no parlamento, numa audição da Comissão de Orçamento e Finanças, a diretora-geral da APB Catarina Cardoso.

A responsável disse que o entendimento da associação é que “se os bancos estão a cobrar um custo pelo serviço, é porque têm legitimidade para o fazer, porque entendem que ele tem subjacente um serviço que pressupõe custos associados”.

Catarina Cardoso observou ainda que “há um conjunto de bancos que, apesar de ter valores de cobrança de comissão publicados em preçário, têm também notas relativamente a isenções que se continuam a aplicar a determinados clientes, designadamente nas situações em que a plataforma MB Way, o pagamento é originado a partir das ‘apps’ dos próprios bancos”.

Anteriormente, o presidente da APB, Fernando Faria de Oliveira, em resposta ao deputado do PS Carlos Brás, já tinha dito que “desde o momento em que o serviço [MB Way] foi lançado, os bancos disponibilizaram nos seus próprios preçários a comissão associada ao MB Way, tendo na generalidade dos casos sido adotada uma política de isenções”, referindo-se às operações feitas a partir das ‘apps’ dos próprios bancos.

“Desde o início em que o MB Way foi lançado que estava prevista a aplicação de comissões na sua utilização. O MB Way é, em qualquer circunstância, um instrumento novo e particularmente útil, mas que tem concorrência da parte de outras aplicações por parte do sistema bancário”, prosseguiu.

O também antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos concluiu o seu raciocínio dizendo que “é natural que seja aplicável uma comissão pela utilização deste serviço, dados os seus reflexos na atividade bancária”.

Na semana passada, o BE avançou com um pacote legislativo sobre comissões bancárias que sugeria a proibição da cobrança de comissões pelos bancos nas operações em plataformas eletrónicas operadas por terceiros, como é o caso do MB Way.

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