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Lar de Famalicão evacuado no domingo tem 32 infetados

Covid-19

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Foto: laresonline.pt / DR

O lar de Famalicão que no domingo foi evacuado devido à covid-19 regista um total de 32 infetados, entre utentes e funcionários, revelou, esta quinta-feira, o presidente da câmara à Lusa.

Paulo Cunha exige um “rápido e rigoroso” inquérito, para apurar tudo o que se passou e assacar eventuais responsabilidades.

Segundo o autarca, 22 dos infetados são utentes, dos quais 18 estão no Hospital Militar do Porto, três noutros hospitais e o outro em casa.

Os restantes dez infetados são funcionários do lar, denominado Residência Pratinha.

Segundo Paulo Cunha, a “primeira notícia” da eventual existência de covid-19 no lar surgiu a 16 de março, tendo o primeiro internamento sido registado dois dias depois.

A câmara, acrescentou, só foi informada da situação cinco dias depois.

Covid-19: Lar em Famalicão sem funcionários depois de oito terem testado positivo

“É profundamente lamentável que, estando uma situação tão grave a acontecer no concelho, a câmara só tenha sido informada cinco depois”, referiu Paulo Cunha.

O autarca quer saber o que é que nesse período foi feito para tentar travar a cadeia de contágio, designadamente se o lar e as entidades da Saúde e da Segurança Social cumpriram todas as regras estipuladas para estes casos.

“Não sei o que se passou, mas sei que é muito importante que se apure tudo, ao pormenor”, sublinhou.

Na noite de domingo, 31 utentes da Residência Pratinha foram transferidos para o Hospital Militar do Porto, depois de o lar ter ficado sem funcionários, por causa da covid-19.

A transferência foi a solução encontrada depois de os 18 funcionários que trabalham no lar terem ficado “ou com teste positivo para coronavírus ou em quarentena”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito, esta quinta-feira, pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

Dos infetados, 191 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

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