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Desporto

Jornada 26 da I Liga vai ser simulada nos campos virtuais

Covid-19

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Foto: Divulgação

Vários clubes da I Liga portuguesa vão simular este fim de semana os encontros da 26.ª jornada através de vídeojogo, anunciou hoje a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, numa parceria com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Devido à pandemia de Covid-19 que tem assolado o mundo, a maioria das competições desportivas foi suspensa, como é o caso da I Liga portuguesa de futebol, que está parada desde 08 de março, quando se disputou a 24.ª ronda.

Após ter sido decretado o estado de emergência em Portugal e sem poderem jogar no relvado real, 16 clubes do principal escalão vão defrontar-se no sábado e no domingo, reproduzindo, em videojogo, as partidas da 26.ª ronda que estavam marcadas para este fim de semana, numa ação que visa sensibilizar as pessoas para a contenção social ativa.

Desta forma, cada equipa será representada por um futebolista do respetivo plantel, em jogos de 12 minutos, seis em cada parte, sem qualquer vertente competitiva associada e numa iniciativa que vai ocorrer apenas neste fim de semana.

Das 18 equipas que entrariam em campo este fim de semana, apenas Benfica e Portimonense não se vão fazer representar no campo virtual e reproduzir o confronto da 26.ª ronda.

No sábado, serão disputados os jogos Tondela (representado por Pepelu) – Desportivo das Aves (Afonso Figueiredo), Moreirense (Luís Machado) – Rio Ave (Borevkovic), Sporting (Rafael Camacho) – Paços de Ferreira (João Amaral) e FC Porto (Fábio Silva) – Marítimo (Pedro Pelágio)

Para domingo estão agendados os encontros Vitória de Setúbal (Hildeberto) – Santa Clara (Rafael Ramos), Belenenses SAD (João Monteiro) – Vitória de Guimarães (Pêpê), Gil Vicente (Lourency) – Famalicão (Pedro Gonçalves) e Sporting de Braga (Abel Ruiz) – Boavista (Tomás Reymão).

Todos os jogos poderão ser acompanhados através dos canais oficiais da LPFP e de cada clube, bem como na Sport TV+.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram. Das pessoas infetadas, mais de 89.000 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro de 2019, e espalhou-se por mais de 179 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, o que levou vários países a adotarem medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, que se encontra em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, a Direção-Geral da Saúde elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que no dia anterior. O número de mortos no país subiu para seis.

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Desporto

Comité Olímpico atualiza critérios de qualificação para Tóquio2020 (que se realizam em 2021)

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Comité Olímpico Internacional (COI) atualizou hoje os princípios do sistema de qualificação para os Jogos de Tóquio2020, adiados para 2021, no qual dá liberdade às federações internacionais de cada desporto para definir os novos prazos.

Segundo as novas diretrizes, “é necessário encontrar um equilíbrio” entre “a proteção dos desportistas que estavam próximos da qualificação nos prazos antigos” e a “garantia de que nos Jogos participarão os melhores”.

O COI pediu ainda às federações que tentem, em cada modalidade, emular o mais possível em 2021 o que aconteceria em 2020 se a pandemia de covid-19 não tivesse levado à paralisação generalizada do desporto a partir de março.

Cada federação deve agora negociar com todas as partes envolvidas e encontrar um “consenso para decisão justa e transparente”, que seja publicada o quanto antes e que respeite a data limite de qualificação para os Jogos, agora estabelecida para 29 de junho de 2021.

Ficam conservadas as vagas e quotas já garantidas, que correspondem a 57% dos atletas que vão marcar presença, faltando ainda encontrar outros cerca de cinco mil participantes.

Outra das medidas tomadas prende-se com a possibilidade de cada federação internacional ampliar o limite de idades de cada desporto, uma questão que tem sido evocada sobretudo no futebol, que tem um limite de 23 anos nas convocatórias, salvo três exceções por equipa, tanto no seu máximo como no mínimo, aí caso da ginástica.

Hoje, a federação internacional que tutela o atletismo, a World Athletics, já tinha decidido suspender a qualificação por marca e a publicação do ‘ranking’ com vista a Tóquio2020 até 01 de dezembro, para salvaguardar a igualdade no caso de as competições serem reatadas primeiro numas partes do mundo do que em outras.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil. Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes e 12.442 casos de infeções confirmadas.

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Futebol

Liga espanhola não regressa antes de 28 de maio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, disse hoje que o futebol naquele país não regressa antes de 28 de maio, no melhor dos casos, com os campeonatos europeus a discutirem opções para completar a temporada 2019/20.

“De todos os cenários que temos discutido com a UEFA para regressar à competição, os mais prováveis são 28 de maio, 06 de junho ou 28 de junho. Não podemos dar uma data exata, será dada pelas autoridades em Espanha”, apontou.

Segundo Tebas, o futebol deverá regressar em Espanha ainda sem adeptos, seguindo-se um período de capacidade reduzida nas bancadas, enquanto alguns clubes estarão privados dos seus estádios por já terem obras anunciadas para os meses do verão.

Nenhum clube espanhol jogou futebol desde 11 de março, quando o Atlético de Madrid eliminou o campeão europeu Liverpool da Liga dos Campeões, e o presidente de ‘La Liga’ garante que ninguém regressará aos treinos enquanto durarem as medidas de emergência no país devido à pandemia de covid-19.

Na Europa, estão em estudo dois planos possíveis para completar 2019/20: um próximo ao que já decorria, com jogos europeus à semana e dos campeonatos domésticos aos fins de semana, e outro com todos os jogos nacionais disputados em junho e julho e os europeus entre julho e agosto.

Tebas disse ainda ser “lógico” que algumas ligas arranquem antes de outras. “Se puderem, devem fazê-lo”, atirou.

Quanto ao impacto económico, o dirigente aponta para uma perda de mil milhões de euros para os clubes se a época não terminar, ainda que esse cenário não se coloque, quando faltam jogar 11 jornadas, que podem reduzir o impacto para 300 milhões de prejuízo, sem público nas bancadas, ou 150 milhões, com adeptos.

No campo económico, Tebas admite que a Liga espanhola poderá ter de devolver algum do dinheiro recebido pelos direitos de transmissão televisiva, mas tem sido “quase impossível” conseguir que os jogadores aceitem uma redução salarial, uma medida tomada em Inglaterra, por exemplo, para ajudar a combater o impacto.

Em Espanha, o Atlético de Madrid e o FC Barcelona já anunciaram acordos individuais com os seus jogadores.

“Não podem prosseguir as suas atividades de forma normal, por isso deve haver uma redução, mas não chegamos a acordo com o sindicato. Os clubes têm duas opções: o ‘lay-off’ temporário [oito clubes das duas primeiras divisões já o pediram], ou acordos individuais com jogadores”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 345 mortes 12.442 casos de infeções confirmadas, contando-se 184 doentes recuperados.

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Futebol

Antigo presidente da FIFA nega subornos na atribuição dos Mundiais de futebol

Sepp Blatter

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Foto: DR / Arquivo

O antigo presidente da FIFA Sepp Blatter reafirmou hoje que não houve subornos nas atribuições dos Mundiais de futebol à Rússia (2018) e ao Qatar (2022), se bem que neste caso terá havido uma “intervenção política”.

Segundo o procurador federal de Brooklyn (Estados Unidos), em documento hoje tornado público, vários dirigentes da FIFA, essencialmente sul-americanos, receberam subornos para o sentido do voto aquando da atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022.

Blatter admite, em declarações à France Presse, que para esses dois Mundiais havia um ‘acordo de cavalheiros’ no seio do comité executivo da FIFA, no sentido de serem atribuídos a Rússia e Estados Unidos. Mas depois “houve uma intervenção política para a atribuição de 2022 ao Qatar, apenas isso”.

“Neste tipo de situações, é com uma intervenção política que se faz”, disse.

Na versão dos factos do dirigente suíço, que está suspenso da FIFA, o acordo para Rússia e Estados Unidos organizarem terá caído depois se uma interferência do governo francês de Nicolas Sarkozy, aquando de um almoço com Michel Platini, então membro do comité executivo da FIFA.

Platini, que reconhece que votou pelo Qatar, assegura que já tinha mudado o sentido de voto antes desse encontro com Sarkozy.

Um dos principais acusados de ter sido subornado é Jack Warner, antigo presidente da CONCACAF (confederação norte-americana de futebol), que votou a favor da Rússia para 2018, depois da intervenção de alguém mencionado na acusação da procuradoria de Brooklyn como “conselheiro próximo do presidente da FiFA”.

“Podemos supor que se referem a Peter Hargitay, mas nunca teria dito a um conselheiro para intervir e não acredito que ele possa ter escrito isso”, comentou Sepp Blatter.

Em comunicado, a FIFA já fez saber que apoia “todas as investigações relativas aos atos penalmente condenáveis” e que “continuará a cooperar com as autoridades judiciárias”. Relembra que tem o estatuto de “vítima” nos processos desencadeados pela justiça norte-americana e que “acompanha de perto as investigações e desenvolvimentos em curso”.

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