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Ave

Há um novo projeto para a ecovia do rio Ave, desde Vieira do Minho até Vila do Conde

Passando por Póvoa de Lanhoso, Guimarães e Famalicão.

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Ecovia do Ave em Ponte, Guimarães. Foto: DR

O Governo recebeu esta quinta-feira um projeto de resolução com vista à criação de uma Ecovia do Ave – uma via pedestre e ciclável que ligue a nascente até à foz do rio -, foi hoje anunciado.

A ecovia, proposta pelo Grupo Parlamentar do PAN, ligará a nascente, localizada na Serra da Cabreira, em Vieira do Minho, até à foz, em Vila do Conde, distrito do Porto, passando pelos concelhos de Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Famalicão, assim como Trofa e Santo Tirso, também no distrito do Porto.

Esta nova ecovia pretende aproximar as pessoas do rio, ajudar à monitorização de focos de poluição e melhorar a mobilidade entre concelhos, assim como ajudar as economias locais, considera o partido Pessoas Animais e Natureza, e pretende ser “uma resposta alternativa e mais respeitadora do meio ambiente”, “valorizar a paisagem, dinamizar as economias locais e potenciar benefícios sociais e ambientais para a região”.

O PAN entende também que a criação desta ecovia “com o envolvimento das populações pode potenciar e promover uma efetiva e eficaz monitorização do rio Ave, detetando precocemente e até prevenindo eventuais focos de poluição”.

Para gerir a ecovia, é proposta a criação de uma comissão permanente que envolva os municípios abrangidos pelo rio Ave e seus afluentes, mas também especialistas, associações, movimentos ambientalistas e sociedade civil, de forma a atualizar objetivos e monitorizar o trabalho conjunto a ser desenvolvido para a despoluição e revitalização da bacia hidrográfica.

“São já várias as iniciativas que instam as entidades locais a promover uma maior aproximação e envolvimento da comunidade dos vários municípios, associações e movimentos naquilo que se considera essencial para uma melhor qualidade de vida das populações locais e na preservação e recuperação, quer dos rios, quer das suas margens”, afirma o partido.

O PAN considera ainda qu este projeto “vem dar resposta aos anseios dos vários movimentos associativos, que têm sido fundamentais nesta matéria e que têm alertado para a necessidade de uma maior aproximação das pessoas ao rio”.

“Sem dúvida que será através deste contacto próximo com a natureza que se promoverá uma sensibilização para a proteção do meio ambiente, aliado ao incentivo à prática de exercício físico, sendo assim de enorme relevância para a saúde e bem-estar das populações” refere Bebiana Cunha, líder parlamentar do PAN, citada em comunicado.

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