Seguir o O MINHO

Braga

Greve no Bloco Operatório do Hospital de Braga “está a ser desmobilizada”

Saúde

em

Foto: Divulgação / Hospital de Braga

A greve dos assistentes operacionais do Bloco Operatório do Hospital de Braga que estava marcada para sábado e domingo “está a ser desmobilizada” por causa de “um lapso de comunicação” entre o sindicato e aquela unidade hospitalar.

Em declarações à Lusa, fonte do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) explicou que a “está a ser pedido aos cerca de 54 assistentes operacionais que, no fundo, não adiram à greve”, uma vez que “em tempo útil já não é possível desconvocar a greve”, segundo as normas legais.

“O que nos foi explicado é que o Hospital de Braga não teria tido conhecimento da greve, uma vez que o endereço de correio eletrónico que consta na nossa base de dados não está atualizado, já não é usado, houve um lapso de comunicação”, disse a fonte.

O STFPSN explicou que “o ministério da Saúde, que recebeu também o aviso de greve, não terá comunicado ao hospital”.

“Acreditamos na boa-fé do hospital de Braga e achamos que eticamente também não seria ético estarmos a fazer uma greve sem que a entidade que vai sofrer essa greve esteja devidamente avisada, nomeadamente para estabelecer os serviços mínimos”, referiu.

No entanto, garantiu a fonte, “os trabalhadores estão mobilizados para a luta e a greve será cumprida numa outra data”.

Os assistentes operacionais do Bloco Operatório do Hospital de Braga iam cumprir sábado e domingo uma greve em protesto pela “igualdade de tratamento” entre trabalhadores, exigindo, o pagamento das “horas a mais” que fazem aos fins de semana.

Em declarações à agência lusa, o representante do STFPSN, Orlando Gonçalves, explicou que o 54 assistentes operacionais daquela valência “entendem que não têm que trabalhar horas a mais de forma gratuita”.

Segundo o sindicalista, “a questão é que aos fins de semana são feitas uma série de intervenções cirúrgicas fora do mapa normal de cirurgias, dó horário de trabalho”.

“Estas cirurgias são pagas à parte às equipas, ao médico, ao anestesiologista, aos enfermeiros. Mas aos assistentes operacionais que garantem o funcionamento do bloco operatório nada é pagão”, explicou.

Populares