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Governo anuncia abono até 351 euros para trabalhadores com perda de rendimentos

Orçamento suplementar

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Foto: DR

O primeiro-ministro anunciou hoje que o subsídio social de desemprego vai ser prorrogado automaticamente até ao final do ano e que será criado um complemento de estabilização, entre 100 e 300 euros, para trabalhadores com perda de rendimento. Já os trabalhadores em lay-off podem beneficiar de um abono até 351 euros.


Estas medidas foram anunciadas por António Costa no final do Conselho de Ministros, que aprovou o Programa de Estabilização Económica e Social – um plano que vai vigorar até ao fim do ano e enquadrará o futuro Orçamento Suplementar.

Além da prorrogação automática das prestações do subsídio social de desemprego até ao fim de 2020, o líder do executivo referiu que será atribuído um abono de família extra em setembro com um montante correspondente ao valor base desta prestação para todas as crianças do primeiro, segundo e terceiro escalões.

Já o novo complemento de estabilização, segundo o primeiro-ministro, será “um apoio extraordinário aos trabalhadores que tiveram redução de rendimento, a pagar em julho, no montante da perda de rendimento de um mês de layoff.”.

O valor mínimo do complemento de destabilização será de 100 euros e o máximo no montante de 351 euros.

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País

Cinemas com quebra de 99% face ao mês de junho de 2019

Segundo o ICA

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Foto: DR / Arquivo

Cerca de 12.400 espectadores foram ao cinema em junho, o mês em que as salas puderam reabrir em tempo de pandemia, o que representa 1% da assistência registada em junho de 2019, foi hoje anunciado.

Os dados são do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), que retomou a divulgação mensal de informação estatística sobre exibição comercial, uma vez que as salas de cinema puderam reabrir a 01 de junho, depois de mais de três meses de encerramento forçado por causa da covid-19.

Segundo o ICA, em junho foram contabilizados 12.403 espectadores e 56.430 euros de bilheteira nas salas de cinema que foram reabrindo gradualmente em todo o país, o que representa uma quebra de 99% tanto em assistência como em receitas face a junho de 2019.

Em junho de 2019, os cinemas tiveram cerca de um 1,1 milhões de espectadores e 5,8 milhões de euros de receita de bilheteira.

O encerramento das salas de cinema em meados de março teve, assim, um impacto significativo nas estatísticas do semestre de 2020, com quebras de cerca de 62% tanto em espectadores como em bilheteira, comparando com o primeiro semestre de 2019.

Assim, segundo o ICA, entre janeiro e junho deste ano, as salas de cinema registaram 13,8 milhões de euros de bilheteira e 2,5 milhões de espectadores, quando no mesmo período de 2019 tinham sido 35,7 milhões de euros de receita e 6,7 milhões de bilhetes vendidos.

O filme mais visto no semestre foi “1917”, de Sam Mendes, com 329 mil espectadores, mas em junho o que obteve maior audiência foi “Retrato de uma rapariga em chamas”, de Céline Sciamma, ultrapassando os 2.700 espectadores.

O filme português mais visto no primeiro semestre foi “O filme do Bruno Aleixo”, de João Moreira e Pedro Santo, com cerca de 23.900 espectadores.

De acordo com o ICA, a NOS Cinemas, a maior exibidora do mercado nacional, com 219 salas, obteve este ano 1,5 milhões de espectadores e 8,4 milhões de euros de receita de bilheteira, ou seja, menos 62% do que no primeiro semestre de 2019.

Entre janeiro e junho deste ano, o ICA regista a existência de 540 salas em 135 espaços ou complexos, totalizando 100.609 lugares.

Apesar de o plano de ‘desconfinamento’ do Governo ter permitido a abertura de salas de espetáculos, teatros e cinemas a 01 de junho, apenas algumas salas, em particular de exibidoras mais pequenas e independentes, reabriram nessa data.

A título de exemplo, os cinemas Ideal e Nimas, em Lisboa, e Trindade, no Porto, reabriram a 01 de junho e a NOS Cinemas e a NLC – Cinema City (46 salas) reabriram a 02 de julho.

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País

Imposto sobre empresas cai em média de 28% em 2000 para 20,6% em 2020

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A taxa média aplicada ao imposto sobre as sociedades caiu de 28% em 2000 para 20,6% em 2020 em 119 países ou jurisdições analisadas pela OCDE, e em 12 destes a tributação das empresas sobre os lucros é zero.

Num relatório publicado hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) explica neste período de 20 anos houve reduções do imposto sobre as sociedades em 88 jurisdições, aumentos em seis e nenhuma alteração nos restantes 15 países ou jurisdições.

Os aumentos ocorreram em Andorra, Chile, Hong Kong, China, Índia, Maldivas e Omã e em dois destes casos, o ponto de partida foi uma taxa zero, Andorra, que subiu para 10% em 2012 e Omã, que subiu acentuadamente para 15% em 2011.

No Chile, o aumento foi, tal como em Andorra, de 10 pontos percentuais (para 25%).

No extremo oposto, as Ilhas Virgens, Guernsey, Jersey e a Ilha de Man reduziram as taxas de imposto sobre as sociedades de mais de 10% para 0%.

As maiores reduções de impostos, de 20 pontos percentuais ou mais, foram encontradas em Arruba, Barbados, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Alemanha, Guernsey, Jersey, Ilha de Man e Paraguai.

Enquanto em 2000 havia 13 jurisdições com uma taxa de 40% ou mais, 20 anos mais tarde apenas a Índia permaneceu neste grupo (com 48,3%, que inclui uma taxa para a distribuição de dividendos).

O imposto sobre as sociedades em 2017 representou 14,6% da receita fiscal total nas 93 jurisdições para as quais esta estatística existe, quando era de 12,1% em 2000.

Quando analisado em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), este imposto aumentou de 2,7% em 2000 para 3,1% 20 anos depois.

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Marcelo anuncia fim das sessões no Infarmed e defende que valeram a pena

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República anunciou hoje que as sessões com especialistas e políticos no Infarmed terminaram, pelo menos para já, e defendeu que este foi um exercício de transparência sem paralelo que valeu a pena.

“Terminamos hoje uma experiência de vários meses, iniciada no final de março em pleno estado de emergência”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no final da décima reunião sobre a evolução da covid-19 em Portugal, no Infarmed.

Sem querer “fazer profecias sobre o que será necessário em termos de futuros encontros como este”, o chefe de Estado fez um balanço destas dez sessões, que se realizaram por iniciativa do primeiro-ministro, António Costa, afirmando que a sua realização periódica foi “muito importante”.

“Permitiu um contacto aberto entre especialistas e decisores políticos, foi uma experiência única não verificada em nenhum outro país europeu e, que saiba, em nenhum outro país no mundo. Facilitou a convergência e a unidade de análise, de troca de pontos de vista e até a convergência na decisão, fundamental durante o estado de emergência e na transição para o estado de calamidade”, considerou.

Primeiro estudo serológico concluído no final de julho

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que esta iniciativa “mostrou uma transparência total, ao ponto de o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro saberem à entrada das sessões exatamente o mesmo que sabiam os outros participantes, nomeadamente os conselheiros de Estado e os representantes dos vários partidos políticos com assento parlamentar”.

“É o máximo da transparência que se pode imaginar num exercício destes. Portanto, valeu a pena fazer esse exercício”, defendeu.

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